Domingo, 26 de Abril de 2020 - 15:47 (Coronavírus)

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COM MEDO DO CORONAVÍRUS, INDÍGENAS FECHAM NOVE ALDEIAS E ACAMPAM NA FLORESTA

Atualmente 682 indígenas habitam nessas aldeias, e todos receberam os avisos e estão cientes da responsabilidade de cada um.


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RECADO DO LIDER KAXARARI ARI KAXARARI: "Está proibido a entrada de pessoas dentro das comunidades indigenas e também a circulação dos próprios indígenas na cidade, não sendo proibido literalmente de ele sair, mas só pode vir uma pessoa por família, mas do que isso, NÃO PODE!"

Segundo o líder Ari kaxarari, a própria polícia está tocando os povos indígenas em números maiores nos mercados, porta de bancos e mesmo circulando na ruas do Distrito de Extrema.

Ele avisa ainda que "quem tentar entrar nas aldeias Pedreiras, Pachiúba, Kawapú, Thiacobí, Barrinha, Central, Aldeia nova, Buriti e Marmelinho estão com os portões fechados e se alguém de fora que tentar entrar nas comunidades indígenas citadas, podem sofrer uma penalidade e até ser preso e processado, e que esse aviso vale também para amigos e parentes."

Atualmente 682 indigenas habitam nessas aldeias, e todos receberam os avisos e estão cientes da responsabilidade de cada um.

Ari Kaxarari, que é Conselheiro Distrital do povo Kaxarari e Presidente do Conselho Distrital do Dsei Alto Rio Purus onde responde por parte do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia informou a nossa reportagem que logo no inicio da pandemia do novo coronavírus, esteve dentro das aldeias junto ao cacique Zezinho kaxarari e com a Enfermeira Crislaine, fazendo palestra de concientização dos povos indigenas.

No entanto, segundo Ari, logo apos essa visita, indigenas da comunidade Kauapú resolveram sair da aldeia e foram acampar no meio da floresta, cerca de 2h40 (duas horas e quarenta minutos) de seus locais de origem, já que eles acharam que essa era a única maneira de se protejer contra o vírus.


Caso confirmado em Extrema assusta indígenas

Uma semana depois eles voltaram, e no dia seguinte se depararam com a noticia da confirmação do primeiro caso em Extrema, e foi então que decidiram trancar o portão e impedir a entrada e saída de pessoas. E quando alguém sair da Aldeia que passar dois a três dias é por direito de ficar Durante 14 dias em quarentena sem poder sair para nenhum lugar.

"É os cuidados que nós estamos tendo e a melhor coisa é obedecer as normas e as recomendação do Ministério da Saúde, junto nós podemos ser mais fortes, e juntos nós podemos vencer o coronavírus, nós dos povos indígenas kaxarari e outros que faz parte da Nação Indígena brasileira, nós temos uma grande oportunidade de nós não ser infectado pelo coronavirus," finalizou Ari Kaxarari.

Fonte: News Rondônia

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