Segunda-Feira, 17 de Junho de 2019 - 14:53 (Geral)

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CONHEÇA AS MEDIDAS DA OMS PARA ENVELHECER COM SAÚDE E INDEPENDÊNCIA

Órgão lista estratégias para o bem-estar e autonomia na terceira idade. No Brasil, seremos 57 milhões de idosos até 2042.


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No Brasil, a expectativa de vida deu um salto de 25,4 anos: vivíamos, em média, até os 48 anos em 1960, passando a alcançar os 73,4 anos em 2010, segundo o IBGE.

Em relação aos nascidos em 2019, a expectativa de vida para as mulheres chega aos 80 anos, e aos 73 anos para os homens. Assim, até 2042, seremos 57 milhões de idosos (pessoas acima dos 60 anos), ou 24,5% da população brasileira.

O envelhecimento da população é uma ocorrência global. Em resposta aos muitos desafios para garantias da qualidade dessa população, a Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um profundo e importante Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Além de combater a discriminação etária, também conhecida como idadismo, o documento traz importantes métricas, abordagens analíticas e medidas estratégicas para a criação e manutenção de quadros de saúde pública que proporcionem o envelhecimento com qualidade de vida, como os custos estimados para os sistemas de saúde e análise da capacidade funcional ao longo da vida.

A médica brasileira Islene Araújo de Carvalho, da OMS, anunciou durante o Congresso Internacional de Osteoporose e Doenças Osteometabólicas (Polônia, 2018) as seis medidas do órgão internacional para que a população idosa preserve sua capacidade intrínseca, ou seu bem-estar e autonomia através de um conjunto de habilidades mentais e físicas.

As ações foram elaboradas para uma meta importante: diminuir em 15 milhões o número de idosos dependentes até 2025. Conheça a lista.

1 - Melhorar a função musculoesquelética, a mobilidade e a vitalidade

Para isso, é necessário que o idoso tenha acesso a uma rotina de exercícios físicos supervisionados e uma alimentação balanceada, ou em casos necessários, suplementação de nutrientes.

Para que as medidas tenham sucesso, é fundamental o acompanhamento de especialistas da área da saúde, como o nutricionista e o geriatra. Caso haja problemas de mobilidade, a fisioterapia domiciliar ajuda na recuperação dos movimentos.

2 - Manter a capacidade de enxergar e ouvir direito

Apesar de o envelhecimento natural do corpo afetar essas funções básicas, é possível evitar a degeneração precoce da audição e da visão. Manter os níveis de açúcar no sangue equilibrados evitam a retinopatia diabética (cegueira).

Evitar exposição excessiva a ruídos altos infecções e consultar o otorrinolaringologista preventivamente ajudam a manter o bom funcionamento do sistema auditivo.

3 -  Evitar quedas

Fraturas de quadril e fêmur são algumas das principais causas da imobilidade e perda da independência dos idosos, principalmente diante da osteoporose.

Além de tomar certos cuidados na rotina, a adaptação da casa, com corrimãos, pisos antiderrapantes e barras de sustentação nos banheiros ajudam a prevenir acidentes e quedas.

4 - Cuidar de problemas relacionados à idade, como a incontinência urinária

Além de gerar desconforto e, por muitas vezes, isolar o idoso em casa, abalando sua autoestima e saúde psicológica, a incontinência urinária pode causar acidentes domésticos, quando há pressa para se chegar ao banheiro.

5 -  Prevenir déficits cognitivos (ou demências) e promover o bem-estar psicológico

Perda de memória, melancolia e isolamento não deveriam ser fatores comumente associados à velhice. A saúde mental é fundamental para a manutenção da saúde física. O idoso e seus familiares devem estar atentos a esses sintomas e procurar um médico para diagnóstico e terapia mais indicada.

6 - Dar apoio aos cuidadores

De acordo com o Ministério do Trabalho, a profissão que mais cresceu em 2018 foi a de cuidador de idoso. recentemente, o senado aprovou o projeto de lei que regulamenta as exigências mínimas e o perfil de trabalho dos acompanhantes. Apoiar e capacitar os cuidadores um passo fundamental para  fortalecer a saúde dos idosos.

Fonte: Assessoria

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