Quinta-Feira, 02 de Maio de 2019 - 08:30 (Colaboradores)

L
LIVRE

AMPLIAR O DIÁLOGO É VITAL, NUM MOMENTO EM QUE GOVERNO E ASSEMBLEIA DEMARCAM TERRITÓRIO

O Governo se esforça para ter uma base de apoio forte e sólida. Enquanto isso, o presidente Laerte Gomes impõe sua liderança.


Imprimir página

Quem não lembra? O ex governador Confúcio Moura, viveu tempos complicados, no seu primeiro mandato, na relação com a Assembleia Legislativa. O impeachment dele chegou a ser tratado por um grupo de deputados. Depois o diálogo se reabriu entre os Poderes e, com exceção do então deputado Hermínio Coelho, que se transformou num inimigo pessoal e político de Confúcio, o Parlamento, como um todo, teve convivência pacífica com o então chefe do Governo rondoniense.  Os interesses envolvidos nessa complexa relação entre Executivo e Legislativo inclui muita conversa, algumas renúncias de parte a parte, mas também, como está acontecendo agora, uma espécie de queda de braço, que continuará existindo, ao menos até que cada um demarque seu território e a conversa seja muito franca e transparente. Os deputados querem espaço no Governo. O Executivo, por enquanto, ainda mede o que pode atender e o que não pode; o que deve e o que não deve. Por isso é que ainda não se fixou uma relação clara entre os dois poderes. Marcos Rocha colocou Júnior Gonçalves na Casa Civil, também com a missão de ampliar o diálogo com a Assembleia. Por enquanto, há idas e voltas nas conversações, mas, mais que tudo, está em jogo a clareza de que a Assembleia quer demarcar sua área e o Governo quer deixar bem claro qual é a sua filosofia, na relação com os parlamentares. Até o momento, há uma espécie de batalha, claro que apenas retórica, nesse complicado contexto. O Governo se esforça para ter uma base de apoio forte e sólida. Enquanto isso, o presidente Laerte Gomes impõe sua liderança. E a demonstrou com clareza, nessa terça, quando colocou em votação projeto de grande interesse do Governo, de financiamento do Banco Mundial e teve o apoio de 15 deputados para vetá-lo. O recado é claro: as conversações políticas têm que ser ampliadas. E é aí que começa a trabalhar Júnior Gonçalves. Sua atuação junto à Assembleia, ao seu Presidente e aos demais parlamentares é que poderá, enfim, acalmar os ânimos e fazer com que o Palácio Rio Madeira/CPA e o Legislativo tenham uma convivência harmônica e pacífica.

As coisas ainda estão quentes, os ânimos ainda estão envoltos em dúvidas e dificuldades. O positivo nisso tudo é que há, claramente, de parte a parte, a intenção de dialogar, de buscar harmonia. Os próximos dias serão cruciais para que se saiba como será, daqui para a frente, o relacionamento entre Executivo e Assembleia.  O que se espera é que os dois poderes, vitais para nosso Estado, consigam encontrar o melhor caminho, sempre priorizando os interesses maiores da população.  Rondônia precisa de um governo forte e progressista, mas precisa também de uma Assembleia independente e fiscalizadora. Que cada um cumpra bem seu papel, porque tanto de um quanto do outro, depende muito o nosso futuro e a superação dos nossos problemas. 

DER AGE EM TODO O ESTADO

As chuvas ainda não pararam, mas é notório a ação do DER em várias regiões, tentando recuperar, o mais rápido possível, algumas rodovias entre as com piores condições no Estado. Nessa semana, na Assembleia Legislativa, foi destacado o trabalho que o órgão está realizando. A deputada Cássia das Muletas destacou a ação do DER em sua região e o presidente Laerte Gomes, em reunião em que pediu melhorias no aeroporto José Coleto, em Ji-Paraná, também agradeceu ao coronel Erasmo Meireles e sua equipe, a recuperação da RO 480, que ele tinha solicitado, assim como as melhorias na Linha 94. O diretor geral do DER também informou que as obras de recuperação definitiva da Estrada do Belmont, em Porto Velho, já estão começando. O Leito será elevado em 70 centímetros e deve acabar, de vez, com as alagações e as constantes interrupções da Estrada que liga às empresas de distribuição de gás e petróleo à cidade. A meta também é melhorar inúmeras estradas do interior, logo que o verão amazônico começar.

