Terça-Feira, 11 de Junho de 2019 - 16:18 (Polícia)

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CHOQUE ELÉTRICO FOI SIMULADO PARA ACOBERTAR ASSASSINATO DE IDOSA

Dona Maria estava caída no piso molhado, com uma extensão elétrica enroscada na perna e em um dos braços, o que fez crer que teria recebido uma descarga elétrica, potencializada pela água.


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A senhora Maria Aparecida L. dos Santos, 64 anos, encontrada morta ao lado da máquina de lavar no sábado passado pode não ter sido vítima de choque elétrico. Dona Maria estava caída no piso molhado, com uma extensão elétrica enroscada na perna e em um dos braços, o que fez crer que teria recebido uma descarga elétrica, potencializada pela água. Relembre o caso:

CORPO DE IDOSA É ENCONTRADO COM FIOS ELÉTRICOS ENROLADOS NAS MÃOS E PERNAS

Segundo o Delegado Alexandre Bacarinni quando a Polícia Militar atendeu essa ocorrência não havia ninguém dentro da residência, além do casal, e os policiais militares relataram os fatos da forma em que eles tomaram conhecimento, conforme contou esposo da vítima.  Ele disse que chegou em casa e encontrou a companheira caída no chão, com um fio da máquina próximo ao corpo, sugerindo que tivesse sido uma morte acidental, causada por um choque.

De acordo com Delegado, foi possível descobrir que a Senhora Maria foi vítima de um crime, através de um exame feito posteriormente pelo médico legista, que encontrou uma lesão na cabeça. Em razão ao tipo da morte ter sido violenta, por causa do choque, todas essas mortes têm causas investigadas pelo médico legista. No exame de necropsia ele encontrou uma lesão na cabeça da vítima, indicando que supostamente ela teria sido agredida, ocorrência que pode ter sido a "causa mortis."

O principal suspeito de ter cometido o ato ainda é o companheiro da vítima. O delegado Bacarinni disse   que consta no boletim de ocorrência é que o marido chegou em casa e encontrou a mulher morta. Conduzido e apresentado na UNISP, aparentemente estava embriagado, apresentou algumas versões contraditórias, tinha fala desconexa, então acabou impedindo que o delegado Giuliano Ricardo Lopes, responsável pelo caso, formasse o convencimento jurídico a respeito do fato. Naquele momento não havia evidências de agressão.

"Estamos trabalhando no caso desde segunda-feira, dia 10 e já ouvimos algumas testemunhas.  Também estamos procurando o marido da vítima para prestar esclarecimento a respeito dos fatos, para que possamos averiguar essa situação, porque já não se trata de uma situação de prisão em flagrante", explicou o delegado Bacarini.

O inquérito deve ser concluido nos próximos dias e o delegado acrescentou que o suspeito, apesar de ter comparecido na delegacia e ter prestado informações, ainda que desconexas, estava intimado para comparecer novamente na tarde de ontem, segunda feira. Como não apareceu está sendo procurado pela Polícia e não é descartado o pedido de prisão preventiva.

Fonte: 015 - Alertarolim

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