Quinta-Feira, 16 de Janeiro de 2020 - 07:32 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: JUSTIÇA OU JUSTIÇAMENTO?

Reprovável, sob quaisquer aspectos, Aguinaldo recebeu a pena da cadeia visto que até entre os homicidas há um código de conduta que não admite piedade com monstros como ele.


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“Uma série de decisões e leis estão mudando as regras do jogo. Um colaborador ouvido pela reportagem disse que hoje não colaboraria mais e que não ficaria muito mais tempo na cadeia se não tivesse colaborado. É isso que queremos?”– Deltan Dallagnol da Operação Lavajato

1-Pô... Toca Raul...

Após recentes estripulias jurídicas abraçadas pelo Brasil, os juízes, promotores, investigadores, procuradores e policiais que lutam contraroubo, homicídio, assalto, tráfico de drogas, desvios de caráter, dinheiro e mercadoria estão no beco estreito.

Doutor Wagner de Oliveira Cavalieri lá em Minas, assustado com o que poderia lhe acontecer, “sartou de banda” e citando Raul Seixas – “eu não sou besta pra tirar onda de herói” – deu um libera para outro doutor, o Igor Ben-Hur Reis Souza, advogado cumprindo uma pena de 99 anos e 10 meses. Igor foi para casa e o doutor Wagner ficará na dele sem temer o CNJ, dormindo o sono dos justos. “A solução é alugar o Brasil”, cantava Raul em 1980! O Maluco Beleza anteviu o “bagúio” 40 anos antes.

2-Foro dos privilegiados

O rock traga e traduz o Brasil. O foro privilegiado tema mais sujo que calcinha de hippie voltou com o novo “gópi” da Câmara dos Deputados. Depois do rolo da segunda instância, os nobres deputados viram uma brecha para travar o juiz de primeira instância impedindo-o de decretar prisão preventiva, busca e apreensão ou quebraros sigilos dos políticos.

O foro engordou e os juízes de primeiro grau mirraram, ficando com poder quase igual ao de “cagüete de puliça”: sabe tudo, mas nada pode. Quando a Legião Urbana cantava “que país é esse?” a resposta era: “é a (*)orra do Brasil”! Para os nobres deputados tanto faz rock ou forró quem dança é o povo.

3-Lavajato a todo vapor

Enquanto o ministro Lewandowski deita o cabelo no jornal “El País” e o ministro Gilmar brilha sob os holofotes do STB bramindo contra a Lavajato, os “juvenis de Curitiba” imprensam mais 14 ‘ratos’ que atuavam em concessões de rodovias federais no Paraná pela Econorte.

Segundo os procuradores os larápios “agiam em prejuízo do interesse público e do patrimônio da União, gerando benefícios indevidos ao grupo Triunfo e aos membros da organização criminosa, incluindo os agentes públicos destinatários da propina”. Claro que até aqui ninguém foi preso, mas ainda que fossem estariam logo soltos esperando que o agilíssimo STF lhes sentenciassem alguma pena ou a absolvição por caducidade do processo e jamais da vanguardista Corte. Aff... 

4-Fila da imprevisibilidade

O governo federal depois de descobrir que havia uma fila de brasileiros pobres que carecem de auxílio doença, auxílio maternidade e aposentadorias, gente humilde, desamparada, doente, que mal conhece seus direitos resolveu apelar para os militares da reserva. 7.000 militares vão tentar resolver o caos da fila do INSS, substituindo os servidores que jamais existiram, durante pelo menos 9 meses – num cálculo bastante otimista – recebendo, encaminhando e abrindo as vagas para os outros que vão chegar.

A falta de previsibilidade do governo federal levou a esse caos depois que as novas regras da previdência social foram alteradas. Falta de planejamento!

5-Justiça ou justiçamento?

Aguinaldo Guilherme Assunção, o brutal homicida que confessou o assassinato com 13 facadas da garotinha Emanuelle Pestana de Castro, que tinha apenas 8 anos de idade, foi encontrado morto hoje, na cela do presidio de Cerqueira César, onde estava preso desde a tarde de ontem.

Reprovável, sob quaisquer aspectos, Aguinaldo recebeu a pena da cadeia visto que até entre os homicidas há um código de conduta que não admite piedade com monstros como ele. São duas barbáries, a execução na cadeia não se justifica, mas admito que seria difícil conviver com ele preso, com visitas íntimas, auxílio reclusão, progressão de pena e as “saidinhas”.

 

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Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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