Segunda-Feira, 17 de Fevereiro de 2020 - 15:51 (Internacional)

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INFECÇÃO: MULHER CORTA A MÃO COM PAPELÃO E QUASE MORRE

Havaiana teve fasciíte necrosante, bactéria conhecida como "comedora de carne", que resultou em sepse


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A havaiana Heather Harbottle, 49 anos, estava organizando a mudança para nova casa, quando cortou a mão em uma caixa de papelão. A mulher teve dificuldade para dormir durante a noite e percebeu que o local do corte estava ficando vermelho e inchado.

No dia seguinte, ela não pôde ajudar na mudança: o inchaço tinha piorado, sentia febre e dor para movimentar o braço. Na outro dia, Heather decidiu ir ao hospital, que fica a duas horas e meia de sua casa.

O diagnóstico foi infecção por fasciíte necrosante, bactéria conhecida como “comedora de carne” que faz os tecidos morrerem, destruindo músculos, pele e gordura. O micro-organismo libera uma toxina e acaba interrompendo a corrente sanguínea na área onde se instala. Até 40% das pessoas infectadas morrem por causa dessa bactéria.

A infecção estava avançada quando ela conseguiu ajuda médica e já chegava na parte superior dos braços, indo em direção ao coração. Os rins de Heather estavam falhando e a havaiana também foi diagnosticada com sepse, quando o sistema imune ataca o corpo para se defender de uma infecção.

Ela ficou 65 dias internada no hospital. Além do tratamento com antibióticos, Heather teve a pele morta removida a cada três dias e, quando a área parou de se desintegrar, foi submetida a transplante de pele, mas sofreu um abcesso. A havaiana precisou passar por uma cirurgia reconstrutiva.

“A dor era quase insuportável. Eu estava tomando doses pesadas de narcóticos. Lutei com um advogado para ter anestesia geral, não estava dando conta”, lembrou, em entrevista ao Daily Mail. Ela passou por mais duas cirurgias até voltar para casa. Heather ainda faz fisioterapia para recuperar os movimentos da mão.

“Se não fosse a febre, eu não teria questionado o que estava acontecendo. Estou muito feliz por estar curada. A longo prazo, ficarei bastante atenta ao que poder acontecer, mesmo a partir de uma coisa tão pequena”, diz.

Fonte: Juliana Contaifer / Métropoles

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