Sexta-Feira, 17 de Abril de 2020 - 17:34 (Colaboradores)

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POLÍTICA & MURUPI: BUROCRACIA-10 X PLANEJAMENTO-0

E os dossiês já estão por aí. Um exemplo, só 60 dias com a crise instalada o Ministério da Saúde comprou 4,3 mil ventiladores nacionais à Intermed Equipamento Médico Hospitalar para UTI’s, que já têm pacientes infectados.


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“Até aqui, a troca do ortopedista Henrique Mandetta pelo oncologista Nelson Teich se parece muito com a substituição de seis por meia dúzia. Naquilo que é essencial, o doutor Teich soou bastante parecido com o colega Mandetta”Jornalista Josias de Souza.

1-Crônica de uma morte anunciada

O ministro Mandetta que brigou pelo isolamento vertical – todo mundo em casa – sai e dá lugar ao médico oncologista Nelson Teich, afinado com a linha do presidente Bolsonaro, que privilegia o isolamento horizontal. São duas visões de mundo e espero que o novo ministro tenha a noção exata da crise e possíveis consequências.

Sai um médico, entra outro, ambos com olhar voltado para a ciência, mas com características diferentes. Pior seria trocar por alguém sem expertise. Agora é torcer como sempre para dar certo e por via das dúvidas, ai, ai meu Jesus... Amém!  

2-O dossiê Mandetta

Que ninguém se engane. A queda de braço do Mandetta x Bolsonaro tem muito mais de política do que parece. O médico Mandetta é um político com larga experiência que surfou a onda na hora certa, mas que foi abatido pelos “fazedores de dossiês” em Brasília e pela “tchurma do quanto pior melhor”.

Some-se a isto uma fantástica “casca de banana” em horário nobre e pah! Juntando os cacos e fazendo uma lipoaspiração do texto do portal Terra, é possível ver o que há de real nessa história que nunca será bem contada. Dizem que os mortos assombram o Alvorada à noite, mas de dia os muito vivos, os zumbis e os luas-pretas assombram muito mais.

3-Burocracia-10 x Planejamento-0

E os dossiês já estão por aí. Um exemplo, só 60 dias com a crise instalada o Ministério da Saúde comprou 4,3 mil ventiladores nacionais à Intermed Equipamento Médico Hospitalar para UTI’s, que já têm pacientes infectados. Um atraso considerável, se levarmos em conta a velocidade de contágio. Isso vai pra conta do Mandetta. Com a primeira compra de 6,5 mil na MagnaMed, são 11 mil, o que é fichinha.

Quer mais, o Brasil tem 55 mil leitos de UTI com 65411 respiradores. Jogar nas costas de Mandetta o caos pré-existente é vilania. Dizer que é culpa do SUS também. Vamos lá, será que a burocracia vai destravar agora ou daqui a 5 anos estarei aqui me repetindo?

4-De olho na grana

Não existe época mais propícia para “enfiar a mão grande” no dinheiro público do que na época das calamidades e estamos vivendo uma agora. A pressa em fazer coloca de lado os cuidados que a burocracia exige em tempos normais e os problemas ocorrerão mais à frente se ninguém ficar de olho antes, fiscalizando a priori e orientando o gestor.

Por vezes a cobrança acaba por deixar o gestor irritado, mas é a função de quem fiscaliza. A Assembleia Legislativa de Rondônia teve uma conversa dura com os gestores da área de saúde estadual e exigiu transparência nos gastos que estão sendo realizados nesta quadra atual. Quem avisa, amigo é. É ou não é sêo Zé?

5-Pandemia não rima com panaceia

Há algum tempo o Brasil apostou as fichas nos milagres da flora para a cura do câncer. De unha de gato a Fosfoetanolamina, passamos pelo sangue de dragão, carqueja e mil outras ervas que dizia-se era a panaceia.

A cada vez que surge algo terrível como H1NI ou Coranavirus, a ausência da pesquisa nacional por absoluta falta de investimentos ou aversão pela ciência, bandeia-se para o charlatanismo. A cloroquina sumiu do debate dos vendedores de ilusões, mas os crédulos continuam se pondo em risco. E já que falei de panaceia o que houve com a fosfoetanolamina?

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Fonte: News Rondônia

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