Quinta-Feira, 07 de Março de 2019 - 08:00 (Colaboradores)

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COZINHEIRA MORTA EM ACIDENTE COM DRAGA ERA NATURAL DE NOVA MAMORÉ

A justificativa é a mesma já apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), a de que ‘há usurpação de bens da União por conta das atividades garimpeiras’.


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Porto Velho, Ilhas Brasileiras – Palco de extração de areia e ouro, com ocorrências de tragédias ainda não divulgadas pelas autoridades, na segunda-feira 4, na localidade de Penha, região de garimpo do Belmont, mais uma draga afundou causando a morte de uma cozinheira.

O equipamento fundeado, segundo testemunhas informaram ao NEWSRONDÔNIA, ao que parece se deslocava de um ponto de extração para a operação de despescagem (retirada artesanal do ouro do carpete e queimá-lo para venda) no meio da noite e, provavelmente, teria batido em um rochedo submerso.

Em sem segunda versão, ainda não confirmada pelas autoridades, à draga viria apresentando vazamentos e ultimamente não havia passado por serviços de reparos nos diques flutuantes improvisados que atendem donos de equipamentos que venderiam do combustível ao azougue (mercúrio branco).

Esse caso, soma-se a outros não investigados pelas autoridades em que vidas são perdidas da APA Rio Madeira ao Distrito de Calama, zonas de garimpagem que deveriam ser controladas 24 horas pelas autoridades da Marinha, Ibama, Sedam, Semma, DNPM, Batalhão Ambiental, ICM-Bio e do Ministério do Trabalho.

A morte da cozinheira, Juliete Silva, 28, natural da cidade de Nova Mamoré – só a pouco teve a identidade revelada - ‘aponta quão frágil é a fiscalização o uso indiscriminado de máquinas, equipamentos e a manipulação de metais pesados nas operações (legais e ilegais) de minérios na Amazônia Ocidental Brasileira, denuncia ex-pesquisador do Serviço Geológico do Brasil –antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, CPRM.     

Avaliação preliminar feita por diretores atuais da Cooperativa de Garimpeiros, Mineração e Agro-florestal (MINACOOP), ‘grande parte das dragas já apreendidas em operações e atividades consideradas ilegais, ainda fora dos padrões imposto pela legislação, podem estar operando, violando as exigências’, atestam dirigentes da entidade.

O equipamento fundeado na localidade da Penha, segundo essas fontes, ‘não é cadastrado na MINACOOP, muito menos o proprietário e os trabalhadores são cooperados da entidade’, disseram garimpeiros que atuam nas Ilhas Brasileiras e ao longo dos vãos elevados da ponte do Rio Madeira.

Na Capital, a morte inesperada da cozinheira oriunda do município de Nova Mamoré durante a ocorrência da draga que foi a pique (fundeada) na localidade da Penha, na noite da segunda 4, suscitou a busca por intervenção, outra vez, nos garimpos a jusante e a montante do Alto e Baixo Rio Madeira.

A justificativa é a mesma já apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), a de que ‘há usurpação de bens da União por conta das atividades garimpeiras’, diz o consultor José Carlos da Silva, que opera com perícia ambiental em casos de desastres fluviais e marítimos na Amazônia e países latinos, como a Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela e Guianas (Holandesa, Francesa e Inglesa).     

Por conta dessas assertivas, a Justiça Federal, por conta dos relatórios apresentados pela Polícia Federal, exibe no seu de editais e demonstradores de audiências, ‘um sem número de garimpeiros e dragueiros denunciados por atividade ilegais em garimpos (legalizados e ilegais de Rondônia) e que ainda se encontram em local incerto e não sabido pela Polícia e Justiça Federal’.

Como a cozinheira morta no acidente da draga da Penha, a maioria dos trabalhadores garimpeiros não são registrados no Ministério do Trabalho (MT-E) pelos donos dos equipamentos que operam, igualmente, sem qualquer proteção, mesmo lidando com metais pesados (Mercúrio e outros tipos de ácidos e em desuso são lançados nos rios, córregos e em santuários fluviais).       

Segundo José Carlos relatou ao NEWSRONDÔNIA, a baixa escolaridade somada ao que se diz nos garimpos que ‘lá é terra sem em lei’, ‘faroeste’ e ‘terra de ninguém’, o garimpeiro, geralmente, não cumpre mesmo quaisquer regras que lhes são impostas. ‘Trata-se de uma visão calçada, sobretudo do que vê quanto à impunidade aos bandidos do alto escalão, denunciados, julgados e não presos no  País’, arrematou José Carlos.

Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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