Quinta-Feira, 06 de Fevereiro de 2020 - 08:52 (Colaboradores)

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VAMOS OUVIR MUITA BESTEIRA E ASSISTIR A HERESIAS, MAS O BRASIL VAI GANHAR COM LEI PARA EXPLORAR RIQUEZAS EM ÁREAS INDÍGENAS

O projeto é mais amplo e prevê ainda que as aldeias possam explorar suas terras em outras atividades econômicas, como agricultura e turismo.


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Preparemo-nos para o pior! O que vamos ouvir de besteiras, heresias, discursos inflamados, todos recheados de informações baseadas em crenças e interesses ideológicos e pouco na realidade, vai nos encher o saco por longo tempo. A decisão do presidente Jair Bolsonaro, cumprindo mais uma das suas promessas de campanha, de autorizar a exploração das nossas riquezas minerais e de geração de energia em áreas indígenas, o que na verdade representará um enorme avanço para o País, vai inundar a mídia atrasada com as opiniões inflamadas das velhas figuras que mamam nas tetas dos temas ambientais toda a sua vida. Esses mesmos, muitos deles  sustentados por dinheiro poderoso, vindo de milhares e milhares de quilômetros do Brasil, mas que regam a batalha para que não possamos usufruir do que é nosso. O projeto é mais amplo e prevê ainda que as aldeias possam explorar suas terras em outras atividades econômicas, como agricultura e turismo. Ah, os que preferem que nossos indígenas continuem sob as asas deles, que ditam como eles devem viver e morrer (muito mais morrer do que viver), vão entrar, claro que vão entrar em desespero. Seguirão o mesmo caminho os amigos dos contrabandistas, que invadem as áreas onde estão grandes riquezas e as levam daqui, deixando para nós apenas destruição ambiental e pobreza. Nosso nióbio, um dos metais mais versáteis e caros do mundo, que nos levam a preço de banana, servirá, enfim, para encher os cofres da União, dos Estados e dos Municípios e das tribos, ao invés de fazer fortunas para apenas alguns poucos bolsos. Os mesmos bolsos, aliás, que sustentam as teorias de que a floresta tem que ficar intocada, que o povo que vive nela tem que cair fora da Amazônia e que os índios têm que continuar morrendo de fome, que é o que ocorre não nos discursos deles, mas na vida real.

O projeto terá que ser aprovado na Câmara e no Senado, o que já será extremamente difícil, porque os demagogos e enroladores, representantes daqueles grupos que tentaram nos "venezuelizar" e os antipatriotas que abundam na política brasileira, farão de tudo para que ele não se torne realidade. Se houver o milagre de passar por Câmara e Senado (certamente remendado com a demagogia e o jogo de interesses de sempre!), ainda poderá cair nas mãos do aparelhado STF, que eventualmente ignora suas atividades e decide que sua missão também é legislar, não apenas defender a Constituição.  Haverá sim muita gente contra. Forças poderosas e que  lutarão com todas as suas forças, para impedir que avancemos. Mas espera-se que, no final, os brasileiros decentes vençam de novo. E que tenhamos também o direito de acesso às nossas riquezas, que, por enquanto, apenas estrangeiros, membros de ONGs internacionais e contrabandistas têm. Viva o novo Brasil!

EM DEBATE, OS  NÚMEROS DOS NOSSOS PORTOS

Houve contestações às afirmações do presidente da Sociedade de Portos e Canais de Rondônia – SOPH – Amadeu da Cruz, sobre a possibilidade de que, em breve. Nossos portos da Capital poderão exportar até 70 milhões de toneladas de soja, principalmente, mas também de outros grãos. Um dos leitores, que conhece o setor, afirmou que hoje, a capacidade total dos portos de Porto Velho (e não só do chamado Porto Organizado), é de, no máximo, 10 milhões de toneladas ano. Para ele, o Porto teria que ser ampliado em sete vezes para alcançar tanta carga. Ou seja, seria praticamente impossível. Amadeu argumenta, contudo, que a perspectiva é concreta.

