Quarta-Feira, 26 de Fevereiro de 2020 - 14:27 (Economia)

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COM CRISE DO CORONAVÍRUS, DÓLAR VAI A R$ 4,44; IBOVESPA CAI 5,40%

Mercado ainda aguarda efeitos da crise institucional aberta com apoio de Bolsonaro a protestos anti-STF e Congresso


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O dólar começou o pregão desta quarta-feira (26/02/2020) cotado a R$ 4,4120, em meio a ajustes pós Carnaval, quando os ativos internacionais computaram perdas fortes devido à disseminação do coronavírus fora da China.

A moeda norte-americana atingiu R$ 4,4245 e, às 13h15, tinha alta de 0,66%, cotada a R$ 4,4215. Logo depois, chegou a R$ 4,4475, alcançando o recorde da cotação nominal no país.

O Banco Central (BC) anunciou leilão das 13h30 às 13h40 de até 10 mil contratos de swap cambial, em um total de US$ 500 milhões.

O resultado será divulgado até as 13h50 desta quarta e a data de início dos contratos é 27 de fevereiro. O BC distribuiu a oferta em três vencimentos: 3 de agosto de 2020, 1º de outubro de 2020 e 1º de dezembro de 2020.

Ibovespa

O Ibovespa abriu a tarde desta quarta-feira com uma queda de 4,81%, segundo registro feito às 13h17. Na última sexta-feira (21/02/2020), a bolsa brasileira fechou em 113,6 mil pontos e abriu nesta quarta, devido ao feriado, com 108,3 mil pontos.

Às 14h06, o índice cedia 5,40%, caindo aos 107.537,33 pontos.

A expectativa é de uma abertura em forte queda do principal índice à vista da B3, se ajustando às perdas na faixa em torno de 6% dos mercados acionários norte-americanos entre segunda e terça-feira.

O economista e assessor de investimentos da G2W, Vitor Hugo Fonseca, avalia que a queda na bolsa brasileira era esperada pelo mercado, pois estava fechada desde a última sexta-feira. “Era uma visão esperada. A bolsa caiu muito forte lá fora. O coronavírus chegou forte na Itália, e o primeiro caso foi confirmado no Brasil”, explica.

O especialista destacou que a atitude do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao compartilhar ato a favor do governo federal, não teve tanto efeito até o momento. “Hoje, o impacto maior é o coronavírus”, complementa. 

Fonte: Tácio Lorran / Métropoles

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