Quinta-Feira, 10 de Julho de 2014 - 10:22 (Colaboradores)

O SUCESSO DA COPA E OS PERIGOS DEPOIS QUE ELA TERMINAR

Se fracassamos com nossa Seleção, como Nação vencemos a Copa, porque, na balança, ela foi excepcional praticamente sob quase todos os aspectos.


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Quando forem fechadas as contas da Copa do Mundo, que se encerra neste domingo, no Maracanã, teremos sim muito a comemorar fora do campo. Mas teremos ainda um caminhão, daqueles enormes, de problemões pela frente. O positivo, no  geral, foram os números. Centenas de milhares de turistas, dólares em profusão entrando no país; o sistema de segurança pública funcionando acima das melhores expectativas; os protestos pífios, pelo menos até antes do jogo contra a Alemanha. Mesmo sem parte das obras concluídas - as de mobilização urbana chegaram muito perto do fracasso - temos lindos estádios; temos uma multidão de estrangeiros falando bem do nosso país e, certamente, abrindo portas para que muitos outros venham. E tivemos, com nosso molho especial, os braços abertos e os abraços que só os brasileiros sabem dar aos seus visitantes. Se fracassamos com nossa Seleção, como Nação vencemos a Copa, porque, na balança, ela foi excepcional praticamente sob quase todos os aspectos.

Os problema começam na segunda, no pós Copa. A economia, esquecida por alguns dias, vai voltar a ser o tema central dos brasileiros. E ela vai mal. A previsão do nosso crescimento, pequeno, está beirando o ridículo. E recém chegamos ao meio do ano, sem perspectivas de melhorias. Crescer pouco mais de 1%  é uma derrota para a política econômica da presidente Dilma. E isso pode afetar a ela diretamente, quando as urnas se abrirem em outubro. As famílias estão endividadas, a queda na venda do comércio; o retrocesso da indústria (menos 16% na comercialização de automóveis, só para dar um exemplo), vão ter grande reflexão na eleição, sim. O pós Copa pode ser muito mais dolorido do que imaginávamos. Tanto dentro como fora de campo, apesar do grande sucesso que tivemos ao organizar o torneio mundial.

DISTÂNCIA E PENA

Passado o desastre, os políticos querem ter a maior distância possível da Seleção Brasileira. O fiasco, é claro, pode repercutir nas urnas tanto quanto repercutiria uma eventual vitória na Copa do Mundo. Mensagens da presidente Dilma, do tucano Aécio neves e do socialista Eduardo Campos, falam mais em pena do que qualquer coisa, para pegar o eleitor pelo sentimento. Mas, na verdade, agora, todos querem ficar longe da vergonhosa derrota para os alemães.

O AMIGO DE OBAMA

Pedra no sapato do tucanato local: Agair Alves de Araújo, empresário do ramo madeireiro, também quer ser candidato ao Governo pelo PSDB. Ele entregou toda a documentação à Justiça Eleitoral esta semana, dizendo que tinha o aval do seu partido. E mais: que é ficha limpa, comparando-se com Expedito, que, segundo ele, não poderia concorrer. Agair, conhecido como o rondoniense que foi convidado para a posse do Presidente Obama, dos Estados Unidos, não tem o aval dos tucanos, segundo o presidente do diretório municipal, Lindomar do Sanduba´s.

DIRETÓRIO NÃO SABIA

O comando do PSDB foi pego de surpresa, com a informação de que Adair entregou ao TRE toda a documentação, para postular a indicação como o candidato do partido, tentando tirar da jogada Expedito Júnior. Um dos dirigentes tucanos disse que Adair postulou, junto ao diretório, a vaga de candidato ao Senado, mas lhe foi negada, porque a convenção decidira por Moreira Mendes. A partir daí, os tucanos não souberam mais o que aconteceu. Só foram informados do assunto, quando Adair já tinha ido ao TRE, para se registrar.

QUATRO EX PRESIDENTES

Há 14 anos, quando presidiu a Assembleia Legislativa, o empresário Natanael Silva teve grandes confrontos com o MP e o Judiciário. Quase uma década e meia depois, ele foi condenado a mais de 14 anos de prisão, em regime fechado e é considerado foragido desde o mês passado. É mais um ex presidente do poder que pode cumprir pena. O anterior, Valter Araújo, continua na cadeia. Há condenações ainda contra Carlão de Oliveira, outro ex presidente, mas ele ainda tem recursos para responder em liberdade. E ainda tem outro ex comandante na prisão: Marcos Donadon, que agora tem direito ao regime semiaberto.

COMEÇA A CORRIDA!

A partir de segunda, esquenta mesmo a campanha. Confúcio Moura, Expedito Júnior, Jaqueline Cassol, Padre Ton e Pimenta de Rondônia ampliam as campanhas, atrás do voto do rondoniense, na corrida pelo Governo. Para o Senado, Acir Gutgacz, Ivone Cassol, Aluizio Vidal e Moreira Mendes são os nomes registrados no TRE. Se Moreira não conseguir o OK da Justiça Eleitoral, José Bianco poderá ser o nome da coligação PSDB/PSD/DEM ao Senado. Esperemos para ver no que vai dar...

SEM DEBATES DE IDEIAS

Mal começou a campanha e a boataria corre solta. Ataques e denúncias, quase todas baseadas apenas em suposições e informações falsificadas (ou meias verdades), já pululam nas redes sociais e até em parte da mídia. A qualidade da disputa tende a ser pior do que na disputa passada. Não há mais grandeza na política, nem grandes debates de ideias, nem a disputa limpa, com propostas para melhorar a vida da população. Ouve-se discursos vazios, conversa fiada e muita luta pelo poder, acima de qualquer coisa...

PERGUNTINHA

Será que corremos o risco, neste sábado, de levar mais uma peia, com um monte de gols contra, na disputa pelo terceiro lugar na Copa do Mundo que estamos sediando?

Fonte: Sérgio Pires

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