Quinta-Feira, 07 de Maio de 2020 - 09:14 (Economia)

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AVISO: QUEM RECEBEU O AUXÍLIO EMERGENCIAL NÃO PODE COMETER ESTE ERRO

Como não será possível pagar tudo o que seria desejável com 600 reais, a única solução será priorizar aquilo que é mais importante.


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Mesmo com a liberação do auxílio emergencial, sabemos que o valor pode não ser o bastante para pagar todas as contas de casa. Saiba como se organizar e priorizar seus gastos. Além do excesso de despesas, gastar o recurso antes de garantir o custeio de seus gastos básicos pode ser um grande erro.

Para a grande parcela de trabalhadores informais no Brasil, 38 milhões de brasileiros segundo o IBGE, a quarentena pode extinguir todas as fontes de renda da família. Para essas pessoas é muito difícil que com apenas R$ 600,00 seja possível bancar todas as despesas da casa.

Como não será possível pagar tudo o que seria desejável, a única solução será priorizar aquilo que é mais importante.

Neste momento de escassez é importante saber direcionar seus recursos primeiro para os gastos que são mais essenciais.

Gastos essenciais

Em primeiro lugar estabeleça quais são seus custos de sobrevivência, ou seja, os gastos mais básicos e que não podem ficar de fora do orçamento, são eles:

- Gastos com alimentação

- Abastecimento de água e luz

- Medicamentos controlados

Nesta primeira categoria pode ser mais difícil conseguir muita economia, com exceção das compras em supermercado que podem focar nos produtos mais básicos e baratos.

É importante lembrar que os gastos com alimentação não incluem os gastos com “comer fora”, já que além de atrapalhar no isolamento social, geralmente sai mais caro do que preparar os alimentos em casa.

Gastos fixos que podem ser cancelados ou negociados

O segundo passo é levantar os gastos fixos que podem ser cancelados durante os meses mais críticos da crise.

Podemos incluir nesta categoria gastos como:

- Telefonia

- Internet

- TV a cabo

- Serviços de assinaturas etc

Uma boa maneira de diminuir os gastos nesta categoria é ligar para todas as empresas fornecedoras e pedir por algum desconto ou planos mais em conta.

É mais prudente diminuir ao máximo esse tipo de gastos para que eles não prejudiquem o pagamento dos gastos essenciais.

Dívidas, financiamentos e cartões de crédito

Quando falamos de gastos com dívidas e outros tipos de parcelas é preciso tomar cuidado. Por mais que o pagamento não seja essencial para a sua sobrevivência, não é interessante acumular juros e multas para os próximos meses.

Com relação aos financiamentos, seja de carro ou casa, já falamos aqui como você pode pedir uma pausa nos pagamentos no seu banco. Isso é importante para garantir alguns meses de alívio.

O restante das dívidas e parcelas podem ser trocados por algum tipo de crédito mais barato.

Mesmo que não seja uma boa hora para adquirir novos empréstimos, o crédito pessoal pode ter uma parcela mais baixa do que a fatura ou parcelamento do cartão, além de cobrar juros muito mais baixos.

Nestes casos pode sim ser um bom negócio, já que além de conseguir juros e parcelas mais baixas, você ainda pode ganhar alguns dias até o pagamento das primeiras parcelas.

Exclua seus gastos desnecessários

Além das últimas categorias, existem muitos outros tipos de gastos que podem ser cancelados ou adiados para o futuro.

Como ainda não sabemos com certeza a duração do auxílio e muito menos quanto tempo vamos precisar esperar até a volta integral das atividades, o mais correto é gastar o mínimo possível e apenas com aquilo que é essencial.

Auxílio emergencial NÃO é dinheiro sobrando!

O depósito na conta pode dar a falsa sensação de dinheiro sobrando, essa sensação equivocada pode te levar a gastar antes de garantir o sustento necessário para os próximos meses.

Você pode se sentir tentado a consumir mais do que precisa nos primeiros dias ou semanas após o pagamento.

Um hábito que pode te ajudar é anotar seus os gastos. Nesse período, o ideal é já anotar os gastos dos próximos 3 meses, assim, mesmo com algum dinheiro “sobrando” na conta, você sabe que o valor estará comprometido no futuro.

Para isso você usar desde papel e caneta, até planilhas e aplicativos gratuitos. Os aplicativos são uma boa saída para quem não tem tanto costume de anotar as despesas.

Fonte: Sandro Campos / FDR

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