Segunda-Feira, 04 de Fevereiro de 2019 - 10:35 (Geral)

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MP DEU PRAZO PARA NOVA LICITAÇÃO À PREFEITURA, MAS A FROTA CIRCULA COM MENOS ÔNIBUS

A decisão teve o objetivo de fazer com que as partes entrassem num novo acordo, pondo fim à greve que já se arrastava por mais de uma semana.


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Porto Velho, RONDÔNIA - A Capital rondoniense ainda passa por uma fase difícil por causa da paralisação encetada por cobradores e motoristas de ônibus há mais de uma semana. Eles cruzaram os braços por causa de salários atrasados e descumprimento do último Acordo Coletivo de Trabalho pelo Consórcio SIM que opera o transporte coletivo.

No último final de semana, o patronato agora representado pela empresa Amazontur (de Macapá, no Estado do Amapá), por pressão do Ministério Público assumiu o Sistema Integrado Municipal (SIM) que dividia antes com a Empresa Ideal do Grupo ROVEMA, em Porto Velho.

A decisão teve o objetivo de fazer com que as partes entrassem num novo acordo, pondo fim à greve que já se arrastava por mais de uma semana. O movimento paredista dos ônibus urbanos causou o “trancamento do sistema deixando em casa ou fora do trabalho mais de 1, 2 milhões de usuários, informou um garagista neste domingo 3.

O retorno precário da frota nas linhas só veio depois de várias rodadas de negociações entre sindicato da categoria, patrões e Ministério Público Estadual logo após decisões tomadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região RO/AC – apesar da resistência do Consórcio SIM (Sistema Integrado Municipal) em convocar motoristas e cobradores para o trabalho.

A sexta-feira () foi tida como certa para o retorno imediato de toda a frota dos coletivos, menos 14 a 18 veículos levados da garagem-sede do Consórcio SIM pela Empresa Amazontur, “uma ameaça de desistência para operar o sistema ao menos um ano atrás”, revelou importante sindicalista que esteve à frente da coordenação da tentativa de negociação entre patrões, empregados e o prefeito da cidade.

Para cobradores e motoristas ouvidos pela reportagem, “o retorno definitivo de toda a frota, com a circulação dos ônibus a todas as linhas, sem contar as extintas pelas empresas antes da greve, “pode ser ainda uma grande incógnita”, atestaram rodoviários urbanos à porta das garagens.

Para dirigentes do Sindicato da categoria - mais à esquerda das afirmações feitas pelo patronato das empresas Ideal (Grupo Adélio Baroufald) Amazontur (que opera quatro linhas de ônibus na cidade de Macapá) - “o descumprimento do Acordo Coletivo que obriga o Consórcio SIM, pagar o salário na data, fornecer cesta de alimentos, o ticket alimento, refeição noturna e outros benefícios, fez com que os trabalhadores cruzassem os braços”.

Durante mais de uma semana, a população experimentou o dissabor do que é ficar sem ônibus para ir ao trabalho, deixar filhos na escola, fazer compras, participar de audiências ou mesmo atender as demandas domésticas. Nesse período, pontos de ônibus com paradas obrigatórias ficaram vazios e com os passageiros sem ao menos poder se deslocar de casa para cumprir compromissos no centro da cidade.

Apesar do termo subscrito entre o Município, as Empresas de Transporte Ideal e Amazontur, agora, sob a chancela do Ministério Público, em que obrigou a Prefeitura a abrir novo processo licitatório no prazo máximo de 30 dias, ainda assim, segundo dirigentes sindicais “o porto-velhense pode amanhecer, outras vezes, sem ônibus para sair de casa e chegar ao menos ao trabalho”.

Com a decisão tomada pelo Ministério Público, o Grupo Amazontur ficou o responsável pela gestão do Sistema Integrado Municipal (SIM) do qual também faz parte a Empresa Ideal com sede na Capital rondoniense. Segundo um interlocutor de uma das empresas, “esse foi sempre o sonho grupo de Macapá que, agora, terá que reintegrar 14 a 18 a ônibus subtraídos da frota ativa das linhas locais”.

Em caso dos motoristas e cobradores que retornaram ao trabalho sem salários pagos, há uma possível ameaça de outra vez os ônibus permanecerem retidos nas garagens, no futuro, é que não têm a certeza de que receberão os salários atrasados e os benefícios homologados no último Acordo Coletivo de Trabalho.

“Com as Vans descartadas, a Prefeitura pode autorizar a entrada de transporte complementar, vez que o prefeito, ao que parece, taxou os Compartilhados de piratas, abrindo, desse modo, a possibilidade de aplicativos operarem”, informaram parte de motoristas com assento na diretiva do Sindicato da categoria

 

 

 

 

 


Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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