Porque não exportaremos somente a soja produzida em Rondônia (que, recuperando-se as terras degradadas, pode chegar a 5 milhões de hectares de plantio), mas também toda a soja do Acre e da Bolívia. No nosso vizinho, os chineses estão fazendo pesados investimentos, para que a soja chegue até Rondônia e ao seu principal porto, de onde irá para o Amazonas e depois para o mundo, por mar. Obviamente que os 70 milhões de toneladas, que podem incluir também milho e outros produtos, ainda não são realidade. Fazem parte sim de um mega plano que está em andamento. Conseguiremos? O futuro vai dizer...

MAIS FUGAS DOS NOSSOS HOTÉIS

Hotéis de alta rotatividade, apelidos de presídios ou pelo eufemismo de "centros de recuperação", como se alguns tipos de bandidos tivessem alguma chance de se recuperarem, os presídios de Rondônia continuam batalhando para entrar no livro dos Recordes de fugas, em todo o mundo. Nunca tantos fugiram tão fácil de tão poucas cadeias. São números ridículos, caso não fossem assustadores, com criminosos de alta periculosidade escapando sem que sejam importunados. O caso ocorrido na semana passada, no Pandinha, em Porto Velho, foi apenas mais um, nesse pacote de incompetência de mantermos os bandidos dentro de suas celas ou, no máximo, na área interna dos presídios. 

A quarta-feira trouxe novamente outra fuga, dessa vez em Ji-Paraná e com algo em torno de 30 presidiários escapando por um túnel, que certamente levou longo tempo para ser construído e que, milagrosamente, ninguém sabe, ninguém viu, ninguém ouviu nada. É uma vergonha o que o rondoniense, apavorado com a insegurança pública, continua vivendo, com tantas fugas das cadeias, também conhecidas com hotéis de alta rotatividade.

O TIRANO CONTINUA TIRANIZANDO

No paraíso comunista da Venezuela, a inflação do ano bateu na porta dos 10 mil por cento. Isso mesmo: 9.585 por cento. Além da fome estar grassando entre população, já que não há alimentos nos mercados, a falta de dinheiro e sua desvalorização está destruindo a economia de um dos países que já foi um dos mais progressistas da América Latina. A inflação venezuelana é mais um efeito colateral de um governo comandado por um déspota (para quem não sabe, déspota é sinônimo de tirano) que tem o apoio da maioria das Forças Armadas. Jogando seu povo num inferno sem fim, Nícolas Maduro se mantém no poder com apoio da Cuba comunista e do governo russo de Vladimir Putin. Há pelo menos 100 mil cubanos entre servidores públicos e nas áreas militares, incluindo ajudando a criar milícias que atiram contra o povo, em caso de protestos.

A Venezuela vai de mal a pior. Não há ainda uma guerra civil, como chegou a se desenhar na Bolívia, até a queda de outro comunista, Evo Morales, porque ele deixou o poder. Já Maduro prefere ver sua terra e sua gente destruídas, destroçadas, em estado de calamidade, do que deixar de usar sua mão de ferro. Com o lamentável apoio dos militares. Pobre povo venezuelano!

ENFIM, O DNIT VOLTOU A EXISTIR!

Alvíssaras, como afirmariam os textos antigos dessa nossa maravilhosa língua portuguesa (sim, ela existe ainda, apesar dos petistas terem tentando acabar com ela também!). Até que enfim! O Dnit voltou a atuar no Estado, ao menos para tentar amenizar problemas imediatos da BR-364, no trecho entre Jacy Paraná e a Balsa, que ainda funciona, ao lado da ponte que nunca termina, na Ponta do Abunã.

É ali onde, principalmente nos últimos meses de abandono, que a principal rodovia do Estado está tão esburacada, em alguns trechos, tal qual a superfície lunar. Texto enviado pela assessoria do Dnit, anuncia que "ainda nesta semana, a Superintendência Regional do DNIT dá Ordem de Início à empresa contratada para executar a manutenção na BR-364. Na próxima semana, a rodovia já deve receber material fresado para garantir sua trafegabilidade imediata". Isso quer dizer que, num primeiro momento, será feita apenas uma operação tapa buraco de emergência. Asfalto mesmo, só quando a temporada de chuvas passar. Claro que é pouco, mas já é um começo. Pior é como estava: zero de manutenção, ao menos desde junho do ano passado.

