Quarta-Feira, 17 de Julho de 2019 - 17:27 (Geral)

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SUL DO AMAZONAS ESTÁ PRESTES A EXPLODIR PELA AÇÃO NEFASTA DE MADEIREIROS E FAZENDEIROS RONDONIENSES EM ÁREAS DEVOLUTAS DA UNIÃO

Madeira e terras fáceis por sob as copas das árvores tem sido a estratégia usada por parte dos grupos de fazendeiros e madeireiros instalados em áreas das divisas de Rondônia e Acre com o estado do Amazonas.


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Sul do AMAZONAS (AM) – Grandes faixas de terras férteis pertencentes aos municípios amazonenses de Lábrea, Canutama e Humaitá, ao longo das BR-319 e 364  no sul do Estado continuam sendo invadidas por madeireiros ladrões e fazendeiros do lado rondoniense habituados na criação de bois pirata em terras devolutas da União.

A região mais cobiçada pelos criminosos é a Gleba Iquiri, no rio do mesmo nome que já comporta invasores (acreanos, rondonienses, sudesinos e sulistas) detentores de imensas áreas griladas, hoje, usadas para pastos gigantescos com mais de 100 mil cabeças de gado. Além de bovinos, os grupos promovem ao menos duas décadas desmatamentos ilegais, mas, não combatidos, efetivamente pelo IBAMA da tríplice divisa do Acre, Rondônia e Amazonas.

Também é grande a presença de estrangeiros por trás do agronegócio madeireiro e bovino em áreas de reservas extrativistas, com ocupações ilegais e derrubadas de florestas ainda em pé através de supostos projetos de manejos aprovados no lado rondoniense que vão dos distritos de Nova Califórnia, Extrema a Jacy-Paraná adentrando em Terras Indígenas (TI).

A criação de gado bovino (tradicionais bois piratas) em terras devolutas da União Federal localizadas em áreas de florestas ainda em pé, efetivamente, 'nunca foram combatidas pelos órgãos de controle ambiental nem pela Força de Segurança Nacional, em ações conjuntas com o IBAMA e a Polícia Federal', se queixam indígenas amazonenses nos arredores de um Projeto de Assentamento do INCRA, no Sul de Lábrea.

Do lado rondoniense, inúmeros são os crimes que levariam a chancela de fazendeiros e madeiros que constam das supostas 'listas negras' já entregues à Ouvidoria Agrária e, supostamente, não repassadas ao então Ouvidor Nacional, desembargador Gercino Silva Filho', reiteram familiares do último morador assassinado no Seringal São Domingos, em Lábrea.

Domingos Machado de Oliveira, que morava e trabalhava naquele seringal do lado amazonense, na divisa com os estados do Acre e Rondônia, foi tocaiado e morto com requintes de violência suprema numa ação relâmpago de pistoleiros, no dia 30 de março deste ano para, no dia 22 de abril, motoqueiros atacarem outro morador, Carlos Roberto Passos.

Madeira e terras fáceis por sob as copas das árvores tem sido a estratégia usada por parte dos grupos de fazendeiros e madeireiros instalados em áreas das divisas de Rondônia e Acre com o estado do Amazonas. O cenário montado por ilegais, ora por trás de madeireiros, é composto, inclusive, por magistrados, médicos e políticos cujos negócios teriam origem, também, na Bahia, no viés do Ramal do Boi e Vista Alegre.

Desde que os ataques contra nativos amazonenses se acirraram após o assassinado do ex-dirigente do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), Adelino Ramos, (O Dinho), abatido a tiros enquanto vendia frutas em Vista Alegre, a ação de pistoleiros mais que dobrou na região rica em madeiras nobres do sul de Lábrea.

Com a invasão das terras férteis da Gleba Iquiri e do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) do Curuquetê, nativos amazonenses que se recusam a vender a madeira ainda em pé ao preço de até R$ 100 a tora, 'são mortos, impiedosamente, em ação de pistoleiros após entrar para a suposta lista negra já de conhecimento do INCRA dos três estados', alertam remanescentes de Adelino Ramos.

A partir de alguma recusa, são ameaçados com queima de barracos (tapiris), envenenamento de poços (cacimbas), matança de animais e, por ultimo, com a ação de pistoleiros, como ocorreu com Memes Machado de Oliveira, no Seringal São Domingos, em Lábrea.

Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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