Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2013 - 12:20 (Colaboradores)

O PAÍS DAS MARAVILHAS, POR UIRÁ FRÓES

O sistema foi montado há milênios para favorecimento das classes dominadoras, engano nosso que iremos mudar isso de um dia para a noite.


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O discurso é o mesmo, à vontade também. Mas neste caso não sairemos vitoriosos desta batalha. A luta já começa perdida, os guerreiros estão espalhados, não há objetivo. Ou o objetivo é subjetivo e o que nos une, nos separa. Vieram os portugueses, os ingleses, os espanhóis, os africanos e depois nós nascemos. Para muitos a vida não foi uma dádiva, para outros, foi uma pedra atirada na cruz com o desgosto de, para sempre, carregar um fardo de esperança, amor e ódio. Adjetivos criados por pessoas, para serem usados contra pessoas e a favor das pessoas. A história sempre será a mesma, assim como o amarelo nunca mudará de cor, pois se mudar, ele não será mais amarelo. Assim é a saga do ser humano, a busca incansável pelo poder que arruína corações, pela soberania, pela submissão de povos, e pela autopromoção. Não somos diferentes de ninguém, o que conseguimos é domar uma parte do nosso ego, parte esta que facilmente supera os 60% de desejo de qualquer pessoa normal, ou sã, torna-se mais importante que a outro.

O sistema foi montado há milênios para favorecimento das classes dominadoras, engano nosso que iremos mudar isso de um dia para a noite. O único jeito de mudar é retirando as pessoas de lá. E quem iria nos governar? Mas, no entanto, isso não me deixa abalado, pois no fundo eu já sabia. Sabia que lidar com essas questões não é para todos, e que na realidade, o comodismo é muito melhor do que o ativismo. Eu também prefiro ficar sentado na frente da TV, assistindo algo de bom para me distrair. E não me importar por bilhões que são desviados anualmente no Brasil, e trilhões no mundo a fora. Mas é isso que quero, me importar. Isso me faz bem, isso me deixa satisfeito e eu estando em paz comigo mesmo, nada mais importa. Tenho pais a zelar, filhos a manter e meta a cumprir. Se ninguém me acompanhar, eu não importo. Os visionários jamais serão aceitos, nós gostamos mesmo é de quem nos engana com palavras doces em épocas de eleições, e nos abraça forte com o intuito de barganhar uns votos a mais.

O Brasil jamais irá mudar o mundo tão pouco. Mas como eu disse, o meu alvo sempre foram os desafios. Viva o mundo romântico, aonde tudo é resolvido nas teorias altruístas e de gestos de carinhos vindos de idealizadores. No final, além de ser romântico seremos taxados de loucos!

Fonte: Uirá Fróes

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