GASOLINA: MUITA DEMAGOGIA

Mais demagogia do que realidade. Bolsonaro diz que zera os impostos dos combustíveis, se os governadores zerarem o ICMS. Não dá para levar a sério uma declaração dessas, a não ser que a coloquemos como linguagem de palanque eleitoral. Ora, seria muito mais lógico o Presidente da República propor uma negociação com os Estados de uma redução plausível do ICMS e dos impostos federais.

Se a União retirasse, por exemplo, 30 por centro seus tributos sobre os combustíveis e os Estados o mesmo percentual, não seria mais lógico e possível? Zerar o tributo estadual nesse setor significaria quebradeira geral da grande maioria das unidades da Federação. Inclusive Rondônia. Bolsonaro sabe que está fazendo discursos apenas para agradar parte desinformada do eleitorado. Mas se quiser resolver, resolve. Desde que consiga convencer os governadores a renunciar a parte das suas receitas, negociando outros benefícios. Afora isso, é apenas papo furado de candidato a candidato.

AÇÃO SOCIAL INVESTIU MAIS DE 7 MILHÕES

Os números fechados em relação a 2019, são importantes e deixam clara a preocupação governamental com os rondonienses que mais precisam do apoio estatal. Mais de 7 milhões e 300 mil reais foram investidos em vários programas, a partir da ação social. A titular da SEAS e também primeira dama, Luana Rocha, prestou contas das atividades, realizadas num ano atípico, com orçamento ainda pequeno e com uma cheia do rio Madeira logo no início da nova administração. Alguns números que merecem destaque: 7.460 pessoas foram beneficiadas em 2019 com projetos do Fundo Estadual de Erradicação da Pobreza (Fecoep); entrega de kits de ajuda a 1.264 famílias atingidas pela enchente; transporte de 4.393 moradores de comunidades à margem dos rios Madeira, Machado e Preto, bem como 478.595 toneladas de produtos agrícolas no Barco Deus é Amor, transferido pela Seas no mês de junho, para a gestão da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Destaca-se ainda a descentralização de crédito realizada para atender Pimenteiras e Guajará-Mirim, com serviços nas áreas social, da saúde, entre outras. No total foram gastos 400 mil reais, garantindo 5.492 atendimentos diversos a 488 cidadãos, em três viagens do Barco Hospital Walter Bártolo, da Sesau.

REDANO QUER VER ENERGISA PELAS COSTAS

O deputado Alex Redano, do Republicanos de Ariquemes, radicalizou nesta quarta, numa entrevista que concedeu, ao programa Vale Tudo, pedindo que a Energisa saia de Rondônia ou seja mandada embora daqui, seguindo, aliás, o que tem defendido o deputado federal Mauro Nazif, que também tem um discurso bastante agressivo contra a empresa. Na entrevista, Redano, que é o presidente da CPI da Energisa na Assembleia Legislativa (que, aliás, foi prorrogada por 90 dias, a partir do retorno da ALE às atividades normais, neste ano), fez duras críticas à distribuidora. Disse, por exemplo, que "há muita crítica, muitas pessoas reclamando da forma como a empresa vem de forma abusiva, cobrando, promovendo cortes de energia e demora para fazer o religamento da energia elétrica".

Na entrevista ao radialista Nelson Salim Salles, Redano indagou aquilo que muita gente, empresas e imprensa, vêm perguntando do poder público: "como uma empresa que está com o nome negativado, consegue prestar serviços ao Governo do Estado? Como a Energisa consegue suas Certidões Negativas se tem uma dívida bilionária com o Estado e não pagou?". A CPI recomeça em breve e em três meses deve ser anunciado o relatório final, que será assinado pelo deputado Jair Montes.  

PERGUNTINHA

Até quando vamos continuar pagando preços absurdos pelo preço dos combustíveis, enquanto os políticos continuam fazendo demagogia e nada resolvem em benefício do consumidor?

Fonte: Sérgio Pires - NewsRondonia

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