Quinta-Feira, 28 de Maio de 2020 - 14:27 (Colaboradores)

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EMPREENDEDORA DA COSTURA FOCA NOVOS NEGÓCIOS COM MÁSCARAS ESTILIZADAS

Além de comercializar, Isiara Silva do Ateliê Zizi Modas doa peças em projetos sociais.


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A célebre frase da famosa estilista francesa Coco Chanel ilustra o momento vivenciado pela empreendedora da costura Isiara Silva dos Santos, cujo ateliê Zizi Modas funciona na avenida Carlos Gomes subesquina com José de Alencar, no centro de  Porto Velho.

Habituada a assinar modelitos de vestidos de festa, roupas casuais, moda praia e conserto de peças do vestuário, a costureira deparou-se bruscamente confeccionando um adereço que vai na contramão do glamoroso universo fashion, o que lhe faz torcer a cada dia para que essa tendência passe logo, e assim possa permanecer, com sua missão em deixar  os seus clientes  produzidos  em alto estilo. E de alto astral.

“De início, não foi boa aceitação. Recebi muitos xingamentos. Palavras que derrubam qualquer Pessoa” diz ela sobre as pedras que lhe foram jogadas nas redes sociais por internautas revoltados com a onda de aumento abusivo nos preços de máscaras e de álcool em gel nos estabelecimentos comerciais.

Com a recomendação das autoridades de saúde de que máscaras caseiras feitas de tecido poderiam frear o avanço da pandemia, a empreendedora seguiu mais entusiasmada na nova linha de produção, que só adotou porque precisava garantir a alimentação dos dois filhos, pois, em tempo de isolamento social investir no look seria uma das últimas preocupações da sociedade.

O negócio deu tão certo que hoje  fabrica mais de duzentas unidades por dia, inclusive recebeu encomenda de algumas empresas. “Criei o modelo com barbatana que oferece conforto e segurança e máscaras de acetato artesanal”.

Mesmo com a experiência de 29 anos na arte de costurar, a paraibana de João Pessoa que num momento de crise está construindo sua casa confeccionando máscaras, aponta outra causa para a lucratividade, além da habilidade profissional: fé em Deus e amor ao próximo.

“Faço parte da União dos Escoteiros do Brasil”, orgulha – se, ressaltando que atualmente é diretora financeira da Região Escoteira de Rondônia. Em Junho, ela  completa 31 anos de movimento escoteiro.

Trata – se de um movimento juvenil mundial, educacional, voluntariado e apartidário e sem fins lucrativos criado na Inglaterra por Robert Estepheson Smith Baden Powell que existe até hoje espalhado pelo mundo e no Brasil há mais de 100 anos.

Seguindo esse lema, a empresária comercializa os equipamentos de segurança pessoal por um valor acessível para que todos tenham a oportunidade de se prevenir e faz doação de máscaras participando de ações sociais, a exemplo dos projetos Costuras de Amor e Abrace.

Questionada como se despertou para o ofício de costurar,  ela viaja no tempo com ar de felicidade. “Ainda criança, fui atraída pelo som do motor da máquina da minha avó que costurava, além do filme E o Vento Levou, onde a Scarlett O'Hara pegava cortinas de casa e fazia seus próprios vestidos. Aquilo me deixou encantada”, recorda Isiara, torcendo para  que  o vento leve para bem longe a tristeza provocada pelo novo coronavírus.

Fonte: João Albuquerque/NewsRondônia

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