Segunda-Feira, 25 de Janeiro de 2016 - 14:42 (Colaboradores)

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LIVRE

QUANDO NÃO SE TEM NADA, O MÍNIMO JÁ É MUITA COISA

Convivemos a tanto tempo com uma estrutura urbana precária, que isso já passou a ser aceitável culturalmente por nós, e quando eventualmente vão tapar alguns buracos de forma paliativa ou fazer um pequeno recapeamento, já ficamos satisfeitos e felizes.


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Por Prof. Márcio Felisberto
www.gaiolabrasileira.blogspot.com.br

O velho e bom método de condicionamento físico e psicológico, utilizado desde os primórdios da civilização é aplicado até hoje e com muita eficácia. Esse método trata-se de condicionar um indivíduo ou um grupo social a uma determinada condição, de forma permanente, até que esse indivíduo ou grupo social se acostume com essa referida condição a tal ponto que sua consciência passa a aceitar isso como algo comum em sua vida.

Mas o que um assunto desses tem haver conosco? O que isso tem haver com nossa sociedade?     

Tudo!!!

Vamos tomar como exemplo para nossa reflexão, as ruas de nossa cidade, seja ela qual for.

No tempo seco temos muitos buracos e muita poeira. No tempo chuvoso temos muita lama, muitos buracos e muita enchente e alagação.

Com o tanto de impostos que pagamos (quase a metade do ano que trabalhamos é pra pagar impostos, bem como quase a metade do preço de qualquer produto que compramos é pra pagar impostos) as ruas eram pra estar impecáveis, com asfalto de qualidade, com as ruas limpas e um eficiente sistema de drenagem de esgoto e aguas pluviais (agua da chuva). Mas essa não é a realidade.

Convivemos a tanto tempo com uma estrutura urbana precária, que isso já passou a ser aceitável culturalmente por nós, e quando eventualmente vão tapar alguns buracos de forma paliativa ou fazer um pequeno recapeamento, já ficamos satisfeitos e felizes.

Esse exemplo acima colocado mostra que de tanto viver sem nada, quando nos aparece um mínimo de serviço prestado, já ficamos satisfeitos acreditando que isso é muita coisa.

A frase utilizada no titulo desse texto, é aplicável não só para as nossas ruas mal cuidadas, mas também pode ser aplicada nas rodovias federais de todo Brasil, e PRINCIPALMENTE na educação pública que é a base do desenvolvimento humano da nossa sociedade.

Outro exemplo clássico são os programas sociais, em específico o Bolsa Família. Os registros jornalísticos apontam que na época do governo FHC morriam de fome, cerca de 300 crianças por dia e a população pobre (a maioria) rezava por comida. Para essas pessoas que não tinham nada, o mínimo que é o Bolsa Família passou a representar muita coisa.

O programa é uma faca de dois gumes, pois ao mesmo tempo em que contempla uma camada carente da sociedade, se apresenta também como uma ferramenta de barganha e exploração da miséria.

A solução para mudar esse cenário chama-se EDUCAÇÃO. A partir da educação é que desenvolve o senso critico e reflexivo do indivíduo, deixando-o apto a observar e se impor e opor a toda forma de injustiça e exploração social.

O Brasil deve ser verdadeiramente nosso e não de seletas famílias, e devemos trabalhar para sustentar nossas famílias e não a seletas famílias que vivem a base de fingir fazer algo pelo povo.

Fonte: Márcio Felisberto

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