Quinta-Feira, 02 de Abril de 2020 - 17:28 (Economia)

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IMPOSTO DE RENDA 2020: PRIMEIRA PARCELA PODERÁ SER COLOCADA EM DÉBITO AUTOMÁTICO ATÉ 10/6

A Receita Federal prorrogou de 10 de abril para 10 de junho o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2020


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A Receita Federal prorrogou de 10 de abril para 10 de junho o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2020 do contribuinte que tiver imposto a pagar e quiser colocar o pagamento da primeira parcela ou da parcela única em débito automático em conta corrente.

A alteração para o débito automático ocorreu após o anúncio da ampliação do prazo final de entrega da declaração, de 30 de abril para 30 de junho, devido à pandemia do novo coronavírus. Com isso, o vencimento da primeira parcela ou parcela única também foi postergado para 30 de junho.

O contribuinte que entregar a declaração entre 11 de junho e 30 de junho e quiser colocar o débito automático em conta, só conseguirá fazer o pagamento desta forma a partir da segunda parcela. Para pagar a primeira parcela será necessário emitir o Darf (documento de arrecadação fiscal) diretamente no programa e pagá-lo no banco até 30 de junho.

Quem já entregou declaração pode emitir Darf com nova data

Os contribuintes que têm imposto a pagar e já entregaram a declaração poderão emitir novamente o Darf (documento de arrecadação fiscal), alterando a data de pagamento de 30 de abril para 30 de junho, sem multa e juros. A Receita irá atualizar o programa de preenchimento da declaração do IR 2020 em breve para permitir a atualização das datas.

Para quem optou pelo débito automático em conta, a mudança de vencimento da primeira parcela ou parcela única de 30 de abril para 30 de junho será automática.

Cronograma da restituição ainda não foi alterado

A Receita ainda não definiu se irá alterar também as datas previstas para o pagamento da restituição do imposto. O primeiro lote está previsto para ser pago em 29 de maio, antes do fim do novo prazo da entrega da declaração, em 30 de junho.

Veja quem é obrigado a declarar

Se você se enquadrou em pelo menos uma das situações abaixo, durante 2019, é obrigado a entregar a declaração. Basta se encaixar em qualquer uma das situações, não precisa ser em todas. Todas as situações precisam ter acontecido em 2019, pois a declaração sempre se refere ao ano anterior.

- Recebeu mais de R$ 28.559,70 de renda tributável no ano (salário, aposentadoria ou aluguéis, por exemplo); ou

- Ganhou mais de R$ 40 mil isentos, não tributáveis ou tributados na fonte no ano (como indenização trabalhista ou rendimento de poupança); ou

- Teve ganho com a venda de bens (casa, por exemplo); ou

- Comprou ou vendeu ações na Bolsa; ou

- Recebeu mais de R$ 142.798,50 em atividade rural (agricultura, por exemplo) ou tem prejuízo rural a ser compensado no ano-calendário de 2019 ou nos próximos anos; ou

- Era dono de bens de mais de R$ 300 mil; ou

- Passou a morar no Brasil em qualquer mês de 2019 e ficou aqui até 31 de dezembro; ou

- Vendeu um imóvel e comprou outro num prazo de 180 dias, usando a isenção de IR no momento da venda.

Fonte: UOL

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