Segunda-Feira, 01 de Junho de 2020 - 10:05 (Internacional)

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INVESTIGAÇÃO: CAIXAS-PRETAS DE AVIÃO QUE CAIU NO PAQUISTÃO CHEGAM À FRANÇA, ONDE SERÃO DECODIFICADAS

Hipótese mais forte sobre o motivo da queda da aeronave, até o momento, é a de que os dois motores foram danificados em uma primeira tentativa, fracassada, de pouso.


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Os investigadores da queda do avião no Paquistão na semana passada com duas caixas-pretas estão a caminho da França, onde serão analisados.

A aeronave caiu em uma área residencial quando tentava pousar na cidade de Karachi, de acordo com oficiais.

Um avião de testes da Airbus, que tem transportado carga por causa da crise do coronavírus, deve chegar nesta segunda-feira na França. A agência de acidentes aéros BEA vai analisar as caixas-pretas.

Os franceses estão envolvidos na investigação porque o avião que caiu, um A320, é fabricado pela Airbus. Decodificar as mensagens requer equipamento sofisticado, que os paquistaneses não têm.

O A320 da Pakistan International Airlines caiu na pista no dia 22 de maio. Morreram 97 pessoas, depois que os pilotos relataram que nenhum dos motores estava funcionando.

Dois passageiros sobreviveram. O local da queda está isolado.

Os analistas da BEA devem abrir as caixas-pretas na terça-feira e baixar os dados; um deles têm a gravação dos pilotos na cabine, e o outro, dados da aeronave.

É preciso ver qual é o estado físico dos chips que contém esses arquivos.

Os relatórios iniciais sugerem que os motores foram danificados na pista em uma primeira tentativa de pouso que deu errado --o avião entrou muito rápido e em uma posição muito íngreme na pista.

Os investigadores vão analisar os dados da cabina para tentar entender se os danos aos motores da primeira tentativa de pouso foram o motivo pelo qual eles foram cortados na segunda tentativa, o que deixou o avião incapaz de chegar ao perímetro do aeroporto.

Os especialistas avisam que é muito cedo para dizer qual foi a causa do acidente.

Em Karachi, as autoridades ainda estão identificando os corpos das vítimas.

Fonte: Reuters / G1

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