Quarta-Feira, 10 de Abril de 2019 - 09:11 (Agricultura)

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POLÍTICA & MURUPI: A LAVA JATO NÃO ESMORECE

Outro é Renan Calheiros que pode virar réu por corrupção, lavagem e propina da Transpetro. O bicho tá pegando. É Lá-y-Ká.


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“Eu não vou ser mulher de malandro. Ficar apanhando e achar bom.”– Rodrigo Maia

Depois de muito tempo – a Operação Dominó foi deflagrada em 4 de agosto de 2006 – os envolvidos terão um novo encontro com a justiça e desta vez em segunda instância para julgamento de um recurso de apelação na vara especial de fazenda pública, onde tudo pode ocorrer: o adiamento da sessão pedido e negado, foi concedido hoje cedo, e do julgamento no próximo dia 24 pode sair a manutenção da sentença, a ampliação ou redução ou mesmo a improvável absolvição. E aí, quem pode mais chora menos.   

Enquanto aqui o TJ marcou outro data para ver o que sobrou da Operação Dominó lá em Brasília a Operação Lava Jato continua empurrando o STF e a 2ª turma retoma pendências como eliminar a condenação de Eduardo Cunha por lavagem de dinheiro, denúncias contra os deputados Aguinaldo Ribeiro, Arthur Lira, Eduardo da Fonte e o senador Ciro Nogueira do “quadrilhão do PP”. Outro é Renan Calheiros que pode virar réu por corrupção, lavagem e propina da Transpetro. O bicho tá pegando. É Lá-y-Ká.  

Foi-se Velez no Ministério da Educação e assume Abraham Weintraub, linha dura da direita, economista voltado ao direito previdenciário e finanças, executivo do mercado financeiro e que por suas ligações com Ônix Lorenzoni tornou-se membro da transição do atual governo Bolsonaro. Suas idéias e falas provocam urticária entre a esquerda e “pira godê” no mundo acadêmico. Que tenha boa sorte e vai precisar, já que expertise na área de educação não existe ou está escondida abaixo de orifício anal de ofídio.

Saiu a lista dos países irmãos financiados pelo BNDES em apoio a nossos campeões e barões empresariais como Odebrecht. Só quatro “parças” a República Dominicana, Venezuela, Angola e Argentina receberam US$8 bilhões. Lva um açaí quem apostou que o avalista é o brasileiro, mesmo aquele com o nome sujo na praça. E tem mais: vamos pagar a grana que saiu do cofre para os amigos, quanto o beiço que o BNDES já tomou. Não é tudo, mas é o que temos para o momento. Depois eu conto o resto...  

Amanhã repete-se em Brasília a cerimônia do “beija mão” e passagem do chapéu para colher os caraminguás salvadores de Sua Pomposa Divindade Excelsa, o presidente da República, além da noite de sonhos na capital federal, transferências dos parcos recursos de pequenos municípios para as moças. Tudo emprenhado em notas fiscais e sem esquecer – como esquecer o mais importante? – as selfies com os magnânimos parlamentares e com sorte apertar a mão do adjunto de um alguém lá do 3º escalão.   

leoladeia@hotmail.com

Fonte: Leo Ladeia/NewsRondônia

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