Segunda-Feira, 12 de Novembro de 2018 - 20:28 (Colaboradores)

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MORTANDADE DE PEIXES NO GUAPORÉ: RIO SÃO MIGUEL COM SUSPEITA DE USO DE AGROTÓXICO

De acordo com usuários dos recursos hídricos e que se alimentam de peixes dos rios e afluentes do rio Guaporé, com a paralisação da pesca artesanal e do uso da água para beber e desempenhar atividades domésticas e complementares, o prejuízo é incalculável.


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No município de São Francisco do Guaporé, a 631 km de Porto Velho, capital do estado de Rondônia, uma mortandade de peixes deixou a população do Distrito de Porto Murtinho, no rio São Miguel, afluente do rio Guaporé, em verdadeira preocupação que, de acordo com moradores da região suspeitam de atividades incorretas de descartes de resíduos de agrotóxicos de produtores da região.

Estas informações foram amplamente veiculadas, através do Jornal Correio do Vale e através das redes sociais e no aplicativo do  WhatsApp - quando mostra a dimensão da mortandade de centenas de exemplares de peixes nobres da região mortos e revelam a preocupação e o desespero da população de usuários e de habitantes do Vale do Guaporé - que se alimentam de exemplares de peixes da ictiofauna da região e que têm a água como fonte de abastecimento para beber, preparar alimentos e para uso indireto, uma vez que esta contaminação põe em risco a saúde de toda a população.

De acordo com usuários dos recursos hídricos e que se alimentam de peixes dos rios e afluentes do rio Guaporé, com a paralisação da pesca artesanal e do uso da água para beber e desempenhar atividades domésticas e complementares, o prejuízo é incalculável e isto ocorre num momento de grandes dificuldades, sem exceção, para os pescadores ribeirinhos e para a população, em geral, que apela para o poder público para que encontrem uma solução para equacionar o grave problema.

Em contato com usuários da região, fomos informados de que ninguém na região tem certeza sobre as causas da mortandade de peixes e atribuem aos efeitos de agrotóxicos - utilizados provavelmente por pequenos e médios empresários que desenvolvem agricultura familiar e em nível empresarial.

Para tanto, estarei fazendo um esforço muito especial e privado para visitar ‘ao vivo e a cores a dimensão desta tragédia ambiental’ e neste feriadão estaremos visitando o rio São Miguel - não para pescar, a exemplo de algumas vezes anteriores, porém, para conhecer, dimensionar e coletar maiores informações para contribuir para a solução deste problema - que em nossa ótica se constitui como muito grave e que requer uma medida enérgica por parte do poder público que tem a obrigação de zelar pela qualidade de nosso meio ambiente para as presentes e futuras gerações.

HIPÓTESE Nº 01: Caso existam na área de drenagem da sub bacia hidrográfica do rio São Miguel, tributário do rio Guaporé, algum agricultor que desenvolva a monocultura da soja ou do milho, com certeza, este estará usando algum produto agrotóxico e o órgão ambiental competente deverá focar suas investigações para o uso indiscriminado ou manuseio indevido (lavagem) de vasilhames no leito do próprio manancial hídrico.

HIPÓTESE Nº 02: Caso existam na área de drenagemdabacia hidrográfica do rio São Miguel, tributário do rio Guaporé, alguma agroindústria, como por exemplos: laticínio; frigorífico; curtume de pele de animal; etc, é muito provável que de alguma forma estejam sendo despejados algum tipo de efluente, sem tratamento, diretamente no leito do próprio manancial, mencionado anteriormente;

HIPÓTESE Nº 03: Para se evitar especulações e hipóteses sem nenhuma comprovação científica, recomenda-se que o órgão ambiental monte uma equipe multidisciplinar para se deslocar e conhecer “in loco” onde ocorreu a mortandade de peixes - para se coletar e, posteriormente, estudar exemplares de peixes, arraias e aves que estão morrendo, constantemente, vítimas nesta mortandade de animais, sem precedentes na história do rio São Miguel e nos rios e tributários do Vale do Guaporé.

Somente após a realização das análises técnicas e científicas e as averiguações sobre as possíveis causas que levaram a tamanha mortandade de animais - o órgão competente terá um laudo técnico com as respostas que todos estão curiosos e preocupados para se descobrir e, somente a partir, daí, punir com os rigores da Lei o (s) culpado (os), caso se comprove uma possível negligência.

Na classificação para os pesticidas, depende da cultura e da praga que se pretende combater:

  • Bactericidas, são pesticidas utilizados no controle de bactérias nocivas ao plantio;
  • Inseticidas, no controle de insetos;
  • Herbicidas, no controle de ervas daninhas;
  • Fungicidas, no controle de fungos.

Tenham todos uma boa semana.

Antônio de Almeida Sobrinho é graduado em Engenharia de Pesca (UFC-CE); Pós-Graduação em Tecnologia do Pescado (Lato sensu) pela (FAO/UFRPE e MAPA); Pós-Graduação (Lato sensu) em Análise Ambiental na Amazônia Brasileira pela (UNIR/CREARO); Pós-Graduação (Lato sensu) em Metodologia do Ensino Superior – UCAM-MG (Conclusão) e tem Pós-Graduação (Stricto sensu), em nível de Mestrado, em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela (UNIR) e escreve semanalmente para os seguintes portais:

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BLOG ESPINHA NA GARGANTA.

Fonte: Antônio de Almeida Sobrinho - News Rondônia

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