Quarta-Feira, 18 de Setembro de 2019 - 21:34 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: O GOLPE

O texto cheio de jabutis foi desidratado e passou. Mas convenhamos que a farofa era muito maior antes e a Câmara assumiu o papel de arredondar o bilhão e setecentos


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"Sai do PSL por causa do desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro. Não foi apenas pelo fato de ele querer que eu retirasse a assinatura. Foi pela forma indelicada e desrespeitosa com que ele me tratou. Então, gostaria de deixar para vocês uma mensagem, no sentido de que o PSL é só um partido. Temos outros partidos que podem seguir a mesma linha". – Senadora Juiza Sela (a Moro de saias) agora filiada ao Podemos.

Enquanto a Câmara Federal faz tabelinha com o Senado e chega à cara do gol defendido pelo povo, o TSE arruma para a cabeça dos desgastados partidos políticos e em especial para o PSL, o partido do capitão. A paulada que deveria cair sobre a cabeça de dois espertinhos acabou se tornando mais abrangente e o TSE por maioria firmou a condenação de todos os 6 vereadores que fraudaram as eleições da pequena Valença do Piauí utilizando de laranjas femininas. Isso lembra um acontecimento lá em Minas, o laranjal do PSL. E se a moda pega chega até aqui. Vixi!

Em 16 de setembro de 2017 o Senado criou uma estrovenga, o Fundo Eleitoral com dotação de R$ 1,7 bilhão e mandou para a Câmara dos Deputados amolar. A ideia era abastecer de grana o caixa dos partidos que sofriam com a Lavajato e que desgastados não iriam captar os recursos para fazer frente às velhas e conhecidas patifarias que ocorrem a cada eleição, principalmente o Caixa 2. O texto cheio de jabutis foi desidratado e passou. Mas convenhamos que a farofa era muito maior antes e a Câmara assumiu o papel de arredondar o bilhão e setecentos. Aí azedou...

O governo meteu o bedelho e via projeto de lei orçamentária (PLOA) enviou ao Congresso um “calaboca”: R$ 2,5. Era o primeiro bode na sala. Berros de todos os lados e a comissão para a LDO propôs R$3,7 bilhões para o fundo sem nenhum constrangimento para ser aprovado, mas antes de chegar à CCJ o presidente Davi tentou tratorar e levar o tema para a aprovação em plenário. Era o segundo bode colocado na sala. Berreiro geral e Alcolumbre “mijou na arvinha”.

Por acordo canhestro, os penduricalhos que o Senado tentou colocar no malfadado projeto do fundo foram pras cucuias e a Câmara vai receber o “bagúio” de volta com o compromisso de manter como o Senado devolveu, ou seja, apenas com o valor de 2018 ou R$1,7 bilhão. Tá bom ou quer mais? Olha só a encrenca: A Câmara não tem compromisso com o Senado e pode mudar o entendimento, agregando as patifarias que seriam colocadas pelo texto do Senado e fim de papo. Sobraria para Bolsonaro vetar e em instância final ter o veto derrubado. Q-KAÔ!

5-Operação teletubies

A Câmara do Maia está com uma pauta que já foi do Senado do Davi: Proibir que auditores da Receita Federal repassem ao MP indícios de crimes descobertos em apuração fiscal. Parece coisa de teletubies “De novo de novo”. Como é hoje? Informações sobre crimes não tributários são transferidas ao MP pelo auditor. E o que quer mudar o “Botafogo”? Que o auditor passe ao Secretário da Receita quevia comissão interna cheque se o “bagúio” é quente. Se for, requisita autorização judicial. Aí, caso o juiz autorize o compartilhamento é que o “baguio” já malhado chegará ao MP. “E até aí morreu Maria Preá com cabelo e tudo”, diz Zé de Nana. É a treva!

leoladeia@hotmail.com

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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