Quarta-Feira, 04 de Setembro de 2019 - 11:42 (Colaboradores)

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COLUNA DO SIMPI: RESCISÃO CONSENSUAL GARANTE SAQUE DE PARTE DO FGTS

Essa norma veio para regulamentar uma prática que era feito de forma ilegal, sem regulamentação.


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Comunicação nos novos tempos*

Face à nova realidade econômica, as empresas atualmente vivem um grande desafio: como conseguir se comunicar melhor com seus clientes, fornecedores e a sociedade como um todo. Segundo o publicitário Sérgio Lima, CEO da agência S8 WOW, a principal mudança que ocorreu foi na jornada da comunicação. “Antigamente, falávamos com o consumidor através da TV, do rádio, de jornais impressos e da revista, ou seja, as mídias tradicionais. Hoje, a comunicação se faz através do celular e outras mídias como, por exemplo, os pontos de ônibus, elevadores e outras que, de alguma forma, interagem com o consumidor”, diz ele, explicando que essa nova forma de abordagem está obrigando o mercado a se esforçar muito para mudar, e rapidamente. “Hoje, a comunicação tem que ser interativa e, atualmente, as redes sociais são a principal influência na decisão de compra. Então, são novas métricas, porque a nova tecnologia, com a internet e os meios digitais, traz resultados no exato momento em que se está veiculando a campanha, o que demanda uma mudança na forma de comunicação para se adequar conforme os resultados obtidos, o que força as agências a se adaptarem às tecnologias digitais”, complementa ele.


Sérgio Lima - publicitário

Entrevistado pelo programa de TV do SIMPI “A Hora e a Vez da Pequena Empresa”, o especialista afirma que um outro trabalho essencial das agências é a realização de pesquisas. “Realizadas pelas redes sociais ou através de mecanismos da própria internet, esses levantamentos permitem obter resultados mais assertivos, ajudando na tomada de decisão”, diz Lima. “Por isso, é preciso encontrar o público-alvo na mídia certa e conversar com ele da maneira correta, com um conteúdo adequado, senão as ações de marketing não terãoos resultados esperados”, alerta o publicitário.

Por fim, Sérgio Lima explica que, com o advento das tecnologias digitais, a comunicação ficou mais eficiente edemocrática, permitindo não só as grandes marcas anunciarem, mas as pequenas também. “Desde que se tenha um bom time, que pode ser até do próprio empreendedor, é possível estudar o mercado e definir as estratégias. O bom é que, hoje, já é possível ver o pequeno empreendedor e a grande marca disputando pelo mesmo espaço no Google, no Facebook e nas redes sociais”, conclui o especialista.

*Rescisão consensual garante saque de parte do FGTS*

Com a Reforma Trabalhista, foi criada uma nova modalidade de rescisão do Contrato de Trabalho, a chamada “Rescisão Consensual”, que se realiza livremente mediante acordo entre a empresa e o empregado. Dessa forma, o trabalhador recebe metade do aviso prévio indenizado,20% da multa e poderá sacar até 80% do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço(FGTS), mas não terá direito ao Seguro Desemprego”, explica Piraci Oliveira, um dos especialistas jurídicos do SIMPI. “Essa norma veio para regulamentar uma prática que era feito de forma ilegal, sem regulamentação”, complementa ele.

Antes da nova Lei, eram previstos três formas de rescisão: o Pedido de Demissão, por iniciativa do empregado, que recebe integralmente as verbas rescisórias (férias, décimo terceiro e aviso prévio), sem direito a multa ou movimentação do FGTS; a Dispensa Sem Justa Causa, por decisão da empresa, em que, além das verbas rescisórias, o empregado tem direito a uma multa de 40% sobre o valor total do FGTS e ao saque integral do benefício, bem como receber o seguro-desemprego, se trabalhou por 12 dos últimos 18 meses; e a Dispensa por Justa Causa, também por iniciativa da empresa em casos devidamente justificados, quando o funcionário desligado dessa forma recebe apenas o saldo do último salário e o pagamento das férias vencidas (se existirem), não havendo direito a verbas rescisórias integrais, multa e saque do FGTS ou de Seguro-Desemprego.

*A importância de calcular bem o preço de venda de seus produtos*

Você sabe como fazer o calculo de preço de seu produto para vender bem? Pois bem, precificação – ou melhor: preço de venda – é um processo que ajuda o MEI, o  Micro e a Pequena Empresa a aumentar a capacidade produtiva do negócio seguindo uma lógica lucrativa. Calcular bem o preço de venda de seu produto ou serviço vai lhe trazer mais segurança para que seu negócio deslanche com maior probabilidade de faturamento. Quem já não viu orçamentos  que vão de R$10,00 o metro até R$112,00 para um mesmo serviço? Imagina-se que quem fez a R$10 vai quebrar, e levar um “monte” de empresas junto, e o de R$ 112,00 vai fechar pouquíssimos contratos.

Entre outros pontos, calcular o preço de vendas envolve conhecer melhor todos os custos do seu trabalho e isso é muito importante pra você decidir qual será o valor final do seu produto ou serviço. Outra vantagem é que vai lhe ajudar a criar uma estratégia de vendas mais efetiva e coerente com o mercado em que você atua. O Simpi coloca a disposição das MPE’s o 1º de uma série de cursos que tem por objetivo trazer conhecimento de forma simples e objetiva e com horário e preço que facilita a participação do micro e pequeno

*Governo fecha acordo com Sistema S com “facada” de 20%*

O Ministério da Economia fechou um acordo com entidades do chamado Sistema S que visa reduzir em 20% a contribuição das empresas para essas instituições. Com isso as empresas do setor produtivo serão desoneradas em 4, 5 bilhões  por ano em sua folha de pagamento, não havendo aumento de outros tributos para compensar a desoneração, que ajudará a reduzir a carga tributária paga pelos empregadores sobre os salários dos seus funcionários, já que a desoneração da folha é uma das bandeiras do Ministério da Economia dentro da reforma tributária. A proposta prevê ainda que o fim do repasse as entidades, ocorram gradativamente, em um período de dois e quatro anos, depois de aprovada a reforma tributária. Neste caso, o dinheiro continuará com as entidades, que terão de investi-lo de acordo com regras definidas pelo governo dentro da Estratégia Nacional de Qualificação para Emprego. Dentro do pacote, foram fechados ainda, acordos de gestão dessas entidades, que envolvem metas de eficiência e eficácia para cada uma das organizações do Sistema S, que vão ser divulgadas ao público, trazendo mais transparência.

O ministro Paulo Guedes (Economia) já disse que é preciso “meter a faca” no Sistema S e pretendia tirar até R$ 9 bilhões dessas entidades.

Por pressão do governo, o TCU (Tribunal de Contas da União) baixou, no dia 30 de abril, uma norma determinando que o Sistema S adote, em um ano, o padrão do serviço público em sua contabilidade. Em maio, decreto do presidente Jair Bolsonaro enquadrou as organizações na LAI (Lei de Acesso à Informação). A norma entrou em vigor no início deste mês. Sistema também está na mira da procuradora-geral.

Fonte: SIMPI/RO

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