Quinta-Feira, 30 de Maio de 2019 - 20:39 (Agricultura)

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ESCOLAS PÚBLICAS DEVEM COMPRAR ALIMENTOS SAUDÁVEIS DA AGRICULTURA FAMILIAR PARA MERENDA ESCOLAR

proposta é a de levar alimentos orgânicos à rede municipal de educação municipal com prioridade para o Ensino Infantil e Fundamental, na inserção desses produtos nos cardápios escolares, agregando melhor qualidade no aprendizado e da expectativa de vida dos alunos', ressaltaram.


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ZONA LESTE, Porto Velho – Os consultores João Lemes Soares e José Ricardo Costa, acreditados no eixo Porto Velho, Goiânia e Distrito Federal, sugeriram nessa quarta-feira (29), ao prefeito e ao governador deste Estado, respectivamente, Hildon Chaves e Marcos Rocha, que comprem mais alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar.

A medida, segundo eles, incrementaria o aumento da participação dos produtos da agricultura familiar no processo da merenda das crianças  e verdadeiramente, o fortalecimento das ações da economia solidária no campo entre sitiantes e chacareiros'. A proposta é a de levar alimentos orgânicos à  rede municipal de educação municipal com prioridade para o  Ensino Infantil e Fundamental, na inserção desses produtos nos cardápios escolares, agregando melhor qualidade no aprendizado e da expectativa de vida dos alunos', ressaltaram.

Eles informam, ainda, que apenas parte das escolas rondonienses prioriza a aquisição dos alimentos aos produtores locais e que ao menos 6Oº% do volume de compras ficam a critério dos diretores das escolas onde gastar o dinheiro – que é público.

João Roberto, por exemplo, defende a ideia de que todas as escolas públicas da rede municipal e estadual – mais o Instituto Federal de Educação (IFRO) – usem os recursos oficiais na aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar para a feitura da merenda e que 100% sejam usados com os produtores locais, sem a utilização das redes supermercadistas e conhecidos atravessadores com apoio de políticos intervenham nesse processo.

No contraponto, José Ricardo Costa, explica que o Município de Porto Velho pode fazer uso dos recursos recebidos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FUNDEB) ao menos em 30% em cima dos valores que complementa, 'uma vez que uma lei no âmbito federal já obriga a aplicação desse percentual que é repassado pelo Fundo'.

A ideia, segundo gestores de escolas mais afastadas da cidade, é que as aquisições de alimentos sejam feitas aos agricultores locais do meio sitiante e chacareiro, vez que 'os recursos do Governo Federal não são suficientes para garantir todas as demandas e acaba que os municípios brasileiros têm que buscarem alternativas'.

Ambos os consultores são favoráveis a que o Município, o Estado e, especialmente os Institutos Federais de Educação, com a aquisição dos alimentos aos produtores locais, do ponto de vista social, ambiental e econômico, devam fomentar programas de geração de renda no campo verdade, pois, com essa mudança de hábito, 'acabarão com as grandes empresas de intermediários dentro desse rico mercado e que os pequenos agricultores familiares, realmente, sejam os atores do processo', arremataram João Lemes Soares e José Ricardo Costa.

Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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