EM DEFESA DA BOA ADVOCACIA

A malandragem quer sempre levar vantagem. Mesmo que o candidato não tiver condições, se não tiver preparo, se não estudou o suficiente, se não tem competência, a meta é passá-lo ao mercado de trabalho, mesmo em prejuízo dos que realmente merecem. Tentaram durante os anos dos governos de esquerda, querem empurrar goela abaixo da sociedade agora, quando o governo é oposto. E pior: há gente também nesse governo que concorda com esse absurdo. Por isso, a OAB de Rondônia, unida ao comando nacional, protesta contra proposta de acabar com as provas para novos advogados. O presidente da subseção rondoniense da entidade, o advogado Elton de Assis, defende com unhas e dentes que as provas sejam mantidas: “a OAB não está preocupada com quantidade, mas com a qualidade. Isso é respeito à sociedade”, registra. Ao lembrar que a avaliação é exigida em vários países, Elton alerta para o risco de se colocar no mercado, profissionais que não tenham a qualificação necessária. Nessa segunda-feira, dia 6, a OAB local realizará ato público em defesa do Exame de Ordem da OAB. O evento é a partir das 8h30 da manhã, na sede da entidade, em Porto Velho (Rua Paulo Leal, 1300, Bairro Nossa Senhora das Graças).

ROCHA APOIA O CONE SUL

O feriado de quarta dia 1º de Maio, foi de muito trabalho para o Governador Marcos Rocha. Ele está, até amanhã, fazendo uma série de visitas ao Cone Sul, do Estado, principalmente para entregar equipamentos agrícolas. Começou sua visita por Pimenteiras e depois foi a Corumbiara. Vários encontros com lideranças e comunidades, realizadas no primeiro dia naquela região, continuam nesta quinta, com visitas a Cerejeiras e Cabixi. A série de reuniões prossegue nesta sexta, em Colorado do Oeste e, após, terá uma agenda lotada a cumprir em Vilhena e encerra em Chupinguaia, onde Marcos Rocha entregará uma Patrulha Mecanizada à comunidade. O Cone Sul tem merecido, nos últimos dias, especial atenção do Governador e sua equipe. Ainda na terça, Rocha se reuniu com vários prefeitos, que apresentaram uma série de reivindicações. Liderados pelo deputado Luizinho Goebel (que, aliás, está cada vez mais próximo do Governo) os gestores teriam saído muito satisfeitos com o encontro com Rocha. O mês de maio marcará também novas e importantes idas do Governador ao interior. Numa delas, ele vai estar muito presente na Rondônia Rural Rural, que realizará mais uma edição da feira que fatura entre 600 milhões e 700 milhões de reais por ano e é realizada em Ji-Paraná.

QUANDO VOLTARÁ O PRATO CHEIO?

Não há, pelo menos a curto prazo, alguma solução para que o Restaurante Popular Prato Cheio volte a tender a população. Aberto no final de 2015 e fechado em 2018, o Restaurante chegou a servir uma média diária de 1.500 refeições, atendendo, em apenas um ano, nada menos do que 300 mil porto velhenses. O deputado Anderson Pereira apresentou, na Assembleia, pedido de volta urgente do serviço, que beneficiava principalmente a população mais carente. Mas não será fácil. Ao responder o pedido, a secretária e primeira dama Luana Rocha, informou que o prazo para conclusão das obras no Prato Cheio, dependem ainda de estudos técnicos da equipe do DER e a realização de obras de grande porte. Uma delas, a instalação de uma Estação de Tratamento de Esgoto. Luana lembrou que o fechamento do Restaurante Popular se deu por uma série de fatores incluindo a necessidade de manutenção, estrutura; da reestruturação da rede elétrica; da troca de mobília da área e distribuição de alimentos e vários outros fatores. A titular da SEAS afirmou que os estudos estão em andamento e que os projetos técnicos vão indicar o que precisará ser feito, assim como os investimentos necessários. Mas não há qualquer indicação do tempo em que isso levará. O que se sabe é que a volta do Prato Cheio, mesmo que demore, está sim na pauta do atual Governo.

