Domingo, 22 de Dezembro de 2019 - 08:04 (Colaboradores)

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STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER - POR RONDINELI GONZALEZ

(Com spoilers! Se você não assistiu, não leia! É por sua conta e risco)


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Lá se foram 42 anos desde o primeiro filme “Uma Nova Esperança” (1977), e desde então a maior franquia do cinema nerd, que mudou o conceito de filmes sobre heróis, guerras intergalácticas e todo tipo de ficção científica, passou até mesmo por mudança em seu título. Quem é mais velho vai lembrar que, até os anos 90, a gente ainda conhecia os filmes como “Guerra nas Estrelas”, era assim que nós - e o mundo inteiro - chamávamos.

Mas com tanto sucesso, mais de duas décadas depois, decidiram criar uma nova trilogia – dessa vez mostrando o passado, as Guerras Clônicas, o Conselho Jedi, um pouco mais sobre os Sith e, claro, a criação de Darth Vader, considerado o maior vilão do cinema em todos os tempos – e, com isso, decidiram também mudar o título, que ficou eternizado com o idioma de origem, o inglês “Star Wars” (igual aconteceu com o Super Homem, que hoje em dia só é chamado de Superman mesmo), e, claro, ter um alcance de sua marca a nível ainda mais gigantesco, ou até mesmo universal.

E embora os três filmes da segunda trilogia (Episódio 1 – A Ameaça Fantasma, de 1999 | Episódio 2 – O Ataque dos Clones, de 2002 e Episódio 3 – A Vingança dos Sith, de 2005) tenham obtido uma recepção bastante dividida, com opiniões que foram do “é bonzinho e acabou se tornando necessário” a “Uma máquina de fazer dinheiro, mas que ofende aos fãs da trilogia original”, ela também acabou sendo imortalizada, pois fã que é fã – mesmo aqueles que conheceram a franquia muitos anos depois dela ter sido criada – vai sempre acompanhar (e consumir) tudo o que for relacionado a Star Wars. Taí o chamado Universo Expandido Star Wars que não me deixa mentir: quadrinhos, livros, revistas, brinquedos, bonecos, jogos, séries animadas, especiais de Natal e até minissérie em live action (assistam “O Mandaloriano”, por favor. Vocês precisam conhecer o Bebê Yoda).

E, como ficou comprovado, a marca Star Wars parece ser imortal, e vai render muita grana para a indústria cinematográfica para todo o sempre. E, com essa certeza, criaram uma terceira trilogia para, supostamente, dar um “fim” na história que começou lá nos anos 70.

E lá veio Star Wars – O Despertar da Força (2015) que, pra variar, rendeu mais de 1 bilhão de dólares por todo o globo, dessa vez contando com novos personagens e uma nova ameaça chamada “Primeira Ordem”, ou seja, tudo que acontece muito tempo depois da explosão da segunda Estrela da Morte em “O Retorno de Jedi” (Episódio 3, de 1983).
Novas opiniões divididas, principalmente vindas do público mais velho.

Mas enquanto estiver rendendo rios de dinheiro, tem mais! E como era uma trilogia, assim veio “Star Wars – Os Último Jedi”, em 2017, com a continuação da nova história e participação de antigos personagens e até mesmo com atores já falecidos (Carrie Fischer, a Princesa Léia) com o uso da tecnologia, claro.

Um novo fiasco de crítica, mas talvez não para o público, que pode não gostar, mas acompanha e consome mesmo assim.

E para fechar o ciclo, esta semana estreou “Star Wars – A Ascensão Skywalker”, que assisti de perto e acompanho a análise da crítica especializada: “Foi muito bom, mas pra o final de uma saga de quatro décadas, deixou a desejar”.

Sim, meus amigos... o filme é bom, tem seus momentos que, caso você seja um fã veterano (como eu) vai se emocionar, vai vibrar, vai pular da cadeira, vai ter vontade de gritar junto com o público, igual um adolescente.

Mas também peca demais com um enredo que apresenta, do nada, o Imperador Palpatine, o todo-poderoso comandante do inesquecível Império Galáctico, com centenas de destroyer’s “tunados”, cada um com um poder de fogo capaz de destruir um planeta inteiro.

Por Deus! O cara morreu em “O Retorno de Jedi”! Foi jogado num fosso pelo Darth Vader na luta final contra Luke Skywalker, e explodiu junto com a segunda Estrela da Morte (falamos disso daqui a pouco...) e, então, como ele aparece, décadas depois, em carne e osso (mais osso do que carne), ainda mais poderoso e diante de um templo lotado de Sith???

E a Estrela da Morte, que foi explodida e reduzida a pó em “O Retorno de Jedi”? Como ainda surgem, na tela, destroços gigantescos dela, inclusive servindo de cenário para algumas lutas desse novo filme?

E a protagonista, Rey? Finalmente descobrimos que ela é neta do Darth Sidious, o Imperador Palpatine. Mas isso também não é mostrado, esclarecido ou explicado!

É tanta informação nova e surpreendente jogada na tela, sem qualquer explicação, e tudo às pressas, como se o filme, de mais de duas horas e meia, tivesse sido feito “nas coxas”.

Até mesmo o spin off “Rogue One – Uma História Star Wars” (2016) se sai mil vezes melhor explicando as coisas, as origens dos fatos e personagens. Por isso foi tão bem recepcionado pelo público e pela crítica.

Bom, o filme é o ponto definitivo (será mesmo???) daquela que é considerada a maior franquia de cinema até hoje criada, e por isso mesmo necessitava de um pouco mais de carinho, respeito e primor em sua produção.

Muitos fãs vão odiar, mas creio que muitos também vão estar bem satisfeitos. Eu, como fã medalhão, posso dizer que gostei, que foi um final com uma boa história, mas que dava pra ser muito melhor, muito mais épico... ah, isso dava, com certeza!

Assista ao trailer:

Fonte: RONDINELI GONZALEZ - News Rondônia

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