Quinta-Feira, 26 de Março de 2020 - 16:18 (Política)

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PRESIDENTE DA CÂMARA, RODRIGO MAIA, QUER PAGAR R$ 500 A TRABALHADORES INFORMAIS DURANTE SURTO DO CORONAVÍRUS

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o plenário da Casa deve votar um projeto que garante renda de R$ 500 a trabalhadores informais durante a quarentena do coronavírus.


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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o plenário da Casa deve votar um projeto que garante renda de R$ 500 a trabalhadores informais durante a quarentena do coronavírus, mais do que o dobro do que o governo prometeu inicialmente, de R$ 200.

"O que está se construindo é um valor na ordem de R$ 500, o Parlamento está trabalhando. Sabemos que nesse Projeto de Lei se organiza a questão do BPC [auxílio a idosos carentes] apenas para este ano".

O impacto previsto com essa medida pode chegar a R$ 12 bilhões até dezembro. A Câmara tem sessão na tarde de hoje (26). Se aprovada, a proposta seguirá para o Senado.

"É que a proposta que o governo fez, que amplia. Ela é muito pequena, para o que a população brasileira precisa. Entendo a posição do governo, claro, que ainda trabalha com a questão do impacto fiscal, que eu acho que não é a questão mais importante", disse Maia.

Maia reforçou que é importante uma ação coordenada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que una os três Poderes em busca de soluções para crise de saúde e econômica.

"Não acho que a gente deva estar olhando para R$ 5 bilhões, R$ 10 bilhões. Eu acho que o Brasil teria que gastar de R$ 300 a R$ 400 bilhões para enfrentar a crise", declarou.

Como o governo anunciou, mas não enviou um projeto para renda emergencial, a Câmara deve analisar uma proposta de 2017 para renda emergencial, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG).

"O correto e o melhor é que o governo encaminhe projetos e medidas provisórias para que sejam debatidos e aprovados. Porque isso dá um sinal claro de harmonia entre os poderes", declarou Maia.

O custo estimado de R$ 12 bilhões para pagar os R$ 500 emergenciais é específico para este ano, não tem a ver com os vetos de Bolsonaro derrubados pelo Congresso para aumentar os gastos do BPC. Apesar de ser o mesmo tema, essa questão foi judicializada pelo governo.

Fonte: UOL

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