Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019 - 09:14 (Colaboradores)

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LIVRE

POLÍTICA & MURUPI: CURTO CIRCUITO

Acompanho e acho que a CPI deve investigar o que ocorre na Energisa ou com a Energisa, até para entender as causas que levaram à irritação no nível em que se encontra.


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"Não entendo. É como alguém morar sozinho e fugir de casa.” – Senador Major Olimpio sobre uma possível saída de Bolsonaro do seu próprio partido, o PSL.

1-Curto circuito I

As reclamações continuam, a movimentação é grande, a desinformação idem – estará faltando conversa franca ou ação de marketing? – a CPI avança, mas ainda que sobrem razões para esta grita do povo contra o “extorsivo aumento da conta de energia”, não vislumbro aquilo que se poderia ser classificado de fato determinante, visto que convenhamos, a reclamação é difusa.

Acompanho e acho que a CPI deve investigar o que ocorre na Energisa ou com a Energisa, até para entender as causas que levaram à irritação no nível em que se encontra. Para lembrar, entre a treva e a luz há infinitos matizes e espectros. Nem tudo é o que parece ser.

2- Curto circuito II

Com um investimento alto, a concessionária Energisa segue o que ordena o líder – no caso a Aneel – e dentro da lei. O foro e período para discussão não é a ALE e nem é agora. Perdemos o bonde da história e a Aneel agiu nas barbas do governo de Rondônia e sua bancada federal.

É em Brasília que se pode rever o rolo e se ainda houver tempo, já que os contratos de compra e de permissionários não aparecem ter vícios de origem, ainda que seja duro de aceitarmos. Mas há muito mais coisas, como um possível e desejável encontro de contas. A gente se fala...

3-Curto circuito III

Da CPI já saiu o rolo. O estado teria um convênio para cessão de policiais que acompanhariam as equipes de cortes da Energisa. É no mínimo estranho e o convenio foi desfeito. Existem mais dois pontos importantes: o corte por inadimplência segue protocolos jurídicos. O corte do gato não tem protocolo, sendo necessária a presença de policiais para evitar conflitos, registrar o B. O. e até não se configurar em “exercício das próprias razões”

Volto a dizer que nem tudo é o que parece ser e mais: apoio a CPI – que acreditem, não vai dar em nada – que na falta de algo mais relevante fará justa pressão sobre a Aneel e gerará relatórios. O resto é perfume barato.

4-Topa tudo por dinheiro

Tasso Jereissati, relator da reforma da Previdência avisa: as discussões sobre cessão onerosa estão atrapalhando a votação da PEC, vez que senadores estão de olho no pacto federativo e a cessão onerosa. A PEC que trata da divisão de recursos do megaleilão do pré-sal, foi aprovada no Senado, mas dormita na Câmara. Para entender a cessão onerosa: 30% ficarão com estados e municípios – 50/50 – e o Rio, produtor com mais 3%. Sul, Sudeste e Centro-Oeste amuaram e c como isso envolve muita grana que, sem querer querendo pode cair nalguns nobres e ávidos bolsos, adiar tudo em nome desses interesses, é bem possível. Topa tudo por dinheiro Silvio!

5-“Me dá um dinheiraí”

A Organização Pan-Americana de Saúde-Opas, que gere programas como “Mais Médicos”, pode pagar uma baita indenização por trabalho escravo da médica Ramona Matos. Ela fugiu da polícia política de Cuba que a vigiava e aos médicos cubanos no Brasil, e foi para os Estados Unidos.

A Opas não foi processada no Brasil porque a entidade tem imunidade diplomática, diferente do que ocorre nos EUA. Para relembrar, o programa “Mais Médicos” surgiu na era Dilma. Cada médico custava ao Brasil R$10 mil/ mês, dos quais R$9 mil eram pagos a Cuba. Um ano depois, cada médico passou a receber R$3 mil. Uma atividade bem típica de escravidão.

leoladeia@hotmail.com

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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