Terça-Feira, 19 de Novembro de 2019 - 09:19 (Geral)

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COM RECUPERAÇÃO LENTA DA ECONOMIA, GOVERNO TRABALHA PARA APROVAR PACOTE DE MEDIDAS DE ESTÍMULO AO EMPREGO

Apesar da leve queda, índice de desemprego ainda é um dos mais altos da história, travando a capacidade de consumo das famílias brasileiras.


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Por agência emarket

Principal desafio do primeiro ano do governo Jair Bolsonaro, o combate ao desemprego, apesar de ativo, teve poucos avanços em 2019. A lentidão da recuperação do emprego tem atrasado o crescimento da economia no país.No último trimestre, a taxa caiu para 11,8%, ainda muito próxima do 11,9% do mesmo período do ano anterior. Para o IBGE, fornecedor desses números, o desemprego ficou estável no recorte apresentado. Foi a menor queda no desemprego desde novembro de 2017, quando o número de pessoas sem trabalho ainda estava crescendo.

O final do ano é uma época em que o mercado de trabalho se reaquece naturalmente, com os preparativos para as datas comemorativas e oportunidades temporárias, especialmente no comércio. Isso pode ajudar 2019 a fechar com números mais animadores. Porém, a taxa de desemprego variou pouco também se compararmos com o segundo trimestre de 2019: apenas 0,2 ponto de recuo. O número frustra analistas, já que as projeções apontavam para um recuo maior, para 11,6%. O Brasil ainda tem estimativamente 12,5 milhões de desempregados.

Isso afeta diretamente o crescimento da economia, já que um de seus principais pilares é o consumo das famílias. Sem renda, os cidadãos tendem a perder o acesso ao crédito, o que também prejudica a engrenagem econômica do país. Para tal, opções tem surgido recentemente, como o empréstimo para negativado autônomo, que contempla os milhões que, se não têm emprego, vivem na informalidade.

Essa categoria de trabalhotem batido recordes. O número de trabalhadores sem carteira assinada chegou a 11,8 milhões no último período analisado. Já os que trabalham por conta própria são 24,4 milhões.Este número é inédito na história do trabalho no país. Somente no último ano, cerca de um milhão de brasileiros deram seu jeito de obter renda sem um vínculo formal.

Apesar disso, analistas têm visto o futuro brasileiro de médio prazo com otimismo, mesmo que moderado. O Bank ofAmerica Merrill Lynch (BofA) apontou, por meio de um relatório divulgado recentemente,que apesar de tímidos, os sinais de recuperação da economia brasileira já são notáveis. Os analistasda instituição americanapassaram a enxergar alguns indícios de uma recuperação sólida da atividade econômica, com o inesperado crescimento de 0,4% do PIB no segundo trimestre, em comparação como início do ano.O progresso na agenda de reformas no parlamento brasileiro também contribuiu diretamente para a melhoria dos níveis de confiança de investidores estrangeiros.

Espera-se ainda um impulsionamento do consumo interno, guiado por taxas de juros acessíveis, melhores condições de crédito, mais confiança dos brasileiros no futuro próximo e a esperada queda gradual do desemprego. A dinâmica benigna da inflação deve manter o poder de compra dos salários relativamente alto, o que também vai favorecer o consumo das famílias.

Reformas animam o mercado

Talvez o principal fato gerador de otimismo no mercado atualmente, a reforma da Previdência foi finalmente promulgada em novembro. Depois de uma tramitação difícil pela Câmara, o texto seguiu para o Senado e foi aprovado sem mais desidratações. Com a economia conseguida pelo governo, os investidores estrangeiros têm mais segurança na hora de direcionar recursos para o Brasil. No entanto, analistas do Banco Central veem que, para o crescimento da economia do país ser sólido, é preciso que as reformas tenham continuidade.

A reforma trabalhista promovida pelo governo Temer teve poucos efeitos práticos na vida brasileira. Os esforços do governo atual agora se voltam para a negociação de uma reforma tributária e, posteriormente, uma reforma política. Junto a isso, a área econômica liderada pelo ministro Paulo Guedes encaminhou ao congresso, pelas mãos do próprio presidente Jair Bolsonaro, uma proposta que visa flexibilizar ainda mais as regras trabalhistas.

Carteira verde e amarela é vista como uma segunda fase da reforma trabalhista

Carteira de Trabalho Verde e Amarela é a nova aposta do governo para incentivar a geração de empregos no país. O programa foi criado para estimular contratações de jovens e pessoas acima de 55 anos e espera-se que ajude a criar cerca de 4 milhões de empregos em um período de três anos. A proposta visa reduzir o custo das empresas nas contratações de jovens de 18 a 29 anos em busca do primeiro emprego e de pessoas acima de 55 anos ou que estejam fora do mercado de trabalho há pelo menos dois anos.

Essas pessoas poderão ser admitidas com remuneração de até 1,5 salário mínimo, o equivalente hoje a R$ 1.497,00. O limite da faixa salarial para o programapretende impedir que os benefícios sejam destinados a contratações de profissionais com maior qualificação e que estão ativos no mercado de trabalho. A equipe econômica do ministro Paulo Guedes também quer evitar a precarização das relações de trabalho para quem já está num regime de CLT.

A Carteira Verde e Amarela livra as empresas de pagar a contribuição patronal para o INSS (de 20% sobre a folha) e as alíquotas do Sistema S, do salário-educação e do Incra. Para as empresas que aderirem, a contribuição para o FGTS será de 2%, versus os 8% dos atuais contratos de trabalho. O valor da multa será de 20% sobre o saldo em caso de demissão sem justa causa.A estimativa é que, com essas medidas, o custo das contratações sob o programa ficará 32% menor do que é hoje.

Fontes:

IBGE
Bank ofAmerica Merrill Lynch
Exame
News Rondônia

Fonte: News Rondônia

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