Quarta-Feira, 05 de Junho de 2019 - 16:22 (Saude)

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GRUPO SOS ATUA HÁ CINCO MESES COM MELHORIAS NO ATENDIMENTO E CONTENÇÃO DE LOTAÇÃO NO HOSPITAL JOÃO PAULO II

Com histórico de pacientes internados em garagens, sob o sol e a chuva, em cadeiras ou no chão dos corredores, o Grupo SOS João Paulo II foi criado em janeiro de 2019 com o objetivo principal de melhorar as condições de atendimento ao paciente


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Uma força tarefa do Governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), é a responsável por mudar a história do Hospital João Paulo II. A porta de entrada de urgências e emergências de todo o Estado conta com o Grupo SOS, que recebe os pacientes com diversas ações voltadas para a melhoria das condições de atendimento e redução da lotação.

Com histórico de pacientes internados em garagens, sob o sol e a chuva, em cadeiras ou no chão dos corredores, o Grupo SOS João Paulo II foi criado em janeiro de 2019 com o objetivo principal de melhorar as condições de atendimento ao paciente, diminuindo a superlotação, onde melhorou o fluxo de atendimento, que consiste em várias ações que otimizam o tempo de internação e liberação do paciente, além de melhores condições de trabalho aos servidores. Cerca de 30 profissionais do João Paulo II, Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro, Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) e administrativo da Sesau, entre eles enfermeiros, técnicos em enfermagem, médicos, fisioterapeutas e assistentes sociais, participam da força-tarefa.

Entre as estratégias criadas, o cidadão conta com a instalação do Ambulatório de Trauma Ortopedia (ATO) no Hospital de Base (HB), para atender pacientes do JPII com pequenos traumas. Anteriormente, como não há outra porta de urgência e emergência de ortopedia no Estado, o fluxo padrão pedia que o paciente entrasse no pronto socorro, e na detecção de necessidade de cirurgia, aguardasse para operar, porém, com a chegada de casos mais graves, o paciente com uma fratura mais simples precisava aguardar o atendimento, ficando exposto à infecção e ocupando um leito, o que contribuía para a superlotação do hospital.

Com a criação do ambulatório, o paciente com trauma de leve proporção inicia o atendimento no JP II e, após exames como a radiografia e confirmação de cirurgia ou outros procedimentos, é encaminhado ao ATO para ser atendido diretamente. No mesmo dia, se houver necessidade de cirurgia, o paciente é conduzido para o centro cirúrgico e liberado para casa. Com essa ação, cerca de 18 pacientes são retirados do JP II todos os dias, segundo estatísticas da Sesau.

Secretário de Saúde afirma que melhorias só são possíveis com sinergia para continuidade das ações.

Além das pequenas fraturas e outras lesões que não precisam de cirurgia, o ambulatório atende aos pacientes em acompanhamento pós-operatório. “Por muitos anos, os pacientes após cirurgia esperavam cerca de 30 dias para atendimento pós-operatório. Então, o ambulatório recebe unicamente os pacientes do João Paulo.” explicou o secretário de saúde, Fernando Máximo, sobre a contribuição com a redução de internações no hospital.

No fluxo de exames, a reorganização também foi essencial. Pacientes de outros municípios do Estado eram encaminhados à capital, Porto Velho, para atendimento no Hospital de Base, com entrada no JP II, em finais de semana e feriados, onde os ficavam internados sem necessidade no hospital, contribuindo com a superlotação. Com o Grupo SOS, o paciente sai da cidade regulado para atendimento direto no Hospital de Base e pode retornar no mesmo dia para sua casa.

Todas as ações em conjunto contribuem para a inexistência de lotação no Pronto Socorro João Paulo II, com reforço continuado de todos os profissionais envolvidos, essa grande força-tarefa resulta com evidência na melhoria da saúde pública do rondoniense.

Outra estratégia do Grupo SOS é a mudança de fluxo no atendimento inicial com pacientes em suspeita de tuberculose e meningite, que anteriormente passavam pelo JP II e, se confirmada a suspeita das doenças, seguiam para o Cemetron, Todos os pacientes suspeitos de meningite ou tuberculose agora seguem direto para o especialista e realizam todos os exames, sendo encaminhando ao João Paulo apenas aqueles que não confirmarem as suspeitas e estiverem com outros sintomas.

Assim, também, com os pacientes psiquiátricos, onde o fluxo de atendimento foi alterado. Para maior celeridade no atendimento do especialista no JP II, o paciente após avaliado e medicado, pode ser liberado para casa e, se preciso contenção, encaminhado para internação na psiquiatria do HB. Preconiza-se então, que os municípios mantenham o paciente em estado leve na unidade de origem e o destine pela manhã para o JPII, onde o atendimento inicia às 8h, observando que, em casos graves o paciente deve ser encaminhando imediatamente à capital. Estatisticamente, cinco pacientes psiquiátricos são retirados de internação desnecessária do hospital.

Mutirões de cirurgia em pacientes do Hospital João Paulo II acontecem semanalmente e fazem parte do Grupo SOS

Segundo o secretário de Saúde, ao assumir a nova gestão, pacientes estavam internados nas garagens, por isso o Grupo SOS, comprometido, atua para que essa situação jamais volte a acontecer, com trabalhado reforçado que impede a superlotação do hospital, apenas com organização de fluxos.

Rondônia já contava 70 leitos alugados no Hospital Santa Marcelina, 30 leitos de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) no Hospital Samar e 30 leitos de UTI da AME (Ambulatório Médico de Especialidades), destinados para pacientes do JPII. Uma nova medida foi tomada e dois hospitais privados reforçam o atendimento com médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas e medicamentos incluídos, participando dessa ação de redução de lotação e melhor qualidade nos atendimentos.

“Vamos aos hospitais no domingo, conversamos com os pacientes, entendendo cada situação. Nos emocionamos com os depoimentos de pacientes que estavam no chão ou na garagem tomando sol e chuva e estão em um lugar muito melhor”, declarou o secretário Fernando, alertando sobre a importância de continuidade de todas as ações, evitando complicações ao próprio paciente, como riscos de infecções.

Somando às estratégias do Grupo SOS, tem grande força a atuação do Serviço de Atendimento Médico Domiciliar (Samd), com equipes que passam nos hospitais de retaguarda e no João Paulo II todos os dias para saber qual paciente pode ficar em casa, reduzindo o número de lotação do hospital. Além de mutirões semanais de cirurgias e procedimentos que acontecem no Hospital de Base, com atendimentos aos pacientes do João Paulo II.

O Grupo SOS atua com recursos da Fonte 100, do Tesouro Estadual. E, por meio do Ministério da Saúde, recebeu a disponibilidade R$ 11,5 milhões para reforma e aquisição de equipamentos para o João Paulo II. O recurso encontra-se em fase de cadastramento para liberação do valor.

Segundo o gestor da Sesau, o Tribunal de Contas doou R$ 50 milhões para contribuir com a construção do novo hospital. “O governador Marcos Rocha abriu todas as portas para essas possibilidades, com redução de gastos, para melhorias na saúde pública. O apoio do governador foi fundamental e a equipe da Sesau e dos hospitais que vestiram a camisa, sem receber a mais por isso, querendo mudança, empenhados, com o objetivo de resolver a missão, traçando estratégias, acatando sugestões dos servidores, construindo as ideias”, finalizou o secretário.

Fonte: 015 - Secom - Governo de Rondônia

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