POLÍTICA & MURUPI: DÓRIA X HILTON - POR LEO LADEIA

Tido como o Dória de Porto Velho o prefeito Hildon tem um retrato daquilo que pode lhe acontecer. Mantidas as proporções e levando-se em conta o legado de Nazif e Haddad, Hildon está muito à frente de Dória, mas é preciso manter-se focado no município.
Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017 - 21:45

“O objeto da investigação, o crime a apurar, a autoria a elucidar, tudo isso pode se esfumar, pode se dissipar, pode desaparecer no tempo. É sagrado o objeto da investigação. Ninguém pode ser blindado quanto a essa possibilidade.”– Carlos Ayres Britto, jurista, ex-presidente do STF

1-Abelhas em Brasília

Convenhamos, salvo raríssimas exceções, os políticos apresentados até agora como opções para nossa escolha nas próximas eleições, nem podem ser tratados como opções. A lei ficha limpa é impedimento para alguns. Além da Ficha Limpa há o desempenho pífio do Congresso. 

Em Brasília tem parlamentar da nossa bancada que vive como abelha. Muita zoeira por nada, voando de um lado para outro e fazendo cera. Para a abelha e sua colmeia o mel, para nós o fel. Para o estado? Entre no site da Câmara e do Senado e veja você mesmo: Nadica de nada. Necas de pitibiribas...

2-Cabas em Rondônia

Quem vive como abelha em Brasília –zoa,voa à toa e faz cera – vai ter que virar outro bicho aqui em Rondônia se quiser voto. O pepino é quem sem nada para mostrar, sem obra para inaugurar, sem gente para mandar, esquecido pelo eleitor que quer ficar longe dos seus ferrões, as cabas de Rondônia se agitam e tentam a mesma e manjada jogada de novo esquecidas de que o poder é efêmero. Erra aquele que pensa que pode tudo e que vai mandar em tudo e que pode enganar por toda vida. Como diz Zé de Nana, “tudo passa nessa vida, menos o motorista e o cobrador”.

3-Dória x Hilton

As críticas contra João Dória, prefeito de São Paulo, estão num crescendo, extrapolam sua cidade e uma das razões é que após nove meses de gestão os problemas permanecem. 

“É duro fazer gestão pública sem recursos, depender de apoio do setor privado, da cooperação e solidariedade de muitas pessoas”, diz ele.  Tido como o Dória de Porto Velho o prefeito Hildon tem um retrato daquilo que pode lhe acontecer. Mantidas as proporções e levando-se em conta o legado de Nazif e Haddad, Hildon está muito à frente de Dória, mas é preciso manter-se focado no município. Para isso foi eleito. E todos nós estamos aqui torcendo por seu sucesso que também é o nosso.

4-Semana cheia...

Vivendo uma crise todo dia Temer trabalha duro para manter-se no cargo às custas do nosso rico e suado imposto. Como está precificado pelo mercado – realmente quem manda no país – Temer deve ficar até o final do mandato. 

O caso Aécio deve ser um pouco mais disputado no STF, mas a tendência é que via “acordão” fique afastado do Senado e confinado à noite em sua casa. Afinal quem vai querer salvar Aécio se nem seu partido quer? A “reformita” passou, mas há pontos passíveis de debate até no STF e cito o caso dos candidatos avulsos e sem partidos. E para quem reza a cartilha do empoderamento (ou palavrinha...) feminino as cotas eleitorais estão na pauta.

5-Doença social

O Diário da Amazônia lembra em sua capa de fim semana a violência contra a mulher. O Brasil é o quinto país com a maior taxa de feminicídio – assassinato de mulheres só por serem mulheres – e Rondônia faz parte da vergonha nacional. 

O mal resolvido caso Naiara Karine é possivelmente o mais emblemático por aqui e traz à baila vícios da polícia brasileira, como tortura em delegacias, disputa entre polícias, pressa em fechar o inquérito face à pressão popular, más condições em perícias eerrosda polícia científica. O caso Naiara Karine continuará controverso e assombrando a todos. Para experientes policiais e respeitados repórteres da área, ainda faltam respostas.  

6-Fechando a porteira

O presidiário de uma penitenciária de segurança máxima consegue tocar o terror numa favela do Rio de Janeiro. Manda-se o preso para outro local. Quando o fato ocorreu de novo o ministro da Defesa partiu para a OAB. Jungman revelou o que sabem até os bagres do Madeira: embaixo do angu tem carne. Jungmann quer apoio da OAB para aumentar o controle das visitas a presos perigosos.A ideia inicial seria criar um parlatório e a OAB foi contra. Isto seria violar o sigilo entre cliente e advogado foi o argumento. Sem jeito, a coisa ficou como estava. Agora e de novo a OAB rói a corda e Jungmanvolta à carga e dispara: “O presidente [da OAB] argumenta com a lei. No meu modo de entender, se esse é o grande problema, que se altere a lei”. Nó cego. É a treva!

 

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Fonte - Léo Ladeia / NewsRondônia

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