Quinta-Feira, 03 de Outubro de 2019 - 09:15 (Saude)

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NOVO EXAME DE SANGUE PROMETE DETECTAR ATÉ 20 TIPOS DE CÂNCER

Teste desenvolvido por pesquisadores de Harvard tem como foco alterações genéticas ligadas ao desenvolvimento da doença.


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Cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, criaram um teste que pode significar mais esperança para pacientes com câncer. Um novo exame de sangue pode ser capaz de identificar mais de 20 tipos de tumor maligno, incluindo câncer de pâncreas, ovário e mama. A estimativa é de 99,4% de precisão, segundo os médicos.

O exame será feito a partir de alterações genéticas associadas ao desenvolvimento de neoplasias. A equipe médica analisou 3.583 amostras de sangue: 1.530 retiradas de pacientes com câncer e 2.053 de pessoas sem a doença. Os pesquisadores identificaram o problema em 99,4% dos casos. Apenas 0,6% foram diagnosticados incorretamente.

As amostras dos pacientes foram compostas por mais de 20 formas da doença. Os pesquisadores analisaram, também, se o teste poderia identificar em que local do corpo o câncer surgiu pela primeira vez. Os resultados foram animadores: eles acertaram 89% dos diagnósticos.

Ao analisar cânceres de alta mortalidade, o teste detectou a doença em 76% dos casos no geral. Dentro desse grupo, a sensibilidade para o câncer no estágio 1 era de 32%, no estágio 2 foi de 76%, no estágio 3 de 85% e no estágio 4, de 93%. Os resultados completos serão apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica 2019, na Espanha.

Procedimento

O teste busca alterações químicas anormais nas moléculas de DNA, um processo conhecido como metilação, que consiste em controlar se um gene está “ligado” ou “desligado”, com certas variações associadas ao câncer. O DNA metilado é liberado pelas células cancerígenas na corrente sanguínea quando um tumor morre.

A partir de “biópsias líquidas”, feitas com o sangue dos pacientes, os médicos são capazes de detectar mutações genéticas ou outras alterações no DNA relacionadas ao câncer.

Segundo os pesquisadores, os resultados do novo estudo demonstram que esses ensaios são uma maneira viável de rastrear as pessoas em busca da doença. A pesquisa pode servir para que os pacientes sejam diagnosticados e tratados mais cedo, aumentando as chances de sucesso.

Fonte: Francisco Rodrigo/Newsrondonia - Metrópoles

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