Terça-Feira, 01 de Março de 2016 - 15:00 (Dica de Leitura)

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PARA CIENTISTAS, ACORDAR CEDO AFETA PRODUTIVIDADE DE TRABALHADORES

trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho.


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Se você é uma daquelas pessoas que apertam o botão "soneca" do despertador a cada manhã e não consegue sair da cama, não se culpe. O problema pode ser sua rotina de trabalho.

Um número crescente de pesquisas mostra que, para muitos de nós, nossas agendas profissionais estão fora de sincronia com nossos relógios biológicos. E especialistas querem que empregadores urgentemente tomem nota.

O sono é um recurso estratégico que muitas empresas estão ignorando, de acordo com um estudo preparado por Cristopher Barnes, professor de administração da Foster School of Business, Barnes explica no estudo que, quando escalas de trabalho estão alinhadas com os padrões naturais de sono, isso resulta em mais qualidade e inovação porque os empregados estão mais concentrados, menos estressados e relativamente mais saudáveis.

O oposto também é verdade: trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho. A pesquisa de Barnes revelou até que pessoas que dormem tarde se comportam de maneira menos ética pela manhã do que à noite, comportamento contrário ao de pessoas que acordam cedo.

O oposto também é verdade: trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho. A pesquisa de Barnes revelou até que pessoas que dormem tarde se comportam de maneira menos ética pela manhã do que à noite, comportamento contrário ao de pessoas que acordam cedo. Sincronia

"Esse tipo de percepção impede a sincronização do início da jornada de trabalho com seu processo circadiano", diz o americano.

Usando suas pesquisas sobre cronotipos (termo que descreve se uma pessoa é "madrugadora" ou "criatura da noite"), Roenneberg conduziu experimentos na montadora Volkswagen e numa empresa siderúrgica, ambas na Alemanha. Ele ajustou os turnos de trabalho para que eles combinassem com os relógios biológicos, dando turnos vespertinos e noturnos para empregados que gostam de levantar mais tarde e matutinos para os madrugadores. Em ambos os casos ele constatou que a sincronização resultou em maior produtividade e que os trabalhadores se sentiram mais saudáveis e menos cansados tanto no trabalho quanto no tempo livre. Ryan Olson, cientista do Instituto de Ciência da Saúde Ocupacional, nos EUA, encontrou resultados semelhantes para trabalhadores de escritório. "Com a tecnologia que temos hoje, não há razão para manter horários rígidos", afirma.

Olson organizou um estudo de um ano em uma empresa internacional de tecnologia com sede nos EUA. Antes do início do experimento, empregados tinham que chegar no trabalho entre 8h e 9h, mas também exigia-se deles atender durante a noite à chamadas telefônicas de colegas de empresa baseados no exterior. Para prevenir que quem entrasse mais cedo fosse privilegiado, os participantes do estudo receberam a liberdade para trabalhar horários mais flexíveis desde que apresentassem os mesmos resultados – por exemplo, a entrega de projetos para clientes.

Fonte: BBC Brasil

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