POLÍTICA & MURUPI: BOM SENSO TOGADO

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido para autorizar presos em penitenciárias federais há mais de dois anos a regressarem a presídios de seus estados de origem.
Quarta-Feira, 04 de Outubro de 2017 - 22:14

1-Obras paradas PVH

Porto Velho tem 27 obras paralisadas. Todas da Caixa Econômica Federal. E se você acha que a culpa é da Caixa, esqueça. Nesse rolo a Caixa não entra. Isso tem a ver com projeto mal feito, licitação enrolada e ausência de fiscalização.

Dentre as 27 obras de Porto Velho estacionadas, a mais importante e que não será reiniciada é o esgotamento sanitário. Como a verba foi devolvida, o prefeito Hildon vai ter que tentar uma solução via PPP. E de quem será a culpa? Esqueça isso...

2-Obras paradas Brasil

A cultura de obras paradas – prejuízo certo – acabou por criar algo paradoxal. Uma comissão para acompanharo andamento daquilo que não anda. Para chefiar esta incrível comissão, um senador cri-cri – Ataíde Oliveira – e mais oito senadores que já no primeiro trabalho surpreenderam: São 22 mil obras paralisadas em todo país. O segundo trabalho ainda não foi completamente fechado e por razões óbvias: como mensurar o prejuízo? Inicialmente a coisa beira um trilhão de reais. É um trem de ferro carregado de brita descarrilado. A coisa é assim, da pá virada.

3-Matando o futuro I

A manchete do Diario e a coluna do Carlos Sperança nos deixam frente a frente com a violência em Porto Velho. Jovens estão sendo mortos e por merrecas.

Por trás das mortes estão a falta de emprego a falta de estudo e de qualificação profissional, baixa atividade na construção civil que absorve grande contingente de mao de obra, o acesso à droga barata e a desestrutura familiar. O que fazer? O poder público só enxerga o jovem preso. O jovem em busca de trabalho é invisível.

4-Matando o futuro II

Rondônia vive um bom momento em relação à economia do Brasil, mas se nada for feito para atacar as causas e criar condições sustentáveis para reduzir a violência e a criminalidade, a riqueza vai servir apenas para ficarmos trancados em casa atrás de muros altos, com câmeras e cercas elétricas enquanto jovens se matam por causa de 10 reais.

A educação é primordial e ainda há a família, trabalho, moradia etudo que há na lei. Educar cumprindo a Constituição é o básico. O resto vem depois. 

5-Matando o futuro III

Estudo do ex-presidente do Ipea, Sergei Soares, revela que a educação pública universal é mais eficiente do que se imaginava para distribuir melhor a renda no país. A escola pública gratuita injeta recursos diretos de R$ 106 por aluno no orçamento das famílias. Como a educação básica é quase totalmente pública, acaba favorecendo as famílias que estão na base da pirâmide de renda. “É a política mais importante para reduzir desigualdade no país. Mesmo com todos os problemas a educação pública, ela é altamente pró-pobre”. Atribuindo-se um valor a esta ação na educação básica, o resultado chega a ser 66% maior que o Bolsa Família. Se é assim, por que não fazer?

6-Delação sem prêmio

Na audiência da Comissão de Agricultura do Senado ontem, discutindo regularização fundiária na Amazônia Legal, o senador Cassol abriu a caixa de ferramentas e jogou tudo no chão. Para ele o conflito agrário existe por falta de gestão do governo federal e afirmou que o Incra é o responsávelpela dificuldade em indenizardonos de terras desapropriadas para reforma agrária.

“Se o governo quiser regularizar, faz com facilidade. O problema é que não querem indenizar. Querem tomar as propriedades na mão grande”. Cassol anda bravo, brigando. O que estará havendo com ele?

7-Como amolar o bife

Por vezes tento com absoluta honestidade entender ideias como produzir-se uma crise entre dois poderes para entortar uma sentença e salvar a pele de um cidadão, ainda que seja o Aécio, ou deixar de prender um cidadão condenado, ainda que seja o ex-presidente Lula. A brilhante mente do João Dória, o mais novo político não político do país, produziu uma destas: a eventual prisão de Lula durante a corrida eleitoral seria um “erro histórico” e “incendiaria o país”. É broca. Em vez de amolar a faca na chaira para cortar o bife, o melhor é esfregar o bife na chaira até amolecer.

8-Picaretagem à vista

Do Diário do Poder vem o mapa da sacanagem: aCCJ do Senado aprovou substitutivo ao projeto 513/13, que pode abrir caminho para a impunidade de enrolados na Lava Jato. Projeto de Renan Calheiros e substitutivo de Jader Barbalho (vixi!!!) dificulta a denúncia pelo MP de quem devolver o que robouou. O projeto beneficia acusados de crime sem violência contra pessoa, o que incluirá políticos corruptos, que terão benefícios, já que “via de regra, são primários, boa conduta social e  residência fixa”. Assim, quem meter a mão no alheio, fica na maciota até ser pego. Mas devolver o que roubou ganha o perdão legal. Esses caras perderam o senso de tudo. Bando de canalhas.

9-Bom senso togado

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou o pedido para autorizar presos em penitenciárias federais há mais de dois anos a regressarem a presídios de seus estados de origem.

A estupidez foi apresentada na semana passada pela Defensoria Pública da União e, se atendida, traria mais de cem presos atualmente detidos nos quatro presídios federais, de Campo Grande, Porto Velho, Mossoró e Catanduvas. Só o Rio de Janeiro, receberia 55 criminosos dentre eles Beira-Mar, Elias Maluco e Nem. Esta ação da DPU é estranha. Cheira arroz queimado e fede a carbureto. Aí tem.

10-Reforma Política

Senado aprovou nesta parte da reforma política, com a votação do projeto que estabelece fim das coligações proporcionais a partir das eleições de 2020 e cria cláusula de desempenho, a partir de 2018, para que as legendas possam ter acesso ao Fundo Partidário e ao horário gratuito de rádio e TV.

O texto ainda deverá ir à promulgação nesta quinta-feira em sessão conjunta do Congresso Nacional e para que as novas regras sejam válidas a PEC deve ser aprovada até a sexta-feira, ou seja, um ano antes das próximas eleições. Outra parte da reforma política, a que prevê a criação de um fundo eleitoral bilionário, com dinheiro público, para arcar com os gastos de campanha, ainda será analisada pelos deputados. Andiamo via e meno male. Porco cane!.

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Fonte - Leo Ladeia/NewsRondônia

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