Domingo, 09 de Junho de 2019 - 16:55 (Polícia)

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LADRÕES LEVAM CARRETA COM 30 TONELADAS DE CAFÉ; MOTORISTA PASSA 24 HORAS EM CATIVEIRO

Bandidos disseram que queriam roubar apenas o carregamento, avaliado em mais de R$ 200 mil


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VILHENA - Na manhã deste domingo, 09, o caminhoneiro  Luiz César de Lima de 55 anos, relatou o ocorrido quando estava na Unisp de Vilhena, onde registrou queixa do seqüestro do qual foi vítima, por volta das 19:00h de sexta-feira, 07.

Segundo Lima, ele vinha de Rolim de Moura, transportando 500 sacas de café, num total de 30 toneladas do produto, que seria entregue na cidade de Cantaduva (SP). A cerca de 40 km de Pimenta Bueno, o caminhoneiro percebeu que a carreta Scania 113 que dirigia estava “travando” na BR 364.

A vítima acredita que os bandidos tenham subido na carroceria, no momento em que ele havia reduzido a velocidade ao passar por um quebra-molas. Eles teriam dobrado a mangueira de ar, fazendo o caminhão parar.

Logo mais à frente, um homem que estava sobre o veículo, deu um tapa na porta e o rendeu, com a ajuda de um comparsa. O caminhoneiro foi trazido até o posto “Gaúcho Abandonado”, já perto de Vilhena. Ali, ele foi obrigado pelos marginais a enviar, para a empresa que monitorava a carreta, uma mensagem dizendo que o veículo havia apresentado defeito mecânico.

Com um lençol cobrindo sua cabeça, o motorista foi colocado em um carro e levado de volta em direção a Pimenta Bueno. Na altura da estrada que dá acesso à usina Rondon II, os seqüestradores entraram numa região de mato e um deles ficou no local, vigiando a vítima.

Somente ontem à noite (sábado, 08), o outro seqüestrador apareceu no cativeiro para buscar o comparsa. Ele orientou que a vítima permanecesse no mato por mais uma hora, enquanto ele e o colega fugiam. O bandido levou um churrasquinho para o seqüestrado, que estava sem comer há mais de 24 horas.

Depois que se sentiu seguro, ele caminhou até a rodovia e pegou carona com um caminhoneiro, que o trouxe até Vilhena. Ele revelou ao site que os bandidos chegaram a lhe tranqüilizar, dizendo: “Seu caminhão vai aparecer, nós só queremos a carga de café”. O produto transportado estava avaliado em mais de R$ 200 mil reais.

Fonte: Folha do Sul Online

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