NA INTERNET, OS CANALHAS PAGAM CARO

As redes sociais continuam destilando veneno, em críticas exacerbadas de alguns doentes sociais contra autoridades, empresários, pessoas comuns. É uma sucessão de absurdos que, ao menos por enquanto, poucas repressões têm tido, porque há risco de se ultrapassar a tênue linha que possa significar tentativa de censura. Contudo, é bom lembrar que a internet não é terra de ninguém e quem caluniar, ofender, difamar, criar Fake News sobre quem quer que seja, pode sim ser atingido pelo longo braço da Justiça. Já existem inúmeros exemplos país afora, mas também aqui em Rondônia. Um deles, apenas para ilustrar, envolveu a competente e respeitada radialista, jornalista e apresentadora Sandra Santos. Ofendida e caluniada por algumas pessoas nas redes sociais, ela recorreu à Justiça, para defender seu nome e sua honra Ganhou todas as causas. Uma das suas detratoras chegou a procurar amigos de Sandra, para que eles intervissem e pedissem a ela que retirasse o processo. Claro que não conseguiu nada. Foi condenada e teve que pagar indenização. Outro idiota, que se achava muito sabido ao ponto de publicar no Facebook ofensas a uma pessoa tão querida e respeitada, imaginando que sairia ileso e poderia continuar cometendo o mesmo crime, teve que vender a moto para pagar a indenização. Nos próximos dias, é bom que se diga, pelo menos uma dezena de novos processos de uma conhecida figura pública ofendida gratuitamente por invejosos irresponsáveis, cairão nas mesas dos Magistrados. Vão pagar caro, pra aprenderem a não serem canalhas.  

OS ASSASSINOS ATACAM NAS ESCOLAS

“Ele achava que poderia mudar as pessoas!”. A frase, entre lágrimas de desespero, foi proferida pela esposa do professor Júlio César Barroso dos Santos, de 41 anos, assassinado a tiros, pelas costas, disparados por um aluno da escola em que ele lecionava, na cidade goiana de Valparaíso. Dona Daiane Alves, técnica de enfermagem, não se conforma com a perda e com a covardia do crime. Sem seu marido e companheiro de longos anos, agora tem duas crianças, a mais velha de seis anos, para criar sozinha. O assassino, um “dimenor” que em breve estará nas ruas de novo, para matar de novo, era aluno da escola e, por causa do seu péssimo comportamento, foi expulso. Ameaçou o professor várias vezes, mas não foi levado a sério. Covarde, conseguiu uma arma e, sorrateiro, se aproximou do professor. Esperou que ele estivesse de costas, indefeso, para atirar três vezes. Esses vagabundos, que tomaram conta das escolas brasileiras, protegidos por essa legislação feita sob medida para proteger bandidos, vão continuar fazendo o que fazem impunemente. A menos que surja um grupo de brasileiros decentes, inconformados com tudo isso que se fez em prol do crime nesse país, nos últimos anos e mude radicalmente a legislação. Até lá, pais de famílias dedicados e trabalhadores, continuarão sendo chacinados dentro das escolas, sob os olhares complacentes de quem deveria ter vergonha na cara e mudar essas leis bandidas.

PERGUNTINHA

 O que você acha das notas e declarações de apoio de lideranças e representantes do Partido dos Trabalhadores no Congresso, se solidarizando com Nícolas Maduro, o ditador sanguinário da Venezuela?

Fonte: 015 - Sergio Pires

Noticias relacionadas

Comentários

Veja também

Outras notícias + mais notícias