Quinta-Feira, 06 de Dezembro de 2018 - 10:50 (Direito do Consumidor)

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GASTOS SOB CONTROLE: VEJA DICAS DE ANALISTA DE FINANÇAS PARA ECONOMIZAR NAS COMPRAS DE FIM DE ANO

As dicas do analista são aparentemente simples e fáceis de serem aplicadas em todos os momentos do ano, e se resumem basicamente numa atitude: planejamento.


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Dezembro é lembrado como o mês mais festivo do ano e ocasião para celebrar as conquistas realizadas no decorrer do ano, mas junto com as celebrações, todos concordam, há um detalhe quase impossível de fugir: gastar. Mas há como controlar esses gastos, segundo Lucas Cúrcio, analista de Planejamento e Finanças da Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog).

As dicas do analista são aparentemente simples e fáceis de serem aplicadas em todos os momentos do ano, e se resumem basicamente numa atitude: planejamento. Do orçamento disponível e quanto poderá ser gasto esta época do ano e análise, se estes gastos não vão prejudicar planejamentos futuros. “É importante ter em mente os gastos pessoais permitidos no planejamento orçamentário da pessoa, a curto, médio e longo prazo, quais suas conquistas e objetivos. O princípio é o mesmo: a fonte de recursos e a melhor forma de gastar, porque as tentações são grandes essa época e oportunidade para gastar são muitas”, lembra.

Para economizar nos eventos de final do ano, uma das recomendações é fazer compras em promoção e pedir desconto. “Não tenha receio de pedir desconto, o comerciante deixa uma margem para negociação”, diz. Essa atitude, de acordo com ele, pode impactar positivamente a longo prazo. “Existe sinergia com as pequenas economias, o resultado é sempre positivo”, garante. Outra atitude que pode impactar positivamente nas finanças é conversar com as pessoas da família sobre o orçamento financeiro disponível. “O melhor é quando a família inteira é consciente e economiza”, destaca.

Além de negociar o desconto, outra dica citada por Lucas é comprar preferencialmente à vista. “O preço é sempre melhor para quem compra à vista, o crédito tem um preço embutido, além disso, oferece o risco de a pessoa comprometer um dinheiro que não tem certeza que terá”, lembra.

Outra orientação é fazer as compras de maneira antecipada, checar e confrontar os preços: “não tome nenhuma decisão sem pensar, o ideal não é comprar por impulso”, adverte.

Outra dica simples, mas que de acordo com Lucas Cúrcio faz toda a diferença no orçamento é nunca fazer compras com pressa ou com fome. E por falar no assunto, a recomendação para quem elabora ceia natalina e que pretende economizar com este item é substituir os produtos mais caros, por produtos similares ou regionais. “Desde que não comprometa a sensação, que é a felicidade e bem estar daquele momento”, lembra Lucas.

APOSTE NAS LISTAS

Para a compra de presentes, a dica é fazer a lista com os nomes e elencar os valores atribuídos a cada pessoa da lista, mas com critério. O assunto é tratado dessa maneira, porque segundo Lucas é difícil monetizar quanto representa cada presente na vida de quem presenteia, mas o importante é que a pessoa inclua os presentes, no recurso destinado para os gastos de final do ano.

Lucas define que que o dinheiro representa sensações na vidas das pessoas e são elas que definem o prazo para isso. “Não se economiza só por economizar, mas para que em algum momento esse dinheiro se torne uma sensação agradável”, atribui. Traduzindo seria mais ou menos como economizar todos os meses um certo valor – inclusive nas comemorações do fim de ano – e este recurso de crédito se tornar, por exemplo, na viagem dos sonhos.

O ideal, de acordo com o analista é que a economia diária se torne um hábito de vida, atitudes que a pessoa possa levar para a vida inteira. “Nunca poderemos julgar o mérito, ou seja, quanto a pessoa está gastando e sim, o valor, se ela realmente sabe o que está gastando”.

Ele utiliza a frase de Paulo Guedes: “A lição nós já sabemos de cor, só nos resta aprender” para lembrar que todos, temos algum conhecimento sobre economia, o que precisamos é adquirir um comportamento mais econômico e finaliza com um conselho, que por si faz qualquer pensar duas vezes antes de gastar aleatoriamente com as comemorações do fim de ano: “O fim não é o dinheiro em si e sim, o que ele proporciona, mas com bom senso: faça uma análise, se a aquisição que pretende não representa somente uma felicidade momentânea, se for, não comprometa seu orçamento como um todo, lembre-se dos compromissos futuros, que costumam chegar logo em seguida, no mês de janeiro, como os carnês de IPTU e IPVA, por exemplo, que sempre oferecem descontos no início do ano, se tiver um recurso reservado para isso, fica bem mais tranquilo”, racionaliza.

Fonte: 010 - SECOM/GOV-BR

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