Terça-Feira, 19 de Fevereiro de 2019 - 20:52 (Colaboradores)

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COM AMEAÇA DE NOVA GREVE, MOTORISTAS E COBRADORES AINDA AMARGAM O DISSABOR NOS SALÁRIOS ATRASADOS

Nas negociações passadas, o Consórcio SIM convocou os trabalhadores para volta ao trabalho, porém, “os salários ainda não foram atualizados, plenamente”.


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Porto Velho, RONDÔNIA – Sem obterem qualquer avanço nas negociações e com as conversas na mesma posição de antes da última paralisação, motoristas e cobradores não descartam novo movimento paredista da categoria.

A informação partiu nessa terça-feira 19 de um grupo de trabalhadores que ainda espera receber indenizações das antigas empresas em que trabalhavam (Rio Madeira e Três Marias) cuja decisão ainda não foi cumprida pelo patronato diante do último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT-2013-15) nos pós-falências dessas empresas.

Segundo esses interlocutores, “nossa vontade mão é parar o sistema, mas que as autoridades deixem de recomendarem punibilidade à categoria, deixando de fora o cumprimento dos acordos por parte das empresas”. Nas negociações passadas, o Consórcio SIM convocou os trabalhadores para volta ao trabalho, porém, “os salários ainda não foram atualizados, plenamente”.

Aos juízes do Tribunal Regional do Trabalho (14ª Região RO/AC), um dos sócios teria afirmado que “não existiria mais condições de continuar operando no atual sistema sem reajuste da tarifas para até R$ 4,50 e a estudantil R$ 2,90”.

- Se eles exigem o aumento das tarifas para azeitar as finanças das empresas, como fica a situação dos trabalhadores com o descumprimento dos Acordos Coletivos de Trabalho?, indagaram eles.

Com a suposta falência do sistema que opera as linhas de ônibus nessa Capital e com o iminente fim do funcionamento das empresas IDEAL e AMAZONTUR (essa com matriz na cidade de Macapá), como no caso da falência da Rio Madeira e Três Marias, os trabalhadores à estaca zero nas mesas dos tribunais, ressaltaram.

“Uma nova paralisação de motoristas e cobradores não está descartada”, confidenciou um agente da Diretiva do Sindicato da categoria na ante-sala do gabinete do vereador Márcio do SITETUPERON no início da semana. Segundo o interlocutor, “se estão falindo, por que o TRT e MPT não promovem auditorias profundas nas planilhas do Consórcio e da SEMTRAN, completaram.

Apesar do bloqueio de R$ 3 milhões das empresas por uma questão de previdência das autoridades, “o pior está sendo a ferocidade e voracidade da atual gestora do Consórcio em exigir R$ 4,5 milhões para continuar no sistema”, enfatizaram os trabalhadores ouvidos, nessa terça 19.

De acordo com eles, “essa dinheirama toda daria para amenizar as questões básicas para garantir a sobrevivência dos trabalhadores no tocante à cesta de alimentos, ticket alimentos, alimentação noturna e a parte dos salários atrasados”, assinalaram as fontes.

Caso a atual operadora do Sistema Integrado Municipal (SIM), a Empresa de Transporte AMAZONTUR – que cobre quatro linhas na cidade de Macapá – ao alegar falência, “será a quarta empresa a fechar as portas desde 2014 em Porto Velho”, registra o histórico das mesas de negociações nos tribunais e do Ministério do Trabalho e Emprego (MT-E).

Caso essa ameaça se concretize, sem que o município não chame para si a solução cabível ao caos no sistema municipal de transporte, cerca de 1.200 funcionários, entre motoristas, cobradores, lavadores, mecânicos e pessoal administrativo ficarão desempregados e postos no olho da rua à mercê da decisão dos tribunais, aduziram as mesmas fontes.

Para que o sistema não entre em colapso de vez, a partir das novas ameaças de greve, motoristas e cobradores voltaram a cobrar a atualização dos salários atrasados, cesta básica, vale refeição, alimentação noturna e aumento salarial acima do teto da inflação. Além disso, os funcionários reivindicam o pagamento das férias.    

No início do mês, os funcionários das empresas IDEAL e AMAZONTUR já tinham feito uma paralisação cruzando os braços contra os atrasos de salários. Por um longo período, desde que o CONSÓRCIO SIM assumiu o sistema da rede municipal de transporte, os trabalhadores os rodoviários urbanos, fizeram várias paralisações de alerta sobre a situação, mas, ainda assim, não houve o cumprimento dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT).

Fonte: Xico Nery - News Rondônia

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