Quinta-Feira, 06 de Agosto de 2015 - 10:06 (Colaboradores)

REFLEXÕES SOBRE A AMAZÔNIA

A grande esfinge verde nos convida a decifrá-la e aí de nós se não o fizermos.


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Pensar a Amazônia em seu contexto político, social e econômico, requer refletir sobre uma sociedade extremamente rica em todos os sentidos, tão gigante quanto sua demissão territorial e tão magnífica quanto  a sua biodiversidade. A Amazônia brasileira é um símbolo não apenas por suas riquezas naturais, mas também pela riqueza cultural e a diversidade de povos e línguas que habitam este território. A grande esfinge verde nos convida a decifrá-la e aí de nós se não o fizermos.

A exploração da região sempre foi intensa e indiscriminada desde os primórdios da colonização do território perpassando pelos círculos de exploração, não obstante tantas mudanças são visíveis uma identidade forte e um traço único das manifestações culturais e de um povo cuja vivência se traduz em algo místico e original. Em uma visão holística, a região se conceitua um patrimônio e como tal tem de ser preservado em todos os seus aspetos. A riqueza de um lugar está na sua gente e na sua cultura. É necessário conhecer e vivenciar cada espaço e tomar para si os seus conceitos.

A ocupação o território amazônico em uma concepção histórica é tão diversa quanto os seus aspectos naturais, já que existem muitas versões sobre a sua ocupação, as evidências comprovadas historicamente são pinturas rupestres, que indicam a existência de civilizações pré-históricas na Amazônia, seguindo o curso da história formal temos relatos da passagem europeia pela região através das expedições dos espanhóis por estas terras deixando o traço da cobiça internacional, haja vista que as expedições teriam ordem para encontrar outro e especiarias para coroa. Não podemos deixar de citar a expedição bandeirante e os ciclos econômicos que se desenvolveram nessa região como o ciclo da borracha e a emblemática construção da Estrada de Ferro Madeira Mamoré em Porto Velho. Nesse contexto de exploração há uma lenda que alimenta ainda mais o desejo de descoberta da riqueza escondida na mata e rios da imensa floresta verde que cobre o território amazônico.

Essa lenda fala sobre o El dourado, o ser que cobria seu corpo com ouro, o ser dourado e essa ideia permaneceu forte no imaginário popular durante o ciclo do ouro e permanece desde o Eldorado dos Carajás passando pelo Império do Monte Roraima que figura no imaginário novelesco das 21 horas na principal emissora de televisão do País, a Globo. E continua com o atual ciclo das hidrelétricas na região.

A Amazônia pode ser considerada uma região com ciclos econômicos intermitentes que são mais de exploração e de poucas conquistas para a região, também não podemos deixar de evidenciar os avanços social e econômico que tem aos poucos se desenvolvido para a população.

Fonte: Joama Diniz

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