VOLTAR À ESTACA ZERO - Por Max Diniz Cruzeiro

Voltar à estaca zero é algo traumático, porque se pressupõe atingir uma perda irreparável do qual o indivíduo não tem escolha a não ser começar uma atividade a partir do zero.
Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017 - 15:30

Voltar à estaca zero estabelece quando é desencadeado um evento que todo o aprendizado ou sequências de instrução de uma atividade é perdida e o trabalho e a ação deve ser realizados a partir da sua fase inicial e que todos os desdobramentos anteriores da atividade não estão mais disponíveis para gestão do trabalho.

Voltar à estaca zero é algo traumático, porque se pressupõe atingir uma perda irreparável do qual o indivíduo não tem escolha a não ser começar uma atividade a partir do zero.

Pode ser observado no caso de um casal de namorados quando o rapaz é pego pela sua namorada em flerte com outra pessoa, razão que poderá gerar um desequilíbrio no relacionamento capaz de promover um rompimento. No qual se o rapaz desejar novamente reatar o seu relacionamento deverá partir para um tipo de atitude de reconquista em que a confiança deve ser novamente adquirida a partir do zero.

Ou você estar de posse de um trabalho de faculdade, e por alguma razão mecânica do computador você perde toda a atividade e não consegue mais recuperar o arquivo. Razão que você acabou de voltar à estaca zero, e terá que começar a desenvolver a tarefa a partir do seu início.

Ou quando você acumulou durante anos uma economia, e por alguma razão perdeu todo o seu ativo de uma hora para outra, e se juntou o dinheiro para comprar, por exemplo, um imóvel, terá que começar a fazer seu esforço novamente do zero para conseguir atingir o seu objeto de vida.

Geralmente este estado de transe psíquico gera uma frustração muito improducente, e uma falta de reatividade, no qual o indivíduo não é capaz de sair e que a única solução é se conformar e lidar com a escassez de tempo para a gestão de uma nova atividade para que ela saia em tempo ideal conforme o proposto.

A falta de ação por vezes diante deste fenômeno pode induzir um tipo de atividade neural de raiva, tensão e sentimento de culpa por não ter tomado todas as iniciativas que o risco de se perder um objeto poderia acarretar como sentimento de frustação para a atividade que declinou como sendo necessário voltar à estaca zero.

Algumas pessoas passam a tentar encontrar culpados para as suas próprias ações, e passam a não representar o risco como algo específico de seu conteúdo subjetivo, e procuram outras pessoas para manifestar todo o seu inconformismo e tentativa de fuga da realidade.

Por isto às vezes o fato de uma pessoa oferecer-se para dar um conselho nem sempre é a atitude mais sensata, porque em caso de frustração de todo um desenvolvimento em que incide sobre um projeto de vida que não pode ser mais objetivo de conquista, então este indivíduo que recebeu o conselho diante de uma frustração pode fazer um levante contra a pessoa que deu o aconselhamento. Como uma forma de eximir-se da responsabilização de si mesmo.

Em ambientes que possuem muito risco a perda de informações, geralmente os indivíduos que são sabedores do risco, e das falhas, fazem um sistema de produção de backups que permitem gestar a atividade sem maiores conflitos, caso a situação venha a declinar, o backup irá substituir aquele traço em que era requerido para a atividade, e assim a tarefa não teria que ser inicializada a partir do instante zero.

Além da frustração um sentimento de falta de ação pode surgir, de impotência, inconformidade, e quando o tempo é escasso para se obter uma nova alternativa de desespero e de fragilidade.

Algumas cidades possuem um sistema de distribuição de energia muito falho, por esta razão computadores e outros equipamentos inteligentes que armazenam dados, sofrem bastante com a descarga de energia.

Até mesmo em uma capital como Brasília este problema ocorre, e instabilidades fásicas da rede elétrica podem derrubar um computador até 12 vezes num mesmo dia (Experiência própria da minha estação de trabalho). E vir a representar uma perda de informações caso o trabalho não seja constantemente salvo para evitar que o dado seja completamente perdido.

Geralmente as pessoas têm uma dificuldade de assimilação de informações, conteúdos sonoros são poucos fixados na memória de uma pessoa comum, e também as pessoas possuem uma grande dificuldade para assimilar conteúdos literais, e quando algum signo não é percebido para ser interpretado a codificação da mensagem fica toda corrompida, e por vezes a mensagem se torna completamente irreconhecível, razão que para um indivíduo compreender a mensagem deverá voltar à estaca zero.

Voltar à estaca zero pode ser traumático para muita gente, quando o conteúdo absorvido for demasiadamente longo para ser novamente devolvido a atividade.

Porém, geralmente quando um conteúdo é trabalhado pela segunda vez, uma vez que o arquivo original fora completamente perdido, pode ser que novos valores e apreensões se indexe ao trabalho réplica fazendo com que a segunda impressão da informação seja mais densamente elaborada do que a versão original.

Uma forma de fugir do regramento de que amplia potencialmente a probabilidade de vir a perder por completo uma tarefa é gestar um sistema de riscos que permitem contornar as falhas diante de situações que possam ocorrer durante uma atividade.

Mas voltar à estaca zero, pode ser uma solução adotada quando um indivíduo chega a uma conclusão errada que houve algum tipo de equívoco ao longo de um percurso. Razão que os erros poderão ser interpretados, as influências e as interferências no qual o novo produto tenderá a ser produzido “mais certo” do que a peça original.

Fonte - 010 - Max Diniz Cruzeiro/NewsRondonia

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