Terça-Feira, 23 de Abril de 2019 - 15:05 (Saude)

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RONDÔNIA REÚNE PROFISSIONAIS DE REFERÊNCIA NA AMÉRICA LATINA PARA AVANÇAR NA CAPACITAÇÃO DO TRATAMENTO DA HANSENÍASE

O encontro acontece até sexta-feira (26) em Porto Velho.


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Para discutir sobre as práticas mais avançadas no diagnóstico e tratamento da hanseníase, médicos e enfermeiros dos municípios com maiores registros de casos da doença em Rondônia estão reunidos para adquirir novos conhecimentos com o médico dermatologista e hansenologista, Jaison Antônio Barreto, do Instituto Lauro de Souza Lima(ILSL), centro de referência para a América Latina em Bauru (SP), juntamente com a enfermeira do estado do Maranhão, mestre em Saúde e Ambiente, Sônia Maria Ferreira da Silva Serra. O encontro acontece até sexta-feira (26) em Porto Velho.

Essa é uma doença infectocontagiosa que décadas atrás era conhecida como “lepra”. Historicamente foi acompanhada pela discriminação que ainda dificulta nos dias atuais a procura precoce por tratamento, mas cada vez mais o enfrentamento da doença encontra eco entre os profissionais de saúde, as instituições responsáveis pelo combate à doença e a sociedade, através da conscientização no sentido de combater a hanseníase e suas complicações, assim como acabar com a discriminação e promover a inclusão.

De acordo com a gerente técnica da Vigilância Epidemiológica da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Arlete Baldez, a capacitação envolve a participação de cerca de 60 profissionais. Dividida nas etapas teórica e prática, sendo a primeira realizada no Rondon Palace Hotel e a segunda na Policlínica Oswaldo Cruz (POC) e hospital Santa Marcelina. ‘‘É para ampliar e atualizar conhecimento dos nossos profissionais em hanseníase, uma doença que tem diversas formas de apresentação, que os médicos e enfermeiros têm que estar atentos a todas essas variações e as ações de controle’’, considera.

A capacitação é considerada completa, pois envolve tanto a parte clínica quanto laboratorial, ou seja, os profissionais recebem orientações quanto ao diagnóstico clínico e laboratorial, interpretação de resultado de exames, avaliação clínica, coleta de material, avaliação e prevenção de incapacidades. Segundo o hansenologista, em Rondônia, por ser um estado onde há muita migração, os casos de hanseníase são acentuados. A doença desafia todo o país.  ‘‘É uma doença que ainda vai persistir por muitos anos em nosso país e aí é importante as capacitações em serviços, como a que está acontecendo aqui, para que no futuro tenhamos uma redução dessa doença’’, avalia.

Ele ainda destaca a importância de um esforço conjunto para o enfrentamento da doença. ‘‘O Ministério da Saúde tem se empenhado em capacitar profissionais em todos os estados e isso com esforço das Secretarias Estaduais de Saúde para avançar na descentralização de diagnóstico, oferecer uma melhor qualidade de atenção e mais próximo da casa do paciente’’, considera.

Para a enfermeira Sônia Maria, é preciso avaliar as evoluções no tratamento da doença e aplicar as melhores práticas. ‘‘A nossa maior contribuição é a reflexão sobre nossos processos de trabalho e como esses processos foram se aprimorando à luz da literatura e da documentação do Ministério da Saúde. É um momento que os profissionais param para refletir sobre suas práticas a partir das construções e desconstruções do tratamento’’, disse.

Fonte: 015 - Secom - Governo de Rondônia

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