Terça-Feira, 06 de Agosto de 2019 - 17:39 (Artigos)

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OS RISCOS DE NÃO FAZER UM PLANEJAMENTO FINANCEIRO

E isso vale para todos, não importa a fase da vida em que a pessoa esteja.


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Uma pesquisa realizada pela Anbima, a associação das empresas de capital aberto, com o apoio do Datafolha, revelou que mais da metade dos brasileiros não poupa para a aposentadoria. Quase a metade da população espera contar com os recursos da previdência social para o sustento nessa fase da vida.

Contudo, principalmente agora que se discute o déficit da previdência pública e a iminência de uma reforma nesse setor, o planejamento financeiro para o futuro é fundamental. E isso vale para todos, não importa a fase da vida em que a pessoa esteja.

A reforma da previdência social traz apossibilidade de mudança nos cálculos dos benefícios, o que sugere a redução da aposentadoria, além de que o brasileiro terá que trabalhar mais tempo se quiser se aposentar por meio desse sistema público.

Com essas mudanças, especialistas lembram da importância de se planejar financeiramente o quanto antes e não ter de perder a qualidade de vida quando decidir parar de trabalhar. Uma das sugestões entre esses especialistas para investir visando o futuro é a previdência privada.

previdência privada é um investimento de longo prazo em que o participante faz contribuições periódicas. Os recursos são investidos em um fundo de previdência para renderem.

Esse fundo investe em ativos financeiros, como títulos de renda fixa e ações, com gestão profissional e de acordo com um perfil de risco determinado. Nesse período de acumulação, o participante vai formando um patrimônio e auferindo rendimentos, que variam a depender do plano.

Após a fase acumulação, vem a fase de utilização dos recursos, em que o montante acumulado poderá ser resgatado de uma só vez ou passar a gerar uma renda mensal para o participante, também chamado de benefício.

Não se trata de um seguro, nem se assemelha à Previdência Social, em que os participantes ativos sustentam os inativos (o fator principal para o déficit atual).

Os planos de previdência são divididos em dois tipos: PGBL (Plano Gerador de Benefícios Livres) e o VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres).

O PGBL  é classificado como um plano de previdência complementar, indicado para objetivos em longo prazo. Como oferece a vantagem de proporcionar abatimento de até 12% na declaração do Imposto de Renda (IR) do próximo ano, garante maior rentabilidade em prazos mais longos. Além disso, o pagamento do tributo só é feito no momento do resgate. Desta forma, diferente da maioria das aplicações financeiras, não há efeito do come-cotas (que é quando o Imposto de Renda incide duas vezes por ano nos fundos de renda fixa e no Tesouro Direto). No Plano Gerador de Benefícios Livres, o tributo é pago sobre o valor total a ser resgatado.

O VGBL é um produto recomendado para o planejamento sucessório - ato de escolher e registrar legalmente os herdeiros em vida. Ou seja, funciona como uma espécie de seguro de vida, em caso de morte do beneficiário, já que os herdeiros passam a ter o direito ao saldo acumulado com agilidade, sem que a quantia precise compor o inventário e seja submetida à toda burocracia que prevê a partilha judicial.

No VGBL, o imposto de renda incidirá apenas sobre os lucros. Além disso, em alguns Estados, não há a cobrança do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) aos indivíduos que contam com um plano VGBL. Esse tributo incide quando há transmissões de bens por doação ou por causa mortis.

A previdência privada vale a pena para as pessoas que trabalham com carteira assinada em uma empresa privada e ganham acima do teto do INSS ou são funcionários públicos. Nessas situações, o investimento é muito interessante, pois servirá como complemento da previdência pública.

A previdência privada também serve para aqueles que queiram que seus futuros herdeiros recebam uma renda mensal após a sua morte. Além disso, também é vantajosa para autônomos e profissionais liberais que não contribuem para o INSS e pessoas que não têm tempo ou não estão seguras para investir na aposentadoria por conta própria. E a previdência conta com incentivos tributários que a tornam um investimento atrativo em longo prazo.

Especialistas citam ainda que esse investimento pode ser vantajoso para aqueles que  desejam juntar recursos para pagar a faculdade do filho, fazer uma viagem, abrir um empreendimento ou ter dinheiro para comprar a casa própria.

 

Fonte: Assessoria

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