Segunda-Feira, 24 de Novembro de 2014 - 21:23 (Colaboradores)

TREINADORES DO FUTEBOL BRASILEIRO

O caríssimo José Mourinho também fala a nossa língua e a muito tempo é disputado pelos grandes e ricos times do futebol mundial. A grande realidade é que nossos treinadores não sabem nada de tática.


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Por Mauro Gonçalves Soares

Uma das coisas que mais me deixa triste, nesse esporte que tanto amo, é a péssima qualidade dos treinadores brasileiros. Muitos comentaristas esportivos pregam que nossos treinadores não recebem oportunidades nos grandes clubes europeus devido a dificuldade da língua portuguesa.

O Felipão foi trágico na Copa, até mesmo na convocação. O Luxemburgo foi o grande culpado pela eliminação do Mengo diante do Galo, na Copa do Brasil. O Paulo Autuori retornou ao Brasil prometendo novidades táticas e fracassou no São Paulo e no Galo. No Inter, meu time do coração, é comum ver o milionário Abel Braga, cometendo erros que levariam um treinador menos conhecido a ser demitido por muito menos.

Então, alguns podem dizer que Tite, Abel Braga e Felipão já foram campeões mundiais. O Valdir Espinoza também foi, e não treina nem times do interior do RJ.

Ver a seleção nacional nas mãos do Dunga é deprimente. Não falo nem dos resultados, estou criticando o ijuiense por suas idéias. Na minha modesta opinião, dos grandes nomes, só se salva o Murici.


Está na hora dos grandes clubes brasileiros mudar o pensamento em relação a esses profissionais. É preciso dar oportunidades para novos nomes. Caso contrário, nosso futebol vai perder a graça e as novas gerações cada vez mais vão perder o interesse por esse esporte.

Precisamos de profissionais que pensem o futebol ofensivo, o torcedor precisa sentir emoção. Precisamos de treinadores que sejam capaz de aproveitar o seu grupo de atletas escalando suas equipes de acordo com o adversário. É preciso saber neutralizar o ponto forte do inimigo e criar condições para que o ponto forte da sua equipe tenha condições de aparecer.

Tenho esperança de ver jovens treinadores com esse tipo de mentalidade surgir no futebol brasileiro. Não suporto mais esquemas como o 4-5-1. É preciso haver pelo menos dois atacantes de ofício em cada time, que entrem em campo para serem marcados e não para marcar.

Fonte: Dr. Mauro Gonçalves Soares

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