Sexta-Feira, 25 de Dezembro de 2015 - 08:16 (Colaboradores)

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O BOM VELHINHO DO NATAL E O MENINO DA MANJEDOURA

O outro sentido do Natal é puramente comercial, em um cenário onde seu protagonista central é o bom velhinho Papai Noel que fomenta a corrida as lojas para compra de presentes.


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Por Prof. Márcio Felisberto
www.gaiolabrasileira.blogspot.com

Um tema muito comum na chegada do fim do ano e que é muito difundido em diversos países do mundo é o Natal. O Natal nos faz lembrar que é tempo de alegria, é tempo de compartilhar amor e estreitar os laços com a esperança de um mundo melhor. Mas será que esse é o verdadeiro sentido do Natal e é o mesmo Natal de todos?

O verdadeiro sentido do Natal, conforme criado pelos Cristãos é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo, ao mesmo tempo em que se reflete a cerca do propósito de toda sua permanência nesse mundo. A simplicidade de seu nascimento em uma manjedoura, as manifestações de seu amor por todos nós ao longo de sua vida, a fé de tê-lo sempre conosco e a esperança da sua volta.

O outro sentido do Natal é puramente comercial, em um cenário onde seu protagonista central é o bom velhinho Papai Noel que fomenta a corrida as lojas para compra de presentes.

Vale ressaltar que essa figura noelina com as características tais como são nos dias de hoje, segundo o pesquisador Pedro Funari da Unicamp, possui uma estreita relação com a Coca-Cola a qual o criou, utilizou e o utiliza até os dias de hoje para fins publicitários.

A troca de presentes, que em tese deveria fazer alusão aos presentes dos reis Magos entregues a Jesus, já não acontece com o mesmo sentido. Não há mais a mesma representação e nem o mesmo simbolismo.

O Natal dos cristãos pode ser vivenciado e partilhado com todas as pessoas, independente de sua classe social, cor ou raça. É um natal que pode acontecer tanto dentro de um grande local físico como também dentro do coração de uma simples pessoa.

Quanto ao Bom Velhinho podemos dizer que todos estão para o seu Natal, mas o seu Natal não está para todos. Existe uma barreira concreta chamada “poder aquisitivo” que separa as crianças umas das outras e faz os olhos dos pais de família se encherem de lágrimas frente a frustração de não poder dar os filhos, o que o tão cruel sistema dissemina nas mídias.

Que nesse Natal, de forma permanente, possamos primar pelo amor, pela educação, pelo verdadeiro exercício da cidadania, pelo acolhimento e práticas para um mundo melhor e justo.

Feliz Natal a todos.

Fonte: Prof. Márcio Felisberto

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