Segunda-Feira, 22 de Janeiro de 2018 - 13:11 (Colaboradores)

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BIG DATA CORPORATIVO E DIGITAL – POR MAX DINIZ CRUZEIRO

O termo Big Data Corporativo e o Big Data Digital podem parecer uma manipulação de informações sobre a vida de consumidores, porém, você deve ter calma ao tecer um despertar do raciocínio que o conduza a uma falsa impressão de conspiração em sua vida.


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Se entram 1000 visitas em meu site, pelas estatísticas do anuário de 2017, 600 são robôs. Então, tenho 400 usuários que poderão ler os meus textos. Destes 400 usuários uns 200 efetivamente devem ler um texto. Os outros 200 apenas acessam por curiosidade. O que fazem os robôs? Alimentam quais sistemas? Que tipo de informações eles extraem? Para onde são encaminhados os dados colhidos pelos robôs? Como interferem sobre a vida e o comportamento humano?

O termo Big Data Corporativo e o Big Data Digital podem parecer uma manipulação de informações sobre a vida de consumidores, porém, você deve ter calma ao tecer um despertar do raciocínio que o conduza a uma falsa impressão de conspiração em sua vida.

Big Data na realidade são bancos de dados estruturados, ou seja, informações coletadas a partir das permissões de usuários de vários sistemas. Quando uma pessoa adquire, em um hábito de consumo, um determinado produto, é provável que ela gere um vínculo comercial, mesmo na forma precária de emissão de nota fiscal onde os seus dados são lançados e preservados para a segurança do comerciante que deposita sua fé privada de que o cliente irá finalizar o ato de compra com o devido pagamento pela aquisição.

Esses cadastros alimentam bancos de dados que fazem cruzamento com outros bancos de dados de outras instituições, tudo isto para garantir as chances de sucesso de um negócio. Porém, muitas empresas desejam que o cliente se fidelize e venha a efetuar novas compras, quando o tempo de utilidade do produto se esgotar e a reposição de um bem se fizer necessário, por isto os cadastros geralmente são preservados e alimentados com informações adicionais que auxiliem os empreendimentos a perceberem qual o melhor tempo para gestar uma propaganda para introduzir novamente o seu produto em sua clientela.

As questões éticas definidas para este tipo de relacionamento organizacional são fracionadas para cada tipo de banco necessário para fazer uma consulta de cliente. Assim, dados financeiros por exemplo, são de responsabilidade dos bancos e instituições financeiras. Dados de mercado partem de consulta e cruzamento de informações relativas ao comércio. Dados de inadimplência partem a partir de órgãos de controle econômico. E assim, por diante.

Dependendo da jurisdição existem regras específicas em que os Big Data não podem avançar sobre a vida particular dos clientes inseridos em uma estrutura de comércio, por esta razão, a comercialização de algumas informações sofre restrição de acordo com o tipo de atividade exercida e no cruzamento das informações necessárias para a definição do melhor momento para se captar o cliente.

 

O Big Data Digital possui um conceito um pouco mais avançado, alguns são responsáveis para manter a ordem e a segurança dos usuários, por isto possuem privilégios de acesso a informações confidenciais que trafegam na rede mundial de computadores, como o acesso a dados pessoais, que são o caso dos Big Dadas da Receita Federal e da Polícia Federal.

Os Big Dadas Digital do comércio, indústria e serviços, se concentram em informações menos específicas, apenas de movimentação das atividades que podem ser organizadas e concebidas como de possível “comércio” em que o rastreamento das atividades de navegação indicam por critérios específicos instalados nos bancos de dados, o tipo de vínculo que um possível cliente, que faz uma pesquisa, ou uma conexão com um site ao qual é responsável por gestar informações sobre um determinado produto, e até mesmo o comportamento social visualizado através de imagens, audiências à músicas, vídeos e informações textuais, ...

Dependendo do banco ocorre o registo do IP das máquinas que trafegam na rede, onde um algoritmo de interpretação cria um mapa dos deslocamentos mecânicos dos equipamentos capaz de perceber e interpretar as preferências e sinalizações de um usuário não identificado.

Existem Big Datas em que os usuários consentem ser identificados em sua navegação pela internet. Saber ou não se seu comportamento de consumo é rastreado nominalmente ou anonimamente vai depender do tipo de registros e contratos que os internautas mantêm com os empreendimentos que tiveram adesão na rede mundial de computadores.

Porém, o que estes robôs, sem qualquer espécie de contato direto com a intervenção humana fazem é gerar uma trilha de atividades, no qual o critério diz ao internauta através de um anúncio, e-mail marketing, ou outro tipo de sinalização permitida ou compactuada, uma oferta de venda de um produto que fora segmentado a partir de uma árvore de decisão que irá indicar o que de fato o comerciante supõe que o seu possível cliente necessite de acordo com suas escolhas observadas em sua navegação.

Assim, quando um indivíduo do celular, do tablet ou do computador acessa o seu banco, o registo pode estar sendo realizado como um nó que indique uma atividade de mercado. Quando o indivíduo no instante seguinte visita um site de móveis, a informação anterior, se os bancos estiverem conectados pode sintetizar em uma oferta que amplia as chances de realização de negócios.

Dados recentes de pesquisa de mercado apontam que mais de 60% do tráfego na internet são realizados atualmente por robôs. Isto significam que existem muitos bancos perseguindo as informações que trafegam na rede, e ao mesmo tempo pode estar sinalizando o início de uma disputa de comércio, em torno da árvore de decisão, principalmente dos portais que carregam informações de marketing para que a convergência de propaganda sinalize o bem ou um produto que possa ser oferecido ao potencial cliente.

Assim, as iscas para atrair consumidores são portais que possuem informações relevantes sobre bens e serviços que trabalhem em parceria ajudando consumidores a definir o seu hábito de consumo. Mas o consumidor deve ficar atento para os negócios que caminham fora da normalidade da lei.

Fonte: 012 - Max Diniz Cruzeiro

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