Quarta-Feira, 25 de Setembro de 2019 - 16:38 (Meio Ambiente e Ecologia)

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USINA HIDRELÉTRICA JIRAU ADOTA LOGÍSTICA REVERSA COMO PRÁTICA AMBIENTAL E TEM BONS RESULTADOS

Reciclagem de resíduos e transformação do lixo orgânico em adubo são alguns exemplos


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Quarta maior geradora de energia do Brasil, a Usina Hidrelétrica (UHE) Jirau pratica a política de logística reversa como forma de destinar corretamente os materiais descartados e contribuir para um cuidado maior com o meio ambiente. A logística reversa é uma solução sustentável na atividade econômicacaracterizada por um conjunto de ações, procedimentos e meios que viabilizam a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em seu ciclo, em outros ciclos produtivos ou para outra destinação final ambientalmente adequada. A logística reversa está incluída na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela Lei nº 12.305/10, que completou nove anos em agosto.

De acordo com o Gerente de Meio Ambiente e Socioeconomia da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), Veríssimo Neto, todos os resíduos gerados que passam pela triagem e estão em condições de serem comercializados, são enfardados e encaminhados para reciclagem. “Em 2017 implantamos a política reversa de baterias usadas. Desde então, mais de 1.800 quilos de baterias passaram a ser encaminhadas para empresas especializadas na destinação correta”, afirma Veríssimo. Mas o resultado desse trabalho é ainda maior. Desde 2013, quando Jirau começou a operar a sua primeira turbina, a Usina já destinou, por meio de parceria com empresas especializadas e habilitadas para o recolhimento adequado de resíduos, mais de 20.000 litros de óleo lubrificante usado e encaminhou para reciclagem mais de 70 toneladas de papel, papelão e plástico (PEAD, PET).

Na UHE Jirau, onde atualmente trabalham cerca de mil pessoas, a destinação dos resíduos, sejam eles recicláveis ou perigosos, é feita exclusivamente por empresas que estejam totalmente legalizadas e credenciadas junto aos órgãos ambientais de referência. Para monitorar esta ação, a ESBR solicita manifesto de transporte de resíduos e certificado de destinação final dos resíduos, além das licenças e autorizações pertinentes.

AÇÃO SUSTENTÁVEL NO RIO TAMBÉM

No escritório da ESBR no Rio de Janeiro, um grupo de funcionários sugeriu, durante um treinamento em 2018, uma parceria com o Ciclo Orgânico, negócio social que coleta e transforma lixo orgânico em adubo, o que foi prontamente atendido pela Empresa. Assim, a partir de junho de 2018, começou a ser recolhido semanalmente no escritório cerca de 30kg de lixo orgânico (casca de frutas, pó de café, palitos, guardanapos e papel toalha). Em um ano de parceria, segundo o Ciclo Orgânico, foram coletados 860 kg de resíduos do escritório da ESBR, que resultaram na produção de 516 kg de composto, assim como foram evitados 662kg de emissões de Dióxido de Carbono (CO2), um gás nocivo para o meio ambiente.

“Eu já contratava o serviço deles como pessoa física. Segundo o site do Ciclo Orgânico, 50% do nosso lixo pode ser tratado e virar adubo. O chorume pode ser utilizado como fertilizante natural, muito melhor do que os produtos artificiais”, diz Elisangela Oliveira, que está na ESBR há 10 anos e foi a autora da ideia endossada pelos colegas de trabalho.

O Ciclo Orgânico https://cicloorganico.com.br/foi fundado há menos de quatro anos pelo engenheiro ambiental Lucas Chiabi e conta com 1.200 clientes, a maior parte (1.130) de pessoas físicas, e os demais são empresas como a ESBR, restaurantes e escolas. “Hoje recebemos, de todos os clientes, 40 toneladas de resíduos orgânicos por mês e estamos gerando mensalmente cerca de 20 a 25 toneladas de composto (adubo)”, revela. Uma parte do adubo produzido é comercializado e outra é doada para os apoiadores do Ciclo.“É necessário enxergar com outros olhos o nosso lixo orgânico. Não nos damos conta da quantidade que geramos e precisamos olhar para ele como um recurso, com uma destinação conhecida. Precisamos gerir nossos resíduos de forma mais consciente. A política de resíduos sólidos brasileira ainda é pouco efetiva, precisa ser colocada mais em prática, assim como a ESBR tem feito”, avalia Lucas.

Fonte: 010 - Assessoria

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