Terça-Feira, 09 de Junho de 2020 - 08:58 (Colaboradores)

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OPINIÃO DE PRIMEIRA: CORONAFEST NA CAPITAL E EM ARIQUEMES

m Porto Velho, a noite da sexta-feira, poucas horas do lockdown entrar em cena, várias Coronafest foram registradas em diferentes pontos da cidade.


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Há questões que precisam ser analisadas com alguma frieza, mesmo no calor da mais dura situação que vive a saúde pública no país e em Rondônia, neste momento. Ver as coisas apenas com a paixão, pode resultar em opiniões baseadas em injustiças, coisa, aliás, que as redes sociais fazem a todo o momento, como se fosse única e completa a verdade de quem a divulga. Não é o que o analista sério tem que fazer. O leitor, que se informa de várias fontes e analisa o contraditório (e não apenas uma opinião, dentro das suas ideologias, como o faz, por exemplo, a TV Globo!), terá condições de tomar sua decisão sobre o que é correto ou não. O que é real ou apenas aquilo que quem escreve, opina, analisa, está expressando o que gostaria que fosse real. Todo esse introito vale a pena, para se analisar a compra do Hospital Regina Pacis, pelo governo de Rondônia. Um investimento de 12 milhões de reais, por um prédio de mais de 3 mil metros quadrados, que será entregue com toda a estrutura para atendimento afora, é claro, equipamentos e pessoal. Além de uma usina de oxigênio, que representa o corte de uma despesa de mais de 2 milhões de reais. O hospital deve ser entregue nessa quinta e a partir daí começará a fase de colocação de camas, móveis e designação das equipes, para atendimento aos primeiros 60 leitos que serão utilizados nessa fase inicial. Todo pronto, serão 140 leitos. Um terreno de mil metros quadrados, localizado na frente do hospital, para estacionamento, também faz parte do negócio e está incluído no custo.

Para se ter ideia do bom negócio, algumas informações. Uma delas: o metro quadrado de um hospital com aquela estrutura, pode chegar a 4 mil reais. Só aí e apenas em relação ao prédio, já se teria algo em torno de 12 milhões de reais. Os vendedores investiram mais de 1 milhão e 300 mil para a reforma, que está sendo concluída. Mais o terreno, de mil metros quadrados, em área nobre, poderia custar até 400 mil reais. Se o governo fosse construir um hospital de campanha, por exemplo, com uma centena de leitos e 10 UTIs (como as tem o Regina Pacis), gastaria, no mínimo, 25 milhões, para um hospital que teria uso limitado. No máximo em 90 dias seria desativado e todo o dinheiro gasto jamais traria qualquer outro beneficio. Já no caso do Regina Pacis, ele servirá no futuro como apoio ao sempre lotado João Paulo II e ao Hospital das Irmãos Marcelinas. O aluguel de leitos em hospitais particulares, custa, em média, 2 milhões de reais mensais aos cofres do Estado. Esse custo seria cortado e, em seis meses de uso, já pagaria os 12 milhões investidos. O que se pede é que as pessoas analisem toda a questão, ponham tudo na balança e vejam se o Governo fez um bom ou mau negócio, antes de considerarem que tudo foi feito de forma incorreta. Analisar, ponderar, discutir, opinar com informações corretas, isso sim é demonstração de cidadania senso de justiça!

O LOCKDOWN COMEÇOU PRA VALER...

Lojas da zona sul, que estavam ignorando o isolamento e continuavam funcionando normalmente, mesmo durante o decreto de calamidade pública, na manhã da segunda- feira tentaram trabalhar, mas logo chegou a fiscalização da PM e todos fecharam as portas. A rodoviária da Capital está isolada. Não chega e não sai ônibus. A PM estava nas ruas, desde cedo nesta segunda, com a Operação C-19, ou seja, as medidas de fiscalização e policiamento.

No domingo à noite, novas medidas e restrições foram incluídas no decreto de LockDown, que o governo chama de Isolamento Restritivo. Claro que há necessidade do cumprimento de todas as normas de segurança, para que o lock down tenha resultados práticos, diminuindo o número de infectados pelo vírus e, principalmente das mortes, que já caminham para 250. É necessário, contudo, que a PM haja com cuidado, respeito e sem brutalidade contra a população, que já vive no desespero, depois de quase 70 dias sob o manto da doença, do desemprego e do risco da fome.

O LADO MAIS TRISTE: 245 MORTES

Enquanto isso, o vírus não dá bola para isolamento, para ações políticas, para qualquer coisa que não seja contaminar, espalhar-se e destruir vidas. Em Rondônia, continua afetando milhares de pessoas e já causou 245 mortes, um número assustador. Já são 8.626 contaminados. Os óbitos representam hoje 2,8 por cento do total dos que foram contagiados pelo corona, mas esse número frio, de maneira alguma ameniza a dor das dezenas e dezenas de famílias que perderam seus entes queridos. Tivemos, até a noite da segunda, 3.131 pessoas recuperados. Portanto, sobram ainda 5.450 que estão positivados para a Covid 19. Desses, 115 lutam pela vida nas UTIs do Estado. É necessário se redobrar os cuidados, só ir à rua em caso de necessidade e torcer para que essa praga infernal passe de uma vez por todas. Até lá, cada um de nós corre risco. 

