Quarta-Feira, 30 de Novembro de 2016 - 10:33 (Colaboradores)

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TRÊS MARIAS, HISTÓRIA E PATRIMÔNIO ABANDONADO

A identidade social pode ser compreendida como o conhecimento por parte do indivíduo, de que pertence a um determinado grupo social. Junto a isto está a significação valorativa e emocional de pertencer, sentir-se parte.


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Identidade seria, em linhas gerais, o sentido de pertencer que as pessoas trazem enquanto seres simbólicos que são. Esse ser de algum lugar pertence a algum grupo, sente afinidade com algo que lhe resgata algo seu; isto é chamado de identidade (BERRY, 1991). O conceito de identidade passa por diversas abordagens.

A identidade social pode ser compreendida como o conhecimento por parte do indivíduo, de que pertence a um determinado grupo social. Junto a isto está a significação valorativa e emocional de pertencer, sentir-se parte.

Todo grupo necessita de uma cultura que os sustente para poder existir, vivenciada no sentido comum e repassada através da comunicação, para manter o sentido de pertencer entre seus integrantes.

Quem nunca parou para tirar uma foto ao lado das Três Marias? Essas peças oriundas da ferrovia são símbolos de nossa cidade. Elas estão na bandeira de Porto Velho e no brasão da nossa cidade. Já foi homenageada com carros alegóricos em carnavais, em peças de artesanatos, em pinturas, em músicas, e etc. Por que estão abandonadas? A última vez que as três marias foram revitalizadas foi na gestão do prefeito José Guedes no início da década de 90. Hoje o estado de nosso patrimônio cartão postal de nossa cidade é deplorável. Completo abandono e corre o risco de tombar pela ferrugem de suas bases de sustentação. Triste constatação que nosso símbolo, foi esquecido pelos gestores públicos que não entenderam ser importante a revitalização daquele espaço de encontro com nossa história e identidade.

As três Caixas d’ água possuem capacidade para armazenar 200 mil litros cada. O projeto de execução dessa obra foi da Chicago Bridge Iron Works. Construídas pela May, Jekll y Randolph durante a construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Em1910 temos apenas uma caixa d’água que entra em funcionamento dia 30 de novembro segundo informações contidas no livro “Ferrovia do Diado” de FERREIRA, e em 1912 é concluída a montagem de mais duas. Essas caixas d’água, pintadas de preto, tinham tampas pintadas de branco, durante muito tempo abasteceram a cidade de Porto Velho, quando em 1957 foram desativadas. Foi tombada como patrimônio histórico em 1988. 

Ao discutirmos o Turismo como empreendimento viável social, cultural, ambiental e economicamente, sempre vem à tona a discussão oferta e mercado e como aproximá-los, notadamente em áreas de reconhecido desinteresse turístico. Como falar em turismo em Porto Velho quando os nossos possíveis pontos para tal atividade estão abandonados. Precisamos fazer o dever de casa. Só assim, com políticas públicas adequadas poderemos fazer o melhor por nossa cidade com Economia Criativa e Social, gerando emprego, renda, sustentabilidade e pertencimento.  

Aleks Palitot
Professor e Historiador

Fonte: Aleks Palitot

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