Domingo, 18 de Janeiro de 2015 - 15:21 (Colaboradores)

BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO!?

O traficante brasileiro executado através de pena na Indonésia cumpriu em regime fechado mais de 13 anos, um crime sem "violência direta", jamais deveria ter pago com sua própria vida, a execução da pena com a morte através de fuzilamento, não é JUSTIÇA.


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Acredito que bandido bom é bandido ressocializado, a pena tem ou deveria ter a dupla função: de punir através da privação daliberdade e de ressocializar, através de políticas públicas de inclusão do apenado, todavia o Estado vem perdendo a luta e tão somente as vezes consegue punir através da privação da liberdade.

Falta muito, além de ressocializar o apenado falta o amparo da vítima, através do estudo da vitimilogia, é necessário uma discussão macro e temos que evoluir, infelizmente a construção de mais presídios e prisões não resulta em combate efetivo da diminuição da criminalidade, a violência só aumenta, contudo a morte NUNCA SERÁ A MELHOR SOLUÇÃO, se chegarmos um dia a esse consenso no Brasil é porque o ESTADO realmente faliu.

O contrato social que aceitamos por adesão quando nascemos, nos exige o cumprimento das regras contratuais com mais obrigações do que direitos, porém o Estado teria que cumprir fielmente a sua parte que se propôs nos proporcionando as garantias dos direitos individuais e coletivos, em especial o direito a moradia, saúde, segurança e EDUCAÇÃO e isso não acontece por isso estamos vivendo em um Estado de barbárie.

Onde muitos da sociedade já não confiam na justiça e defendem POR DESCONHECIMENTO a antiga lei de talião do olho por olho dente por dente, contudo, mesmo assim se enganam por se tratar essa lei de uma das mais antigas da humanidade e mesmo assim defende a rigorosa reciprocidade entre o crime e a pena, com isso afirmo mesmo no Código de Hamurabi (1.780 a.C.), a pena de morte imposta ao traficante brasileiro Marco Archer não tem guarida, por ser totalmente desproporcional ao crime.

Defender algo diferente disso é jogar para a galera e ter um discurso fácil para ter seguidores.

Breno Mendes (Advogado defensor da JUSTIÇA e não da vingança).

Fonte: Breno Mendes

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