Sabado, 28 de Dezembro de 2019 - 11:39 (Polícia)

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`CIDADÃO DE BEM´QUE MATOU TRANS EM MOTEL GANHA LIBERDADE

Leonardo (esq) é casado e tem filhas. Ele confessou ter matado a trans Marcelle (dir) em motel


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Justiça liberta "cidadão de bem" que confessou ter matado trans em motel. Homem é casado, tem filhas e se autoproclama defensor da moral e dos bons costumes nas redes sociais

Leonardo (esq) é casado e tem filhas. Ele confessou ter matado a trans Marcelle (dir) em motel

Leonardo de 44 anos, foi libertado pela Justiça de Marília (SP) na última quarta-feira (25). O administrador de empresas é réu confesso no inquérito que investiga o assassinato da transexual Marcelle B., de 23 anos.

No último dia 18 de dezembro, a defesa de Leonardo protocolou um pedido de liberdade provisória, que foi atendido pelo juiz Décio Divanir Mazeto, da 3ª Vara Criminal.`Leonardo, cometeu o crime em um motel após combinar o encontro com a trans pelo celular. Ele foi preso em sua própria casa no dia do crime e admitiu ter assassinado a vítima.

Em depoimento à polícia, o administrador justificou o assassinato de Marcello como uma “reação emocional”. Segundo ele, a vítima teria pedido dinheiro para não divulgar o encontro dos dois.Leonardo disse que chegou sozinho no motel e ficou aguardando a vítima, com a qual havia combinado o programa por meio de um aplicativo. Ele disse que pagou R$ 100 do programa, mas Marcelle também teria lhe cobrado pagamento de R$ 60 para o transporte”, conta o delegado Valdir Tramontini.

Em seguida, o réu teria pago uma nota de R$ 50 e outra de R$ 20 e pediu R$ 10 de troco. Isso teria irritado bastante Marcelle que, segundo ele, passou a exigir a quantia de R$ 500 para não expô-lo nas redes sociais”, afirmou o delegado.

Marcelle foi morta por estrangulamento e teve o corpo abandonado na zona rural de Marília com todos os seus pertences pessoais, como bolsa e celular. Sem subtração de qualquer bem, a polícia descartou caso de latrocínio — roubo seguido de morte.

Leonardo mora em Oriente (SP), cidade vizinha a Marília, responde na Justiça por homicídio qualificado e pode responder ainda por ocultação de cadáver. Ele deve ser submetido a julgamento pelo Júri Popular, mas ainda não há data prevista.

Nas redes sociais, Leonardo Cafer Júnior se comporta como um homem de família que tem aversão à corrupção. 

Fonte: pragmatismo politico

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