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Quinta-Feira, 26 de Novembro de 2020

JORNALISTA DA CUT-SP VEM A RONDÔNIA LANÇAR LIVRO SOBRE MASSACRE DE CORUMBIARA

O autor acaba por isentar o PT pela sua relação com os órgãos oficiais de imprensa para qual trabalho: a CUT/SP através da Editora Gráfica Atitude.
Quarta-Feira, 09 de Setembro de 2015 - 21:07

O mês de setembro marca uma série de lançamentos em Vilhena, Colorado D’Oeste, Rolim de Moura, Ji-Paraná e Porto Velho do livroCorumbiara: Caso enterrado. De autoria do Jornalista João Peres, o livro trás à tona o debate acerca de um dos maiores conflitos agrários de nossa história, ocorrido há 20 anos na Fazenda Santa Elina.

O Cronograma de lançamento da obra inclui os municípios de Vilhena, Colorado D’Oeste, Rolim de Moura, Ji-Paraná e Porto Velho. O livro já foi lançado em São Paulo, em Osasco, na Igreja N. S. Aparecida, no dia 1º de maio deste ano. O evento, segundo a Editora Elefante, contou com a presença de autoridades e lideranças políticas do PT e da CUT/SP, Douglas Izzo, o deputado federal Valmir Prascidelli (PT-SP), a vereadora de Osasco, Mazé Favarão (PT) e o secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy. Osasco acolheu Claudemir Ramos em seu “exílio” e “clandestinidade”, apoiado pelo então deputado federal do PT, João Paulo Cunha.

O autor teve contato com o tema a partir de uma entrevista concedida por Claudemir Gilberto Ramos, um dos sem-terra condenados, à Rede Brasil Atual (RBA). João Peres já havia visitado Rondônia em 2010, trabalhando para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O jornalista João Peres ironiza os rondonienses, sobretudo os jornalistas e historiadores, ao afirmar na introdução do livro que “Rondônia tem pouca historiografia, e menos ainda jornalismo aprofundado”.

JORNALISTA ISENTA PT NO CASO DAS INDENIZAÇÕES ÀS VÍTIMAS

Segundo Peres, em seu livro à p. 114, o então candidato derrotado à presidência da República, Lula da Silva, afirmou que “é preciso ressarcir os prejuízos que aquelas pessoas tiveram”. Lula teve esta oportunidade quando da determinação da Corte de Direitos Humanos da OEA de cumprir o prometido. O jornalista cita o episódio e a recomendação daquela Corte, mas não faz qualquer referência ao jogo de “empurra-empurra” entre Governo do Estado e Governo Federal. Contudo, afirma em seu livro que quem responde perante a OEA é o Governo Federal. O fato é que nem Lula, nem Dilma resolveram os problemas dos vitimados no conflito, que continuam à mercê de entidades vinculadas ao PT, como a FETAGRO – Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Rondônia, central de sindicatos de trabalhadores rurais.

O autor acaba por isentar o PT pela sua relação com os órgãos oficiais de imprensa para qual trabalho: a CUT/SP através da Editora Gráfica Atitude. A Editora, de propriedade de Sindicatos Cutistas, recentemente foi denunciada por receber recursos de Vaccari Neto em desvio de recursos da Petrobrás.

Mesmo descartando que o jornalismo deve superar os que desejam que o “jornalismo seja mais que achincalhar ou defender um partido político”, João Peres tece durante toda a obra inúmeros elogios ao Partido dos Trabalhadores. O autor enaltece os feitos do governo Lula, ente os quais o incremento dado à Corumbiara com programas como “bolsa família” (p. 25), o “luz para todos” (p. 109 e 197) que segundo ele abriu a possibilidade de se comprar geladeira, televisão, etc. Também apresenta o ProUni (Programa de bolsas em faculdades privadas), como mais uma política de “favorecimento” do povo mais pobre (p. 198).

A crítica ao PMDB de Raupp e Confúcio Moura isenta o PT de Lula e Dilma. Contudo, todos os supostos antagonismos foram superados em nome da “governabilidade”, já que ambos os partidos são aliados no Planalto e em Rondônia. O ex-deputado do PT – hoje no PSB – Daniel Pereira atualmente é vice-governador de Confúcio Moura – PMDB. Se o PT em 1995 andava de mãos dadas com o PMDB em Rondônia, atualmente andam de mãos dadas no Governo Federal. A obra de João Peres não faz qualquer referência a ausência de uma política agrária do Governo Federal. De longe a obra deixa de ser imparcial, mesmo afirmando ser. 

Fonte - assessoria
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