MOURÃO, A FLORESTA E O CORONA

O vice presidente da República, General Mourão, esteve em Porto Velho no domingo. Ele anda num périplo pela região centro-oeste e norte, visando ampliar a atuação federal, com apoio dos governos estaduais, no combate a incêndios, invasões e derrubadas na Amazônia.

É a Operação Verde Brasil 2, coordenada pelo próprio Mourão, que pretende reduzir o desmatamento e as queimadas, além das derrubadas em áreas protegidas, até para que o Brasil mostre ao mundo seus cuidados com a floresta, desmentindo os opositores e ONGs internacionais, que espalham mundo afora que o governo Bolsonaro estaria fechando os olhos para esses crimes ambientais. Nos bastidores, Mourão e o governador Marcos Rocha (que acompanhou o vice presidente numa entrevista coletiva realizada na 17ª Infantaria de Selva), também trataram de outros assuntos, como o apoio federal a Rondônia, no combate à pandemia do corona vírus.

CORONAFEST NA CAPITAL E EM ARIQUEMES

Tem idiota e irresponsável em todos os lugares. Em Porto Velho, a noite da sexta-feira, poucas horas do lockdown entrar em cena, várias Coronafest foram registradas em diferentes pontos da cidade. Já em Ariquemes, pior ainda: mais de 200 pessoas de aglomeravam numa praia do rio Jamari, com muita pinga, música e festa,  em pleno domingo. Isso que Ariquemes é a segunda cidade do Estado com o maior número de casos de contaminados – mais de 500 até o domingo – e seis mortes.

A cidade está voltando ao normal, graças ao controle feito até agora. Mas um evento canalha como esse, com toda gente correndo o risco de pegar e espalhar o vírus, deixou as autoridades de cabelos em pé. A PM enviou várias equipes para acabar com a baderna. Todos os irresponsáveis deveriam ter sido presos, mas não foram. Mesmo com a pandemia ainda crescendo no Estado, há milhares de rondonienses que vivem como se ela não existisse. Lamentável.

MERCADOS E FEIRA COM MULTIDÃO

O Domingo, primeiro dia do lock down na Capital, aliás, teve cenas dantescas, ante os olhos de quem imaginava encontrar a cidade completamente vazia. Realmente, o trânsito diminuiu muito, mas em alguns pontos a aglomeração foi incrível. Em vários supermercados, uma multidão acorreu ao mesmo tempo e, mesmo com todos os cuidados que as próprias empresas exigem dos frequentadores, não há como controlar a todos e impedir muita gente praticamente uma colada à outra. Na Feira do Cai N´Água, então, é só olhar a foto: centenas e centenas de pessoas aglomeradas, sem qualquer cuidado com o distanciamento social. O caso, aliás, mereceu a divulgação de um vídeo pelo vereador Aleks Palitot, que encaminhou uma petição à Prefeitura, no sentido de que haja fiscalização nessas feiras, principalmente em relação ao distanciamento. Para ele, não adianta o restante do comércio estar fechado e as feiras continuarem a ser locais com tantas pessoas amontoadas. A Prefeitura anunciou ontem que até o próximo final de semana, estão proibidas as tradicionais feiras livres nos bairros da cidade. Não se sabe se essa decisão vale para o próximo domingo, na Feira do Cai N´Água.

O PSTF NÃO PODE INTERFERIR!

Não se pode negar que a concentração contra o governo Bolsonaro, em São Paulo, teve um público bastante significativo. Em Porto Alegre, embora bem menos, também. Afora isso, na maioria dos casos, foram meia dúzia de gatos pingados participando. Em várias passeatas, aliás, o protesto teve o racismo como mote principal. O ridículo foi a Rede Globo, por exemplo, numa concentração onde haviam exatamente 26 pessoas, em Alagoas, dizer que "mais de uma centena protestaram contra Bolsonaro". Não há termos de comparação entre as multidões que apoiam o atual governo, quando vão às ruas e os poucos opositores (excetuando-se as torcidas organizadas de alguns clubes, com muitos dos seus membros expulsos dos estádios e proibindo de frequentá-los). O importante é que, seja de que lado for, as demonstrações são democráticas e devem ser respeitadas, inclusive com críticas e ataques duros, desde que não haja violência. O que não se pode admitir é a nova sigla partidária do país, o PSTF, daqui a pouco determinar que até manifestações são ilegais. Aí não!

INDÚSTRIA EM QUEDA NO PAÍS

A crise do corona começa a atingir em cheio um setor dos mais vitais para a nossa economia: o da indústria. Milhares de empregos já estão sendo perdidos e a queda na produção, englobando todos os setores, chegou a quase 19 por cento em março (sobre o mesmo mês do ano passado) e 27 por cento em abril (também feita a comparação com o ano anterior. Todos os setores da economia estão em baixa e as piores previsões já dão como certo um recorde de desemprego no país, maior que todas as crises da sua história. Em Rondônia, vários setores já vivem a crise, depois de mais de 70 dias em que o vírus nos atingiu em cheio. O setor comercial é o que mais está sendo afetado no momento, mas a produção industrial já  teve também significativa diminuição.

PERGUNTINHA

Para quando está agendada a convenção virtual do PSTF, o novo partido político do país, para escolher seus candidatos às eleições de outubro?

Fonte: News Rondônia

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