Terça-Feira, 23 de Abril de 2019 - 14:01 (Nacional)

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RELATOR DA LAVA JATO NO STF VOTA PARA REDUZIR PENA DE LULA. VEJA AO VIVO:

A defesa de Lula ainda tentou, na manhã desta terça (23), o adiamento do julgamento. O argumento dos advogados é de que não foram notificados sobre a data, da qual afirmam terem ficado sabendo pela imprensa.


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Está em andamento na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na tarde desta terça-feira (13) um recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro do tríplex do Guarujá. A defesa do petista pede absolvição aos magistrados, que também podem determinar redução da pena, prisão domiciliar ou manter a punição determinada pela Justiça. Veja ao vivo:  

 

A defesa de Lula ainda tentou, na manhã desta terça (23), o adiamento do julgamento. O argumento dos advogados é de que não foram notificados sobre a data, da qual afirmam terem ficado sabendo pela imprensa. Logo no início do julgamento, o ministro Felix Fischer, relator da Lava Jato no STJ, anunciou que o pedido da defesa do petista foi negado.

Primeiro a votar, Fischer se manifestou pela manutenção da condenação do petista, mas votou pela redução da pena (que hoje é de 12 anos e 1 mês) para 8 anos, 10 meses e 20 dias. Fischer também votou por redução da multa aplicada ao ex-presidente. Na sequência, vota o ministro Jorge Mussi.

Histórico

Até o momento, o STJ e o Supremo Tribunal Federal (STF) julgaram apenas pedidos de soltura do ex-presidente, sem analisar o mérito da condenação determinada pelo hoje ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública) e confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

O ex-presidente recorre da condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula é acusado de receber um apartamento triplex da empreiteira OAS em troca de contratos fechados pela empreiteira com a Petrobras. O petista alega inocência, diz que o apartamento nunca foi de sua propriedade e que, tampouco, intermediou qualquer contrato para a empresa.

Embora ainda possa recorrer, Lula está preso desde 7 de abril de 2018 em Curitiba, onde cumpre pena. Os advogados do ex-presidente afirmam que não há provas contra ele e que a Justiça Federal não tinha competência para analisar o caso, em virtude de decisão recente do Supremo em relação a crimes conexos ao caixa dois. Pelo novo entendimento, acusações de corrupção e lavagem de dinheiro, quando conexas ao crime de caixa dois, devem ser examinadas pela Justiça eleitoral.

Além de pedirem a anulação da condenação, os advogados querem que o processo seja remetido a uma corte eleitoral. Entre os possíveis desfechos do caso estão: a manutenção da decisão do TRF-4, a soltura do ex-presidente com a eventual anulação da sentença; a redução da pena, o que poderia resultar até na progressão para o regime de prisão domiciliar.

Fischer negou recurso de Lula em 2018. A defesa do petista, então, entrou com um agravo regimental, recurso que será apreciado hoje. Além de Fischer, também participarão do julgamento o presidente da Quinta Turma, Reynaldo Soares, Marcelo Navarro Ribeiro Dantas e Jorge Mussi. Um quinto ministro, Joel Paciornik, declarou-se impedido de julgar o caso.

Qualquer que seja a decisão do STJ, ainda será preciso recorrer à própria turma. O STF só analisará o caso após a conclusão de sua tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Caberá à mais alta corte do país a palavra final sobre a condenação do ex-presidente.

Fonte: congresso em foco

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